Rev. Paulo Brocco

Pregação no culto de encerramento do Presbitério Piratininga.

Batismo da irmã Raimunda Goveia"

"E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará"!

Fachada da IPC de Bonfim

Rua A Quadra A, nº 48, Casas Populares - Senhor do Bonfim - BA

Igreja em festa: Confraternização

IPC de Senhor do Bonfim em festa.

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domingo, 5 de junho de 2016

Cuide de sua família!

Por alguma razão desconhecida, o progresso faz com que as pessoas desprezem o passado, como se este não oferecesse qualquer coisa de valor. Isso é especialmente verdadeiro em nossa geração, que vive a era da tecnologia, da internet, do celular. Em nossos dias, mesmo entre os que confessam ser crentes existe uma rejeição sutil dos valores do cristianismo histórico.

Essa tendência é preocupante, sobretudo, no que diz respeito à família. A família é, de longe, a instituição de Deus mais atacada, desprezada e desonrada de nossa geração. Os valores bíblicos não estão sendo apenas negados; estão sendo trocados. Outros princípios têm sido escolhidos pelos homens modernos para, por meio deles, pautarem suas vidas.

Há anos, as novelas da Rede Globo promovem a promiscuidade, a homossexualidade e a violência. A rede Record, tida como primeira rede aberta de televisão evangélica não oferece alternativa. Pelo contrário, escolhe copiar o que a Globo tem de pior. Os valores morais de suas novelas não são diferentes. Em todas elas, encontraremos mentira, violência, homossexualidade e coisas que o velho e bom cristianismo rejeita e declara ser erradas.

Contudo, se você quiser manter bem longe da sua família essas influências malignas e perniciosas, preste atenção ao que ensinam as Sagradas Escrituras sobre o cuidado adequado que deve ser dispensado à família:

Dt. 6.4-9: “Ouve, Israel, o SENHOR, nosso Deus, é o único SENHOR. Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te. Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas”.

Para praticar o que Moisés ensinou, é preciso que restauremos o culto doméstico. Talvez o recurso mais importante deixado por Deus para a salvação de nossa família.

O culto doméstico é importante porque somos mordomos dos dons de Deus. O salmista disse, literalmente, que os filhos são dons do Senhor para nós: “Herança do SENHOR são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão” (Sl. 127.3). Isto explica por que Deus condenou, na época de Ezequiel, o povo de Jerusalém por sacrificar seus filhos aos ídolos. Ao fazerem isso, tais pessoas estavam destruindo a preciosa possessão do Senhor: “Demais, tomaste a teus filhos e tuas filhas, que me geraste, os sacrificaste a ídolos, para serem consumidos. Acaso, é pequena a tua prostituição? Mataste a meus filhos e os entregaste a elas como oferta pelo fogo” (Ez. 16.20-21).

Não perca esta importante verdade: nossos filhos pertencem a Deus, e somos mordomos designados por Ele para cuidar destas almas que nunca morrerão. Seremos julgados como responsáveis por aquilo que fizermos com os filhos que Deus colocou sob os nossos cuidados. Isto significa que devemos usar todos os meios que Ele nos deu para alcançar os nossos filhos com o evangelho do Senhor Jesus Cristo.

Esses esforços serão acompanhados por um senso de responsabilidade espiritual para transmitir a fé à próxima geração. O professor Neil Postman disse: “Os filhos são mensagens vivas que enviamos a um tempo que não veremos”.

É o próprio Deus que nos outorga esta mordomia, por um curto tempo, com a expectativa de que seremos bons mordomos destas preciosas dádivas e de que os levaremos, em um contexto de influência evangélica, a conhecer o Senhor e torná-lo conhecido às gerações vindouras: “A posteridade o servirá; falar-se-á do Senhor à geração vindoura” (Sl. 22.30).

O desejo de nosso coração para com nossos filhos deve ser semelhante ao de Paulo para com os crentes da Galácia, os quais ele chamou de filhos “por quem, de novo, sofro as dores de parto, até ser Cristo formado em vós” (Gl. 4.19).

Se Cristo é a nossa vida, em cada respiração que Ele nos proporciona procuremos apresentá-lo aos nossos filhos, tanto pelo viver como pelo falar. A Bíblia é bastante clara: temos de viver não somente para nós mesmos, mas também para a geração vindoura.

Pense nisso, e cuide de sua família.

Rev. Renato Arbués.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

País sem exército

Há alguns anos, nós reunimos as famílias da nossa igreja para considerarmos um assunto premente naqueles dias. Hoje, infelizmente, percebo que o assunto continua atual. É a instabilidade emocional que provoca conflitos nos relacionamentos conjugais, familiares, sociais. As pessoas estão inseguras, confusas e, consequentemente, não confiam mais umas nas outras, ou em Deus. No livro “A universidade da Palavra”, de Dick Eastman, publicado no Brasil pela editora Vida, encontramos uma abordagem interessante sobre esse assunto. Valendo-se de uma analogia entre uma cidade sem muros e uma pessoa sem domínio próprio, o autor lança luz sobre os problemas de ordem emocional que tanto nos aflige. O texto base é Provérbios 25.28: “como cidade derrubada, que não tem muros, assim é o homem que não tem domínio próprio”.

Na década de 80, o Johns Hopkins Medical Journal publicou um estudo interessante sobre a relação entre o temperamento e a saúde física. Durante 3 décadas, a Drª. Caroline Thomas, cardiologista, juntamente com sua equipe, avaliou cuidadosamente as características combinadas da saúde física e mental de 1337 estudantes de medicina que cursaram a Universidade Johns Hopkins naquele período.

Os resultados foram os seguintes. Aqueles que tendiam a ser melancólicos, tensos e exigentes tinham a pior história médica. 77,3% dessas pessoas haviam sofrido alguma doença grave. Por outro lado, dos classificados como de personalidade estável e cuidadosa, apenas 25% tinham algum problema grave de saúde. Conclusão: quanto mais dificuldades a pessoa tem com seu espírito (ou atitudes) tanto mais vulnerável se torna aos ataques físicos.

Voltando para o nosso texto. Por que Salomão comparou uma pessoa sem equilíbrio, sem domínio próprio, a uma cidade que não tem muros? Nos dias do AT, os muros de uma cidade representavam sua mais importante defesa. Vejam o caso da China. Para conter os ataques bárbaros, eles tiveram que construir as maravilhosas muralhas da China. Jericó também agiu assim. Jerusalém era cercada por muros. Enfim, os muros representavam defesa. Assim como para um homem o equilibro de suas emoções, o domínio próprio é sua principal defesa contra os males espirituais e físicos.

Vejamos algumas características semelhantes entre um homem sem domínio próprio e uma cidade sem muros:

Vulnerabilidade Crescente:
Um país sem defesa é vulnerável a constantes ataques, como as antigas cidades sem muros. Sem proteção, os habitantes da cidade ficavam vulneráveis aos invasores.

O mesmo é verdadeiro em relação a uma pessoa que não domina suas emoções. Nunca se sabe quando uma simples palavra irá causar uma explosão emocional. Há pessoas que, um simples pensamento que lhe ocorre à noite pode roubar completamente o seu sono. Repito: O homem que não controla suas emoções torna-se vulnerável a qualquer inimigo, real ou imaginário.

Atitude Errada:
Quando uma cidade israelita perdia seus muros, ela podia ser invadida por edomitas, midianitas, filisteus, amonitas. Qualquer um podia se aproveitar da situação.

O mesmo ocorre com uma pessoa instável emocionalmente. Ela começa a ver os que estão à sua volta, mesmo os amigos, como potenciais adversários. Não tarda muito, ela é atacada pela paranoia, distúrbio caracterizado pela mania de perseguição. A pessoa passa a ver inimigos por todos os lados: em casa, no trabalho, na igreja, na escola...

Pessoas e atitudes são vistas sempre como suspeitas. Conviver com alguém assim, não é tarefa das mais fáceis, com certeza.

Ansiedade:
Imagine o que seria treinar um exército numa cidade sem muros. Os soldados deveriam ficar em estado de alerta as 24 horas do dia. Ninguém podia descansar. A exaustão, física e emocional, acabaria sendo pior que uma guerra de verdade.

Uma pessoa que não controla seu espírito age exatamente igual. Torna-se um ser humano inseguro. Vê maldade em tudo o que os outros fazem. Quando uma pessoa assim passa por um grupo que está sorrindo, ela deduz que estão rindo dela; Se chega num ambiente em que pessoas conversavam e interrompem a conversa, ela imagina que estavam falando dela.

A ansiedade destrói a alegria de um lar, pois quebra os vínculos fraternos e de carinho entre uma família.

Há cura para isso?

Há, no AT as cidades tinham que reconstruir seus muros. Se você sofre por não conseguir dominar o seu espírito, faça o seguinte: Reconstrua-o com a ajuda de Deus. É possível. O Rei Salomão escreveu que: “O espírito firme sustém o homem na sua doença, mas o espírito abatido, quem o pode suportar?” (Pv. 18.14). Ele ainda aconselhou: “O ânimo sereno é a vida do corpo, mas a inveja é a podridão dos ossos” (Pv. 14.30).

Peça a ajuda de Deus para reconstruir sua vida. Peça a Ele que o faça forte o bastante para controlar suas emoções. Com certeza, Ele ouvirá sua oração. Confie em Deus. Sempre!

Rev. Renato Arbués.


domingo, 25 de maio de 2014

MELHOR QUE DEZ FILHOS

Há um adágio popular que afirma que “uma mãe é para dez filhos, mas, dez filhos não são para uma mãe.” A ideia é a de que, enquanto uma mulher consegue criar vários filhos, estes, por sua vez, não conseguirão cuidar dela na velhice.

Há, felizmente, uma infinidade de exceções. Filhos que se superam na atenção ministrada aos pais idosos e/ou carentes de ajuda, existem aos milhares. Curiosamente, porém, houve um homem que afirmou ser melhor do que dez filhos para a sua esposa. Elcana, era o nome do supermarido.

Sua mulher, Ana, era estéril. E sofria muito com isso. Sofria, sobretudo, por motivos religiosos. Para os hebreus, o Messias haveria de nascer de uma família de seu povo. Assim, qualquer mulher hebreia era potencialmente uma candidata ao cobiçado posto de “mãe de Deus”. Qualquer uma, menos Ana.

Fora isso, havia a necessidade de realização do instinto materno. Trazer uma vida, amamentá-la, protegê-la, embalar seus sonhos, ensinar-lhe. Tarefas simples de uma mãe que Ana, infelizmente, jamais faria.

Tentando compensar esse vazio, Elcana cercava sua esposa de atenção e carinho. Dizia sempre que a amava (1 Sm. 1.8). Também manifestava seu carinho dando à amada porção dobrada dos sacrifícios. Um gesto simples, mas simbólico de sua paixão.

É bem verdade que foi o próprio Elcana quem disse ser melhor do que dez filhos. Não há um depoimento de Ana ou de terceiros confirmando isso. Entretanto, é digno de louvor a ousadia desse homem ao fazer tal afirmação publicamente. Ele poderia ser facilmente desmentido. Não foi. O silêncio, nesse caso, trabalha a favor do marido apaixonado.

Uma pergunta não pode escapar: Quantos homens hoje teriam a mesma coragem de dizer o que Elcana disse? Quantos homens se esforçam para suprir as carências da esposa? Quantos maridos são dedicados ao bem-estar da amada? Haveria algum Elcana lendo esta pastoral?

Em nossa cultura, estamos acostumados com mulheres atenciosas. Porém, o padrão bíblico não é esse. Abraão, Moisés, Davi, Oséias, todos são conhecidos por serem homens dedicados às suas esposas. Como resultado, tiveram companheiras que lhes possibilitaram desenvolver seu potencial, tornando-se os grandes heróis da fé que tanto honramos.

Senhores homens que tal elegermos Elcana como modelo de marido?

Rev. Renato Arbués.

domingo, 18 de maio de 2014

PERDEU A DRACMA?

Essa história está narrada em Lucas 15.

A moeda em questão era uma dracma de prata, cem das quais formavam uma libra de 360 gramas. Não seria difícil que uma moeda se perdesse em uma casa de camponeses na Palestina, e era preciso procurar muito para achá-la. As casas palestinas eram muito escuras, porque estavam iluminadas por uma janela circular de não mais de cinquenta centímetros de diâmetro. O piso era de terra calcada coberta com canos e juncos secos; e procurar uma moeda em um piso como esse era como “procurar uma agulha num palheiro”. A mulher, portanto, perdeu um tesouro dentro de casa.

Todo estudante da Bíblia sabe que a parábola da dracma perdida fala do amor de Deus pelos pecadores. Nesse conjunto de parábolas, registrado em Lucas 15, vemos o Senhor Deus buscando e encontrando o que estava perdido. Seu amor pelos pecadores eleitos é ilustrado vividamente nas histórias tão belamente contadas por Jesus.

Contudo, podemos particularizar um fato dessa história: a perda de uma moeda preciosa dentro de casa. Uma dracma simbolizava algo precioso. E ESSE ALGO VALIOSO FOI PERDIDO DENTRO DO CONVÍVIO FAMILIAR.

Que valor tão precioso está sendo perdido dentro de casa? Muitos, a saber, o amor conjugal, o respeito de filhos pelos pais, a amizade, o companheirismo, o diálogo.

Não é raro ouvirmos de famílias em que marido e mulher são totalmente estranhos; filhos que não honram seus progenitores; irmãos que vivem em conflito. Tudo isso tem tornado a casa de algumas pessoas um verdadeiro inferno, um ambiente hostil. Ninguém gosta de viver num território em que reine a indiferença, a ira, a desarmonia.

Se o seu lar está se transformando num ambiente assim, faça alguma coisa agora. Procure a dracma perdida do amor, do carinho, do respeito. Peça a Deus que ilumine a sua casa e lhe ajude a encontrar a alegria perdida.

Hoje, Dia do Senhor, é um boa dia para começar a procura. Vá à uma igreja e leve a sua família. Lá, certamente, encontrarão a luz que, brilhando nas trevas, iluminará o seu lar!

Rev. Renato Arbués.

sábado, 3 de maio de 2014

Como vai sua família?

O que está acontecendo com nossas famílias? Por que o matrimônio, instituído por Deus para que as pessoas fossem felizes e se completassem, tornou-se motivo de frustração, fracasso, ira, rancor? Em que momento da nossa vida, traímos a promessa feita a Deus e ao nosso cônjuge de “amar e ser fiel na alegria e na tristeza”?

Numa tentativa de resposta, convido o leitor a voltar comigo até o estabelecimento da união conjugal, lá no jardim do Éden. Em Gn. 2.24, lemos: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne”. De acordo com o texto, três princípios devem nortear um casamento feliz.

Em primeiro lugar, é preciso deixar pai e mãe. “Deixar”, frise-se, não significa abandonar, ignorar. A implicação é a de que marido e mulher precisam amadurer física e emocionalmente. Ambos precisam tomar suas próprias decisões e assumir as responsabilidades por elas. Para isso, não podem por qualquer problema amparar-se nos progenitores. Isso trará complicações e impedirá que o propósito divino seja alcançado por sua família. Vocês são responsáveis por manterem o seu casamento, e mais ninguém. Não culpem os conselhos que receberam ou que não receberam. Vocês prometeram, vocês quiseram se unir, vocês disseram a Deus que estavam prontos. Portanto, deixem pai, mãe, amigos, irmãos, e cuidem de honrar sua palavra. Já não são mais crianças ou adolescentes que podem se dar ao luxo de ficarem com “raivinha” um do outro. Como filhos de Deus, vivam com seriedade. Lembrem-se, um dia, Deus os chamará a juízo e terão de responder pelo que fizeram tanto pelo o que não fizeram.

Depois disso, é dito que homem e mulher devem se unir. Por meio das leis estabelecidas e aprovadas pela sociedade, o casal dará formalidade e seriedade à sua família. O matrimônio é uma dádiva de Deus que deve ser vivida claramente à luz de uma união legalmente reconhecida. Filhos de Deus não se “amigam” ou “juntam os panos”. Por que fariam isso? O homem honra a sua mulher, assim como a esposa honra o marido, respeitando o matrimônio em seus aspectos exteriores e subjetivos.

E, por último, mas não menos importante, serão os dois uma só carne. Vocês devem se amar mutuamente com tal entrega e dedicação que o mundo chegará a confundir suas vidas e interesses em um só propósito: Glorificar o nome de Deus.

Se o que está acontecendo com nossa família não for solucionado por esses passos, a Palavra de Deus mente.

Rev. Renato Arbués.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Nossa Sagrada Família


Todo mundo já viu um quadro com esse título. José, Maria e Jesus são retratados como símbolos “perfeitos” da Trindade. A harmonia dessa família é um espelho da relação amorosa e íntima existente entre as três pessoas da Trindade.

Como símbolo, não há problema algum em se falar assim. A família, não há dúvida, foi “inspirada” no modelo trinitário. Ela deve ser reprodutora do padrão divino. Um padrão em que há amor, respeito, divisão do trabalho, objetivos comuns, conversas. Várias vezes no Evangelho lemos Jesus dizer que amava o Pai. Em outras ocasiões, Ele dizia que era preciso “ir” para o que o outro Consolador pudesse “vir” (respeito). Também é claro que, na nossa salvação, cada pessoa da Trindade realiza uma “tarefa” distinta (o Pai enviou o Filho; o Filho morreu na cruz; o Espírito aplica a obra redentora na vida do cristão). O objetivo? Ora, salvar o pecador, sim; mas, também, que toda a glória fosse oferecida a Deus. Por fim, desde o relato da Criação, encontramos passagens bíblicas que falam do “conselho”, do “conselho da Sua vontade”. Ora, “conselho” nada mais é do que uma decisão tomada em conjunto.

Assim, parece óbvio que não só a família de José, Maria e Jesus era um tipo da Trindade. A minha família também o é. A sua, idem. As famílias de todos os que serviram e servem a Deus são chamadas para refletir a beleza da relação trinitária. Não por acaso, Deus disse as benditas palavras à família de Abraão: “[...] em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn. 12.3). Que privilégio, pois, termos uma família que represente a Trindade! Que graça maravilhosa a de Deus, em não apenas nos dar o prazer de viver em comunhão, mas de abençoar essa comunhão de tal maneira que outros – que vivem em conflito ou que não têm família – sejam “benditos em nós”.

Tal verdade deveria nos encher de alegria, gratidão e amor a Deus. Ainda mais considerando a situação do mundo que vivemos. Quantos há que não sabem o que significa “viver em família”? Quantos, neste momento em que você lê essas palavras podendo olhar para o lado e ver ser/sua esposo/esposa, abraçar o seu filho, quantos não podem fazer isso porque foram privados da comunhão familiar ou ainda não a puderam experimentar? Quantos estão de coração partido pela dor da perda de um ente querido?

Por isso, pense bem, meu irmão ou minha irmã, pense muito bem em como você vive sua vida familiar. O tempo passa muito rápido. Infelizmente, talvez não alcancemos todas as coisas que almejamos; muitos projetos serão deixados para trás nessa vida. O que parece tão certo e seguro hoje, amanhã pode se tornar “pó e cinza”.

Será que vale a pena “correr tanto atrás do vento” à custa de momentos de comunhão com nossa família? Será que dinheiro, títulos, diplomas, vão nos marcar tanto quanto uma conversa carinhosa com nosso filho?

Certamente, você não se lembra de quantas vezes já foi chamado de senhor ou senhora, de doutor, professor, chefe, patrão ou coisa que o valha ao longo da vida. Não se lembra porque muitas dessas vezes foram meras formalidades, palavras destituídas de sentimentos como carinho e respeito. Porém, nunca se esquecerá daquele momento singular em que seu filho o chamou de “papai ou mamãe” pela primeira vez!

O tempo passa. E você aprenderá de uma maneira muito dolorosa que a nossa sagrada família não dura para sempre. Que as palavras de Jesus – “até que a morte os separe” – também se referem a nós. E, então, quando esse dia chegar, você só terá duas coisas em que se apoiar: na certeza da ressurreição e, portanto do reencontro, e nas lembranças dos bons momentos vividos.

Pense nisso!

Rev. Renato Arbués.


sábado, 5 de setembro de 2009

A Sagrada Família

Nossa família está de luto. Essa pastoral foi escrita a fim de tentar, como se isso fosse possível, amenizar um pouco a nossa dor. Agradeço a todos pelas manifestações de carinho e solidariedade. Deus há de recompensar tanto amor.

Todo mundo já viu um quadro com esse título. José, Maria e Jesus são retratados como símbolos “perfeitos” da Trindade. A harmonia dessa família é um espelho da relação amorosa e íntima existente entre as três pessoas da Trindade.

Como símbolo, não há problema algum em se falar assim. A família, não há dúvida, foi “inspirada” no modelo trinitário. Ela deve ser reprodutora do padrão divino. Um padrão em que há amor, respeito, divisão do trabalho, objetivos comuns, conversas. Várias vezes no Evangelho lemos Jesus dizer que amava o Pai. Em outras ocasiões, Ele dizia que era preciso “ir” para o que o outro Consolador pudesse “vir” (respeito). Também é claro que, na nossa salvação, cada pessoa da Trindade realiza uma “tarefa” distinta (o Pai enviou o Filho; o Filho morreu na cruz; o Espírito aplica a obra redentora na vida do cristão). O objetivo? Ora, salvar o pecador, sim; mas, também, que toda a glória fosse oferecida a Deus. Por fim, desde o relato da Criação, encontramos passagens bíblicas que falam do “conselho”, do “conselho da Sua vontade”. Ora, “conselho” nada mais é do que uma decisão tomada em conjunto.

Assim, parece óbvio que não só a família de José, Maria e Jesus era um tipo da Trindade. A minha família também o é. A sua, idem. As famílias de todos os que serviram e servem a Deus são chamadas para refletir a beleza da relação trinitária. Não por acaso, Deus disse as benditas palavras à família de Abraão: “[...] em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn. 12.3). Que privilégio, pois, termos uma família que represente a Trindade! Que graça maravilhosa a de Deus, em não apenas nos dar o prazer de viver em comunhão, mas de abençoar essa comunhão de tal maneira que outros – que vivem em conflito ou que não têm família – sejam benditos em nós”.

Tal verdade deveria nos encher de alegria, gratidão e amor a Deus. Ainda mais considerando a situação do mundo que vivemos. Quantos há que não sabem o que significa “viver em família”? Quantos, neste momento em que você lê essas palavras podendo olhar para o lado e ver ser/sua esposo/esposa, abraçar o seu filho, quantos não podem fazer isso porque foram privados da comunhão familiar ou ainda não a puderam experimentar? Quantos estão de coração partido pela dor da perda de um ente querido?

Por isso, pense bem, meu irmão ou minha irmã, pense muito bem em como você vive sua vida familiar. O tempo passa muito rápido. Infelizmente, talvez não alcancemos todas as coisas que almejamos; muitos projetos serão deixados para trás nessa vida. O que parece tão certo e seguro hoje, amanhã pode se tornar “pó e cinza”.

Será que vale a pena “correr tanto atrás do vento” às custas de momentos de comunhão com nossa família? Será que dinheiro, títulos, diplomas, vão nos marcar tanto quanto uma conversa carinhosa com nosso filho?

Certamente, você não se lembra de quantas vezes já foi chamado de senhor ou senhora, de doutor, professor, chefe, patrão ou coisa que o valha ao longo da vida. Não se lembra porque muitas dessas vezes foram meras formalidades, palavras destituídas de sentimentos como carinho e respeito. Porém, nunca se esquecerá daquele momento singular em que seu filho o chamou de “papai ou mamãe” pela primeira vez!

O tempo passa. E você aprenderá de uma maneira muito dolorosa que a nossa sagrada família não dura para sempre. Que as palavras de Jesus – “até que a morte os separe” – também se referem a nós. E, então, quando esse dia chegar, você só terá duas coisas em que se apoiar: na certeza da ressurreição e, portanto do reencontro, e nas lembranças dos bons momentos vividos.

Pense nisso!

Rev. Renato Arbués.