Rev. Paulo Brocco

Pregação no culto de encerramento do Presbitério Piratininga.

Batismo da irmã Raimunda Goveia"

"E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará"!

Fachada da IPC de Bonfim

Rua A Quadra A, nº 48, Casas Populares - Senhor do Bonfim - BA

Igreja em festa: Confraternização

IPC de Senhor do Bonfim em festa.

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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

NO ÉDEN E HOJE

De acordo com o Livro do Gênesis, havia duas árvores no jardim do Éden, a do conhecimento do bem e do mal e a árvore da vida. Se elas possuíam poderes mágicos e por quanto tempo não poderiam ser experimentadas por Adão e Eva, Moisés não nos informa. Só sabemos que estavam lá e que um dia teriam sua finalidade revelada pelo Criador.

A primeira árvore se chamava árvore do conhecimento do bem e do mal; a segunda, árvore da vida. É intrigante pensar sobre o motivo que levou Satanás a oferecer a Eva uma e não outra. Por que tentar nossos primeiros pais com a árvore do conhecimento ao invés de fazer isso com a árvore da vida? O desejo de conhecer é maior do que o de viver mais? O que você preferiria? Conhecimento ou longevidade?

Bem, Eva quis a árvore do conhecimento do bem e do mal. Adão também. Para os dois, conhecer aquilo que apenas Deus conhecia, saber os mistérios não revelados, desvendar o que não fora dito pelo Criador interessou-lhes mais do que viver para sempre. Assim, aceitaram a oferta do tentador e comeram. Depois de comerem do fruto proibido, “abriram-se lhe, então os olhos” (Gn. 3.7). Seu desejo foi realizado.

Eu acho que essa árvore devia se chamar apenas árvore do conhecimento do mal, pois, o bem eles já conheciam. Moravam no Éden, já haviam sido instruídos por Deus sobre o matrimônio e o cuidado com o mundo. Os animais lhe serviam. Enfim, conheciam o plano de Deus para a sua felicidade. O que lhes faltava era o conhecimento do mal.

Tão logo seus olhos foram abertos, perceberam-se nus (Gn. 3.7). Eles já estavam nus, porém, depois do conhecimento que obtiveram, sentiram vergonha e constrangimento. Era o mal lhes oferecendo seus primeiros frutos. A relação homem-mulher nunca mais seria a mesma. Seria marcada pela vergonha, sensualidade, falta de respeito, depravação.

O que era natural transformou-se em imoral. A árvore fez isso? Sim. Mas não fez sozinha. A árvore potencializou o que estava embrionariamente contido na atitude curiosa e desobediente de Adão e Eva. A semente do mal brotou no coração e na mente de Eva. Para que produzisse fruto, era questão de tempo.

E assim chegamos aos dias de hoje. Diferença? Não creio, afinal, a curiosidade por descobrir os segredos continua marcando a existência humana, a preferência pelo mal ainda é maior do que pela vida eterna e o relacionamento entre homem e mulher continua marcado pela sensualidade, luxúria, pornografia.

E por quê? Porque ao invés de escolherem a vida eterna os homens continuam preferindo conhecer o mal. E o mal é bom (com o perdão do paradoxo), mas não dura para sempre!

Rev. Renato Arbués.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

OPÇÃO PELO MAL

Dias interessantes, os nossos. Sob todos os aspectos. O que era certo ontem, hoje é errado. O que era errado ontem, hoje é tolerável. O que era tolerável ontem, hoje é banalizado. A desestrutura moral parece ter afetado a sociedade em todas as suas instituições: igreja, escola, família, Estado, etc.

Na igreja, valores antes absolutos, vão, pouco a pouco, relativizando-se. Como exemplo, menciono a relação do crente com sua congregação. Não faz muito tempo, era impensável um crente passar uma semana sem congregar-se com os irmãos. Os prazos alargaram, porém. Hoje, os crentes regulam a sua presença na igreja de acordo com suas prioridades: Faculdade, trabalho, descanso, lazer. “Buscai, pois, em primeiro lugar todas as coisas” – parece ser o lema da igreja atual. “O reino de Deus (igreja, oração, leitura da Bíblia, culto doméstico, reunião de oração) com o tempo será acrescentado”. O mais impressionante, no entanto, é que as pessoas continuam a falar de si como comprometidas com Deus e o Seu reino. Pois é, nem a mentira e a hipocrisia incomodam mais a um bom número de cristãos de hoje.

Na escola, a coisa parece ir de mal a pior. Fala-se muito dos alunos. Também pudera, são desobedientes, irresponsáveis, inconsequentes, ingratos, irreverentes. Claro, alguns se salvam. Mas são poucos. Na escola também encontramos professores que tipificam o título desta pastoral: Reclamam o tempo todo do salário, reclamam dos alunos, reclamam da sala de aula; reclamam de tudo e de todos. Menos de si mesmos. E o ambiente escolar, antes nossa segunda casa, hoje mais parece um segundo inferno.

A família também vai ruim. Pais ausentes, filhos mimados, Deus esquecido. Família era um porto seguro, um paraíso. Representava segurança, carinho, amor. Hoje, as famílias abrigam sob o mesmo teto inimigos contumazes: marido x mulher, pais x filhos,  irmão x irmão. Basta escolher o dia e a hora e se preparar para o confronto. Lar como uma pequena igreja? Coisa rara.

E o Estado? Denúncia de corrupção, comprovação de corrupção, premiação à corrupção. Políticas públicas? Todas as que incentivam e promovam a imoralidade são patrocinadas e apoiadas pelos órgãos públicos. As que visam a manutenção de comportamentos e valores conservadores são rejeitadas e taxadas como “preconceituosas”, “retrógradas” e “inúteis”. Bem advertiu Isaías: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo!” (Is. 5.20).

Que temos feito para melhorar tudo isso?

Rev. Renato Arbués.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

DE QUE MORREM SEUS HERÓIS?

O cantor Cazuza um dia declarou: “Meus heróis morreram de overdose”. Que herói morre de overdose? Considerando o autor da frase, pode-se supor que ele se referia a músicos, cantores, artistas, pessoas que compunham o meio em que ele se destacou. Mas, como e do que morrem os heróis?

Há alguns meses, duas mortes tiveram intensa repercussão. Primeiro, fomos informados da morte de Hugo Chávez, presidente venezuelano, que lutava contra um câncer havia dois anos. No dia seguinte, o cantor conhecido como “Chorão”, líder da banda Charlie Brown Jr. Chávez tinha 58 anos; Chorão, 42.

Hugo Chávez, em nome de um socialismo populista, aliou-se às figuras mais sinistras da política atual, destacando Saddam Hussein, Mahmoud Ahmadinejad e Bashar Assad.

Chorão, cantor de rock, estava deprimido por causa de um divórcio recente. Fazia uso de medicamentos pesados e, suspeita-se, era usuário de drogas.

A comoção tomou conta da população venezuelana. Pessoas choravam, demonstrando desespero e desalento pela perda do “papai”. Líderes de diversas nações manifestaram pesar com a perda dos venezuelanos. “Era um dos principais líderes da região” (América do Sul), declarou a presidente Cristina Kirchner. O corpo foi velado de terça à sexta-feira. Agora será embalsamado e ficará em exposição “para sempre”.

Já o corpo do “Chorão”, encontrado morto na madrugada de quarta-feira, foi sepultado no dia seguinte. Fãs choraram, apresentadores de programas populares se revelaram admiradores das músicas da banda Charlie Brown Jr. “Uma perda lastimável para o POP brasileiro”, disse um comentarista de cultura da Globo News. Chorão era conhecido como poeta de rua, devido a temática de suas músicas. Frases simples que descreviam namoros, brigas, aventuras e skates. Tudo devidamente recheado com um monte de palavrões. Porque palavrão, segundo dizem, é a linguagem da rua.

Não consegui evitar o paralelo com a morte de Abner. Lembra dele? Ele era um dos soldados de confiança do rei Saul. Quando o rei morreu, Abner declarou apoio ao filho de Saul, Is-Bosete. Numa luta entre as forças de Is-Bosete contra o exército de Davi, Abner matou um irmão de Joabe, general de Davi. Muito tempo depois, Abner se desentendeu com Is-Bosete e procurou a Davi, a quem jurou lealdade. Por ser extremamente respeitado em Israel, Abner representava uma ameaça ao ambicioso Joabe, que nunca o perdoara pela morte do irmão. O que Joabe fez? Covardemente, atraiu Abner e o matou.

Quando essa história aconteceu, não existia TV, rádio ou internet. A imprensa não repercutiu a perda de Israel. Porém, o Espírito Santo fez questão de preservar as palavras do rei Davi sobre o ocorrido: “Então, disse o rei aos seus homens: Não sabeis que, hoje, caiu em Israel um príncipe e um grande homem?” (2 Sm. 3.38).

Antes de ser traído por Joabe, Abner recebeu de Davi a missão de conseguir o apoio da tribo de Benjamim, numa tentativa de unir Israel em torno do reinado davídico. Após a sua morte, Israel aceitou Davi como rei, ou seja, Abner deu a vida por Seu povo.

Abner não foi presidente nem pop star. Foi apenas um soldado fiel e temente a Deus. Para Davi e para o Espírito Santo, no entanto, Abner foi um herói. E sua morte é digna de ser lembrada.

E seus heróis, morrem de quê?

Rev. Renato Arbués.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Há alguma coisa errada!

Alexander Fleming formou-se em medicina, pela universidade de Londres, em 1906. Seu laboratório era conhecido por ser o “mais bagunçado” da universidade. Em setembro de 1928, ele saiu de férias e deixou umas placas com culturas de microorganismos no laboratório. Quando voltou, elas haviam sido tomadas pelo poderoso fungo penicilium, que matou todas as bactérias que havia em volta. Assim foi descoberta a penicilina, feito que valeu o Nobel de Fisiologia/Medicina para Fleming em 1945.
Honestamente, creio que a providência divina agiu nessa história. Não só nessa, mas em várias outras que, apesar de começarem da forma errada, terminaram bem. Contudo, não acho prudente que adotemos o erro como um meio legítimo de alcançarmos bons resultados.
Na Bíblia, pecar é errar. Isso, pra mim, é suficiente para evitar, na medida do possível, todo e qualquer tipo de erro. Não é fácil. Mas é o procedimento padrão para os filhos de Deus: “fugi da aparência do mal (do erro)” (1 Ts. 5.22).
Infelizmente, o que temos visto hoje na igreja é a opção pelo erro. Senão, vejamos:
- A pregação tem se convertido numa conversa “legal” entre o pastor e a congregação;
- a música da igreja é cada vez mais mundana, secular;
- casais cristãos em crise preferem não participar dos encontros de casais;
- jovens cristãos procuram jovens não cristãos para serem seus melhores amigos e/ou namorados(as);
- as reuniões de oração são os cultos menos frequentados pelos que afirmam ser adoradores de verdade;
- leitura? Só de revistas, Harry Potter, Cury ou didáticos. A Bíblia? Ora, a Bíblia...;
- serviço cristão virou “serviço? Não!”;
- culto doméstico é substituído por “briga doméstica”; etc.
Enfim, é difícil acreditar que igrejas que desejam agradar a Deus corretamente consigam fazê-lo optando pela forma errada!
Queira Deus que a mesma providência que atuou em tantas ocasiões possa operar milagrosamente em nossa época, oferecendo-nos um avivamento em que a igreja seja levada a adorar em espírito e em verdade.
É a nossa oração.

Rev. Renato Arbués.