Rev. Paulo Brocco

Pregação no culto de encerramento do Presbitério Piratininga.

Batismo da irmã Raimunda Goveia"

"E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará"!

Fachada da IPC de Bonfim

Rua A Quadra A, nº 48, Casas Populares - Senhor do Bonfim - BA

Igreja em festa: Confraternização

IPC de Senhor do Bonfim em festa.

sábado, 30 de junho de 2012

Dois prefeitos do mesmo partido?


Ouvi dizer que um partido político em nossa cidade está dividido. Duas pessoas apresentaram candidatura ao cargo de prefeito. Uma tem o apoio do Diretório Municipal. Outra, afirma ter a aprovação do Diretório Estadual e Nacional. Nenhuma delas desiste. Segundo declarações de ambas, se preciso for, a última palavra será da Justiça.

Feliz é a cidade que desfruta do privilégio de ter pessoas tão comprometidas com o bem público, a ponto de esquecerem anos e anos de companheirismo. Quando os antigos gregos lançaram as bases da Democracia, tenho certeza de que pensavam em pessoas assim. “O homem é um animal político”, afirmava Aristóteles. Isso quer dizer que sua realização está não em seus desejos, sua ambição pessoal, mas, sim, no bem-estar coletivo, no progresso da pólis, na prosperidade dos habitantes de uma cidade.

Quando ouvirmos falar de crentes que priorizam o bem da congregação ao seu próprio, também teremos motivos de nos alegrarmos. Quando os homens entenderem que, para serem felizes, precisam fazer os outros felizes, a sociedade terá paz e prosperará. Nós, que somos filhos de Deus, precisamos aprender a cuidar do outro para que eles cuidem de nós, também. Temos de amar para sermos amados. Temos de compartilhar para conquistarmos.

Oxalá as motivações dos nossos políticos sejam as mais nobres.

E tomara que Deus nos faça entender a essência do evangelho: Amar a Deus e ao próximo!

Rev. Renato Arbués.




sexta-feira, 29 de junho de 2012

CONVERSA NA FOGUEIRA


Uma das características mais interessantes de Jesus era a Sua prontidão em conversar com as pessoas. Aqui e ali nos evangelhos, lemos diálogos interessantíssimos de Cristo com as pessoas comuns da Palestina. Mulheres viúvas, excluídos sociais, mendigos, sacerdotes, crianças, enfim, qualquer pessoa interessava a Jesus.

Eu me lembro da minha infância em fazendas no interior de Goiás. O dia de trabalho terminava por volta das 16h. Um pouco de brincadeiras, banho e jantar. Depois vinha a hora mais aguardada do dia: a fogueira no terreiro.

A expectativa não pela fogueira, claro, mas pelas conversas ao seu redor. Os mais velhos conversavam conosco. Contavam histórias. Histórias de terror, geralmente. O medo entorpecia, mas, era extremamente divertido. Ouvia meu pai, meu avô, meus tios, os vizinhos. Era uma Ágora sem a preocupação com o destino da cidade. Era simplesmente, o prazer de conversar.

Hoje, não há mais fogueiras. Há televisões. Cada vez mais modernas, elas é que falam. Contam histórias de romance, de terror, de aventura. Mas, falta alguma coisa, algum tempero especial foi perdido: a interação entre as pessoas. Somos meros espectadores, números do IBOPE.

Por que não conversamos mais?

Se Jesus estivesse entre nós fisicamente, será que Ele assistiria televisão ou prefereria uma boa conversa?

Rev. Renato Arbués.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

ORAÇÃO


Orar.

Por que será que alguns cristãos não conseguem desenvolver um hábito uma vida devocional significativa?

É um paradoxo.

Dizemos que amamos a Deus sobre todas as coisas. Desejamos agradá-lo. Queremos fazer a Sua vontade.

Mas não oramos.

Não lemos a Bíblia regularmente. Não frequentamos os cultos. Não dirigimos nossa atenção às coisas lá do alto.

Sem orar, nossa intimidade com Deus ficará comprometida. Ficaremos fracos espiritualmente. Tornar-nos-emos presas fáceis do pecado.

Ore todos os dias.

“A função da oração não é influenciar Deus, mas, especialmente, mudar a natureza daquele que ora”.
Soren Kierkegaard.

Rev. Renato Arbués.


terça-feira, 26 de junho de 2012

PRIORIDADES



Prioridades.

No mundo todo as pessoas têm pressa. Vive-se a dinastia do tempo. Que horas são? Tenho de correr? Estou atrasado! Sem dúvida, dentre as frases mais faladas por nós, essas encabeçam a lista. A questão é: “Precisa ser assim?”

Ora, Jesus era um homem extremamente ocupado. E público também. Desde seu batismo, não andava mais sozinho. Pessoas queriam vê-lo, tocá-lo, ouvi-lo. Enfermos queriam ser curados. Pobres, recompensados. Ricos, salvos. Excluídos queriam ser amados. E Jesus tinha tempo pra atender a todos.

Mas, incrível, Jesus também ficava sozinho. Quando se sentia cansado, pedia aos discípulos que o levassem de barco para um lugar distante, onde pudesse orar. E orava várias vezes ao dia.

Não conheço homens de Deus bem-sucedidos que não tenham sido ocupados. Envolvidos em diversas frentes, Lutero, Calvino, Knox, Whitefield, Spurgeon, entre tantos outros, jamais se permitiam passar longos períodos distantes de Deus.

É tudo questão de prioridade. Priorize Deus e você achará tempo para ter comunhão com Ele.

Priorize o seu casamento, e achará tempo para investir na sua relação conjugal.

Pense nisso.

Rev. Renato Arbués.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

PRIORIDADE: ESTUDAR E ENSINAR!

Você acredita que um professor, sem carteira assinada, sem vínculo com o Estado, dando aulas apenas em sua casa, dois dias por semana, pode ter um sálario de R$ 6.000,00? Não acredita? Então, preste atenção.

Uma professora resolveu deixar a sala de aula e oferecer aulas de reforço nas matérias de matemática, química e física. Seu público-alvo são alunos que cursam o 3º ano do Ensino Médio e batalham por um bom desempenho no Enem e por uma aprovação no vestibular. Ela dá aulas a 4 grupos, distribuidos assim. Cada grupo tem 10 alunos. Cada aluno paga R$ 150,00 por mês. Na segunda, ela reúne um grupo de manhã, das 9h às 12h, e outro, à tarde, das 14h às 15. Os outros dois grupos recebem aulas na quarta-feira.

Pode acreditar, é verdade.

O que ela faz de tão especial? Apenas percebeu a prioridade de 10 entre 10 famílias que têm filhos na escola: Vê-los em uma boa faculdade. Para isso, as crianças devem adquirir competências básicas nas mais diferentes matérias que compõem as exigências do Exame. Para o ENEM deste ano, estão inscritos 6.497.466 candidatos. Que público!

Assim, nossos filhos estudam Português, Matemática, Biologia, Química, Física, Literatura, Espanhol, Inglês, Redação, Geografia, História, além de lerem livros clássicos, conhecerem as discussões políticas atuais, e devem ser capazes de escrevem, e bem, sobre tudo isso. Haja fôlego.

O apóstolo Paulo também dava aulas particulares. Ele também aproveitava as prioridades das pessoas e concentrava sua atenção e seus recursos em cima disso. Foi assim que ele chegou em Éfeso, na Escola de Tirano.

O texto sagrado (At. 19.8) nos informa que Paulo, durante 3 meses, ensinou, discutiu, debateu com os principais da sinagoga. Mas, eles tinham outras prioridades (falar mal do Caminho). E Paulo também. O que Paulo fez?

Alugou a escola de Tirano e por 2 anos passou a ensinar a uns poucos discípulos, separados por ele, e que haviam elegido como prioridade aprender as verdades do Reino de Deus.

Por dois anos, Paulo dedicou sua sabedoria, seu conhecimento, seus esforços, toda a sua vida para preparar jovens e homens que queriam aprender sobre Deus. Eram pessoas inteligentes, que poderiam ter estudado qualquer disciplina. Podiam ter se tornado doutoras da Lei, ou filósofas. Mas não quiseram. Para elas, conhecer a Deus e ensinar sobre Ele aos perdidos, consituía a mais alta prioridade. E assim fizeram.

O texto de Atos informa o resultado desses dois anos de estudo: “dando ensejo a que todos os habitantes da Ásia ouvissem a Palavra do Senhor, tanto hebreus como gregos” (At. 19.10).

Dificilmente, Paulo escolheria hoje preparar alunos para o ENEM. Ele pensava maior. Nossos filhos precisam ser preparados para a vida. Não apenas para esta, pois é passageira, má e cheia de provações (Jó. 14.1). O que nossos filhos precisam é de uma perspectiva eterna, uma educação que vise à vida com Deus, que lhes permitam “buscar, primeiro, o reino de Deus, e a Sua justiça”.

As demais coisas – incluindo o ENEM – serão acrescentadas no tempo certo e da maneira certa.

Esqueça os R$ 6.000,00.

Pense na vida eterna.


Rev. Renato Arbués.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Aliança Política

Estive acompanhando algumas notícias sobre política. Os partidos estão se articulando, formando chapas, escolhendo nomes e elaborando estratégias para as eleições. Tudo na mais perfeita normalidade.

Só uma coisa, infelizmente, continua do mesmo jeito: Os critérios. A pergunta “Com quem vamos fazer aliança?” recebe diversas respostas, tais como:
1. Com quem nos der mais espaço no horário eleitoral;
2. Com quem abraçar nosso projeto político;
3. Com quem quiser.

Todo ano político é assim.

Será que um dia alguém vai eleger como primeiro critério as necessidades da sociedade?

É esperar pra ver.

Rev. Renato Arbués.


terça-feira, 12 de junho de 2012

Crer ou não crer?


Há alguns dias, conversava com uma professora a respeito de religião. Ela me questionou: “Pastor Renato, o senhor acredita em tudo o que está na Bíblia?” Respondi que sim. Ela insistiu: “Em tudo mesmo?” Então, brinquei: “Professora, ou tudo ou nada!”

Lembrei dessa história ontem, enquanto assistia a um debate sobre por que 58% dos jovens cristãos abandonam a fé quando entram numa universidade. Um dos entrevistados apontou algo curioso: existem vários jovens crentes na universidade que têm vergonha de declararem sua fé. Por quê?

Porque seria assumir a crença em doutrinas antigas e ultrapassadas que não podem ser corroboradas pela ciência. Pois é. Mas, será a ciência tão corroboradora assim da verdade? Sei não, tenho minhas dúvidas.

Contudo, não dúvido das palavras de Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo. 14.6). Sendo assim, como cristão, não temo a verdade, pelo contrário, eu a desejo cada vez mais. Não importa como ela venha. Pode ser pela história, pela biologia, pela química, pela geografia. Ela pode vir até pela boca de um mentiroso. Talvez eu tenha dificuldade para aceitá-la como verdade vinda de um mentiroso, mas, se for verdade, o meio não interessa muito. Ela será sempre bem-vinda.

Outro professor, meu amigo, me disse que a religião é cheia de argumentos circulares, por isso, não tem apelo às mentes mais esclarecidas. Pedi um exemplo. Ele disse que um dia perguntou a um presbiteriano quem seria salvo. A resposta: “Os eleitos.” Quem são os eleitos?, ele quis saber. “Ora, os que serão salvos”, foi a resposta. Taí, argumento circular. Na ciência, isso não acontece.

Pergunta: “Quais são os organismos que sobrevivem?”. Resposta: “Os mais aptos.” É? E quais são os mais aptos? “Ora, os que sobrevivem”. Ué, na ciência pode, mas na religião, não?

Outro dia, um professor da área das ciências disse que nutria muita simpatia pelas religiões orientais. Se alguma religião pode ser verdadeira, deve ser uma delas. Afinal, elas se preocupam muito com o próximo, com a evolução pessoal e coisas afins.

Ainda bem pra ele, e pra o seu emprego, que a cosmovisão cristã possibilitou a investigação do mundo criado por Deus. Se dependesse da visão panteísta das religiões orientais, o professor de ciências estaria desempregado. Aliás, haveria ciência? (Como estudariam um mundo que, para eles, é o próprio Deus?).

Enfim, não tenho vergonha do evangelho. Pois, como disse Paulo: “Ele é o poder de Deus”. E isso me basta.

Pense nisso.

Rev. Renato Arbués.