Rev. Paulo Brocco

Pregação no culto de encerramento do Presbitério Piratininga.

Batismo da irmã Raimunda Goveia"

"E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará"!

Fachada da IPC de Bonfim

Rua A Quadra A, nº 48, Casas Populares - Senhor do Bonfim - BA

Igreja em festa: Confraternização

IPC de Senhor do Bonfim em festa.

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terça-feira, 3 de junho de 2014

Sem tempo pra nada

Apropriação do tempo
Eclesiastes 3.9-11

Nos versos anteriores, Salomão fala sobre o tempo. “Há tempo para tudo”, diz ele, após considerar pacientemente cada uma das principais atividades humanas. Depois disso, o pregador propõe uma questão desconfortável: Qual o proveito de todas essas atividades? Por que dividimos tão bem (?) o nosso tempo para conseguirmos executar nossas tarefas, se, afinal, sequer termos certeza de que desfrutaremos do fruto de nosso trabalho?

De que adianta nascer se você eventualmente vai morrer? De que adianta plantar se haverá um tempo em que arrancar será preciso? Pra que colocar tanto empenho na árdua tarefa de ajuntar pedras a fim de construir algo se quando chega a guerra ou as intempéries naturais tudo vai se espalhar?

Homens reclamam que lavam o carro hoje e amanhã já está sujo. As mulheres se queixam da rotina doméstica: lavam e passam o tempo todo. E quando pensam que o serviço terminou... Surpresa: Há uma pilha de louças e roupas esperando por elas.

O pregador disse que observou essas coisas: “Vi o trabalho que Deus impôs aos filhos dos homens, para com ele os afligir” (3.10). O que isso quer dizer? Em primeiro lugar significa que antes de reclamar precipitadamente das coisas, precisamos considerar que essas coisas foram estabelecidas por Deus. Portanto, elas cumprem um propósito, um objetivo santo e sábio. Deus é que estabelece nossas atividades.

Você já considerou que lavar carros e pratos pode ser um serviço para o Senhor? (Difícil acreditar, não?)

Ele tem feito cada coisa “ser no seu próprio tempo” (3.11). A palavra traduzida por  "apropriado, formoso" é a palavra hebraica para "lindo, bonito". Ela é usada para descrever a beleza de Sara (Gn. 12.11, 14), Raquel (Gn. 29.17), Ester (Et. 2.7), e as filhas de Jó (Jó 42.15). Também é usada para descrever tanto homens como mulheres – José era descrito como um homem bonito (Gn. 39.6).

Então há algo a considerar. Nossas atividades cumprem um propósito divino. E esse propósito divino é belo, formoso. Um lindo projeto. Infelizmente, o pecado impossibilita que vejamos os desígnios de Deus como belos e perfeitos. O pecado nos deixou tão incapacitados para as coisas espirituais que nos faz tratar coisas importantes como lixo e o que é lixo como algo importante nas nossas vidas.

Quer exemplos? Veja como sua família trata o horário do culto doméstico. Agora compare com o horário da novela ou do jornal. Quer mais? Observe como o seu esposo cuida do carro. Ele lava (ou manda lavar), não deixa ficar sem gasolina, verifica o óleo, o extintor, manda alinhar...  Agora compare com o cuidado que ele dispensa à vida acadêmica de seus filhos. Ele lê o boletim? Vai à escola? Ensina e cobra a lição? Mais exemplos? As mulheres gastam (elas diriam “investem”) um tempo razoável “fazendo” as unhas e o cabelo. É o mesmo tempo empregado para preparar-se para uma reunião da SAFPC ou de oração?

O problema é que não conseguimos ver a história inteira da nossa vida. E porque não vemos a história inteira, não enxergamos a beleza de nossa história. Deus criou-nos com uma insatisfação para essa vida "debaixo do sol". Deus nos fez para sempre desejar conhecer a história completa. Ele também colocou a eternidade em nossos corações. Que é a boa nova. A má notícia é que, não podemos dominar essa eternidade em nós - , sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até ao fim.

Você nunca terá todas as respostas em sua vida. E isto por desígnio divino. Deus estruturou assim o caminho: Ele colocou a eternidade nos corações dos homens, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até ao fim.

Qual o significado de Deus ter colocado a eternidade em nosso coração? Isto significa que Deus deu-nos um senso da vida eterna - um senso que nos faz pensar e imaginar uma vida além da nossa vida curta. Isto também significa que o homem deseja a vida eterna.

Isto significa que o homem tem a vontade de compreender o programa completo de Deus. O homem tem adotado a ciência e a filosofia bem como a teologia na busca das respostas. Seria bom entendermos toda criação. Mas, o máximo que temos conseguido é priorizar a criatura ao invés do Criador.

"Nosso Pai celestial providenciou estalagens deleitáveis para nossa longa jornada, mas ele toma grande cuidado para que não confundamos tais estalagens com nossa casa” (C. S. Lewis).

Há um caminho longo para casa - uma profunda chamada do espírito humano para uma vida melhor. Este desejo que nós não conseguimos realizar é parte do plano de Deus. Falaremos dele depois.

Rev. Renato Arbués.


sábado, 3 de maio de 2014

Como vai sua família?

O que está acontecendo com nossas famílias? Por que o matrimônio, instituído por Deus para que as pessoas fossem felizes e se completassem, tornou-se motivo de frustração, fracasso, ira, rancor? Em que momento da nossa vida, traímos a promessa feita a Deus e ao nosso cônjuge de “amar e ser fiel na alegria e na tristeza”?

Numa tentativa de resposta, convido o leitor a voltar comigo até o estabelecimento da união conjugal, lá no jardim do Éden. Em Gn. 2.24, lemos: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne”. De acordo com o texto, três princípios devem nortear um casamento feliz.

Em primeiro lugar, é preciso deixar pai e mãe. “Deixar”, frise-se, não significa abandonar, ignorar. A implicação é a de que marido e mulher precisam amadurer física e emocionalmente. Ambos precisam tomar suas próprias decisões e assumir as responsabilidades por elas. Para isso, não podem por qualquer problema amparar-se nos progenitores. Isso trará complicações e impedirá que o propósito divino seja alcançado por sua família. Vocês são responsáveis por manterem o seu casamento, e mais ninguém. Não culpem os conselhos que receberam ou que não receberam. Vocês prometeram, vocês quiseram se unir, vocês disseram a Deus que estavam prontos. Portanto, deixem pai, mãe, amigos, irmãos, e cuidem de honrar sua palavra. Já não são mais crianças ou adolescentes que podem se dar ao luxo de ficarem com “raivinha” um do outro. Como filhos de Deus, vivam com seriedade. Lembrem-se, um dia, Deus os chamará a juízo e terão de responder pelo que fizeram tanto pelo o que não fizeram.

Depois disso, é dito que homem e mulher devem se unir. Por meio das leis estabelecidas e aprovadas pela sociedade, o casal dará formalidade e seriedade à sua família. O matrimônio é uma dádiva de Deus que deve ser vivida claramente à luz de uma união legalmente reconhecida. Filhos de Deus não se “amigam” ou “juntam os panos”. Por que fariam isso? O homem honra a sua mulher, assim como a esposa honra o marido, respeitando o matrimônio em seus aspectos exteriores e subjetivos.

E, por último, mas não menos importante, serão os dois uma só carne. Vocês devem se amar mutuamente com tal entrega e dedicação que o mundo chegará a confundir suas vidas e interesses em um só propósito: Glorificar o nome de Deus.

Se o que está acontecendo com nossa família não for solucionado por esses passos, a Palavra de Deus mente.

Rev. Renato Arbués.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

E intimidade, tem?

Somos uma nação evangélica. Pelo menos foi isso que os dados do Censo 2010 divulgados pelo IBGE disseram. Há 30 anos, os que se diziam católicos representavam 89% da população brasileira. Hoje, são 65%. Enquanto isso, nos anos 1980, 7% da população se dizia evangélica. Hoje esse índice está em 22%.

No Censo anterior, de 2000, os números eram bem parecidos. A população católica representava 73,8%; os evangélicos, 15,45%. No entanto, o terceiro grupo “religioso” significativo, era o dos sem religião, 7,3%.

Os sem religião formam uma categoria à parte. Geralmente, são jovens, filhos de pais crentes, que se afastaram do convívio da igreja mas, conforme dizem, continuam amando a Deus e seguindo Seus princípios. Do jeito deles, claro.

Esses números nos fazem pensar. Se somarmos os 65% de católicos com os 22% de evangélicos, teremos 87% da população brasileira praticante do cristianismo. É gente pra caramba.

Um estrangeiro cristão, ao ler esses números, deve pensar que o Brasil é uma maravilha. Pouca violência, famílias felizes, igualdade, muito amor e paz. Eu, porém, pergunto a você: Seu mundo é assim? Você se sente seguro andando pelas ruas da nossa cidade? Sente que há igualdade, em particular, no que diz respeito à distribuição da justiça?

Penso que vamos ficar chocados quando os números referentes aos sem religião forem divulgados. Seguramente, essa categoria já deve bater a casa dos dois dígitos. A julgar pelo que vemos, ou melhor, pelo que não vemos nos bancos das igrejas, o número cresceu. E muito.

Felizmente, o IBGE ainda não criou a categoria dos sem compromisso. Aí, nós, os 87% de cristãos que há no Brasil, ficaríamos reduzidos a ____ % (complete você).

Pense nisso.

Rev. Renato Arbués.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

COM VERGONHA


Somos uma nação evangélica. Pelo menos foi isso que os dados do Censo 2010 divulgados pelo IBGE disseram. Há 30 anos, os que se diziam católicos representavam 89% da população brasileira. Hoje, são 65%. Enquanto isso, nos anos 1980, 7% da população se dizia evangélica. Hoje esse índice está em 22%.

No Censo anterior, de 2000, os números eram bem parecidos. A população católica representava 73,8%; os evangélicos, 15,45%. No entanto, o terceiro grupo “religioso” significativo, era o dos sem religião, 7,3%.

Os sem religião formam uma categoria à parte. Geralmente, são jovens, filhos de pais crentes, que se afastaram do convívio da igreja mas, conforme dizem, continuam amando a Deus e seguindo Seus princípios. Do jeito deles, claro.

Esses números nos fazem pensar. Se somarmos os 65% de católicos com os 22% de evangélicos, teremos 87% da população brasileira praticante do cristianismo. É gente pra caramba.

Um estrangeiro cristão, ao ler esses números, deve pensar que o Brasil é uma maravilha. Pouca violência, famílias felizes, igualdade, muito amor e paz. Eu, porém, pergunto a você: Seu mundo é assim? Você se sente seguro andando pelas ruas da nossa cidade? Sente que há igualdade, em particular, no que diz respeito à distribuição da justiça?

Penso que vamos ficar chocados quando os números referentes aos sem religião forem divulgados. Seguramente, essa categoria já deve bater a casa dos dois dígitos. A julgar pelo que vemos, ou melhor, pelo que não vemos nos bancos das igrejas, o número cresceu. E muito.

Felizmente, o IBGE ainda não criou a categoria dos sem compromisso. Aí, nós, os 87% de cristãos que há no Brasil, ficaríamos reduzidos a ____ % (complete você).

Pense nisso.

Rev. Renato Arbués.