Rev. Paulo Brocco

Pregação no culto de encerramento do Presbitério Piratininga.

Batismo da irmã Raimunda Goveia"

"E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará"!

Fachada da IPC de Bonfim

Rua A Quadra A, nº 48, Casas Populares - Senhor do Bonfim - BA

Igreja em festa: Confraternização

IPC de Senhor do Bonfim em festa.

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segunda-feira, 23 de maio de 2016

De graça!

Nós reclamamos da inflação. Não aceitamos pagar mais caro pela eletricidade, água, combustível ou pelos produtos da cesta básica. Dizemos que é culpa da corrupção, do mau governo, da falta de vergonha dos empresários. Puxa, está tão difícil ganhar algum dinheiro, mas, para que o salário do mês desapareça de nossa carteira, basta uma ida ao supermercado. Puf! A féria do mês vira fumaça!
Nós não gostamos de coisa barata. Quando o governo anuncia uma redução na conta de luz, de água ou dos produtos da cesta básica, desconfiamos que trata-se de um golpe. “Se prepare!”, diz alguém. “Daqui a pouco, a conta será cobrada!” Ameaça outro. No supermercado, entre duas marcas, se possível, escolhemos a mais cara, afinal, “coisa muito barata não presta”, é o que comentamos.
E se o governo decidisse não cobrar mais por nada. Conta de luz: zero; água: zero; combustível: zero. O que você diria?
É improvável que isso aconteça. Pelo que vemos, os preços tendem a subir cada vez mais. É o velho e bom capitalismo: Cada produto tem seu preço!
Interessante, porém, é que a coisa mais valiosa para nós, muito mais preciosa do que luz, água, cesta básica ou combustível, aquilo que mais necessitamos e que, sem ela, morreríamos, é de graça! Não custa nada, a não ser um “sim” de nossa parte. É óbvio que estou falando da salvação.
O perdão dos pecados, a segurança eterna, a amizade com Deus, a libertação do domínio de Satanás, tudo isso nos vem totalmente de graça (Is. 55.1-2).
Meu amigo, não fique dando murro em ponta de faca, procurando pagar por algo que Deus nos dá gratuitamente. Renda-se a Cristo. Enterre seu orgulho, sufoque sua vaidade, abandone a luxúria. Aceite a oferta de salvação: De graça!
“Porque pela graça sois salvos!” (Ef. 2.8).

Rev. Renato Arbués.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Alegria da salvação

O apóstolo Pedro escreveu que os santos anjos estudam (“perscrutam” é a palavra que ele usa em 1 Pe. 1.12) a respeito da salvação do homem. Cá pra nós, creio que nem sempre os cristãos fazem isso. É tão natural ver-se salvo que, ouso a dizer, são poucos os filhos de Deus que refletem sobre a dádiva maior que receberam do SENHOR: A salvação de suas almas.

Basicamente, há três maneiras de pensar sobre a salvação: 1. Ela é um presente de Deus, a qual o homem recebe passivamente; 2. Ela é fruto do esforço humano; e, 3. Ela é um híbrido de graça e obras. Teologicamente, 2 e 3 se equivalem, ou seja, são a mesma coisa. Dizer que a salvação é fruto do esforço humano total ou parcialmente, é dizer o mesmo: Que, a menos que o homem queira ser salvo, Deus nada poderá fazer a respeito. Em contrapartida, crer numa salvação oriunda da soberana graça de Deus parece fazer jus ao ensino bíblico mais amplo. É assim que eu creio.

O apóstolo Paulo também pensava assim. Quando ele reflete sobre a justificação pela fé, usa o exemplo de Abraão para esclarecer a doutrina. Então, na epístola aos Romanos, capítulo 4, verso 13, ele escreve: “Não foi por intermédio da lei que a Abraão ou a sua descendência coube a promessa de ser herdeiro do mundo, e sim mediante a justiça da fé”. Eu sublinhei a palavra promessa porque é a palavra que Paulo gosta de usar ao se referir à salvação. No idioma grego, há duas palavras que significam “promessa”. Uma é hiposquesis, que indica uma promessa sujeita a condições, do tipo “eu prometo fazer isso se você prometer fazer aquilo!” Um toma lá dá cá! A outra palavra é epaggelia (lê-se epanguelia), que significa uma promessa feita pela bondade do coração de alguém, e em forma incondional. Adivinha qual palavra o apóstolo usa? Claro, a segunda.

Deus promete amar a Seus filhos, não importa o que eles façam ou sejam. “Na verdade”, escreveu alguém, “amar algumas pessoas é o que faz Deus feliz. Não depende de nosso mérito, mas, sim, da generosidade dEle”.

Mas, frequentemente, Paulo fala da necessidade da fé, que ele logo ensina ser um presente (dom) de Deus. Ora, a fé é a certeza de que Deus é como é. É descansar nEle, sabendo que Ele jamais deixará de cumprir uma só de suas promessas (epaggelia). E Ele prometeu: “Se somos infiéis, Ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-Se a Si mesmo” (2 Tm. 2.13).

Será que os santos anjos entendem isso? Que o Eterno Pai, Criador de todas as coisas, ama pecadores fragéis e culpados como eu e você? E faz isso de graça? Se você me permitir especular, acho que não é por acaso que os anjos estudam isso há tanto tempo. Não dá pra entender um amor tão grande assim.

Fazer o quê? Desfrutar da promessa divina de que somos Seus filhos e Ele é o nosso Deus. Maranata!

Rev. Renato Arbués.