Rev. Paulo Brocco

Pregação no culto de encerramento do Presbitério Piratininga.

Batismo da irmã Raimunda Goveia"

"E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará"!

Fachada da IPC de Bonfim

Rua A Quadra A, nº 48, Casas Populares - Senhor do Bonfim - BA

Igreja em festa: Confraternização

IPC de Senhor do Bonfim em festa.

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quarta-feira, 18 de maio de 2016

Ouro de tolo

Você conhece a expressão “dourar a pílula”? Antigamente as farmácias embrulhavam as pílulas em papel dourado, para melhorar o aspecto do remedinho amargo. Assim a expressão dourar a pílula, significa melhorar a aparência de algo. Engava-se, assim, o paciente desavisado. Uma das sensações mais desagradáveis é a de ser enganado. Já aconteceu com você? Comprar um produto esperando uma coisa e descobrir que ele não faz nada do que lhe foi prometido? Casar-se com uma pessoa e conviver com outra? Enfim, é frustrante a sensação de ter comprado gato por lebre.

Quantas vezes as pessoas melhoram a aparência de um produto para que pareçam melhor do que de fato são! Mas o pior é quando as pessoas cometem o pior tipo de engano: enganam a si mesmas. Um trecho lindo de uma música da Legião Urbana, diz: “Como um anjo caído fiz questão de esquecer que mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira!”

Não é diferente no cristianismo. É comum homens e mulheres pensaram de si que são crentes quando, na verdade, não são. Como evitar esse erro? Há alguns testes que podem nortear a reflexão do crente sincero a esse respeito. Vejamos alguns deles:

1. Que lugar o seu cristianismo ocupa em seu coração?
Embora o ateísmo esteja ganhando novos adeptos, é fato que a maioria das pessoas creem na existência de Deus. No entanto, não basta crer na verdade ou professá-la; não é suficiente que algumas vezes essa verdade produza emoções fortes no íntimo. Porque, o que importa é o que essa verdade produz na sua mente e na sua vida!

O verdadeiro cristianismo governa o coração, controla os sentimentos, orienta a vontade, direciona os gostos, as escolhas e as decisões. Essa mudança é tão evidente que o cristão dirá juntamente com Paulo: “logo, já sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Gl. 2.20)!

Como é o seu coração? Do que ele gosta? Quem governa o seu coração: você ou Deus?

2. Como você encara o pecado?
Salomão escreveu em Pv. 14.9 que “apenas os loucos zombam do pecado”. Essa tem sido uma atitude comum em nossos dias. Fala-se de erro, de temperamento forte, de direito de escolha quando, na verdade, deveria se falar de pecado.

O homossexualismo tornou-se opção sexual; o egoísmo virou capricho; a vaidade é chamada de moda; a desobediência tornou-se natureza difícil e por aí vai. Os homens criam nomes menos desagradáveis para o pecado.

A verdade é que o pecado é algo infeliz, que coloca os pecadores debaixo da ira de Deus e sujeitos à condenação ao inferno. O pecado é a causa de toda a infelicidade do mundo, pois ele arruinou a boa criação de Deus. O profeta Isaías disse que: “os nossos pecados fazem separação entre nós e Deus” (Is. 59.2).

Como você encara o pecado? Quando você assiste a uma novela (ou filme) em que o adultério, a mentira, o engano são incentivados você se sente mal ou indiferente? Você evita agir como um egoísta ou arrogante? Você evita a mentira?

3. Como você se sente em relação aos meios de graça?
Deus deixou-nos instrumentos para nosso crescimento espiritual. A maioria dos homens, porém, os ignora irresponsavelmente. Algumas pessoas ficam em casa no Dia do Senhor, quando deveriam estar na companhia dos outros filhos de Deus orando, adorando, servindo e ouvindo a Palavra. Não são poucos os homens que passam dias e dias sem se aproximarem da Bíblia e não se importam em ficar distantes da Santa Ceia do Senhor.

Pra você, essas coisas são importantes? Você ora em casa e faz a leitura da Bíblia? Você procura a comunhão dos filhos de Deus na Igreja? Você tem prazer no serviço de Deus? Você se agrada de ouvir a Palavra que pode transformar a vida do pecador?

Não se trata de ser uma pessoa boa, moralmente irrepreensível, honesta. Pílulas douradas por vezes escondem remédios amargos. Você pode parecer bem e bom para os padrões dos outros homens, mas você é realmente um cristão?

Cuidado. É ruim a sensação de ser enganado. Mas é eternamente pior enganar-se a si mesmo!

Rev. Renato Arbués (adaptado)


quarta-feira, 2 de outubro de 2013

O COMPLÔ I

Estive pensando a respeito de minha fé. Penso que todo homem, ao menos uma vez na vida, deveria examinar a base de suas convicções e, se preciso, substituí-las, ou confirmá-las definitivamente. Estive pensando sobre meu cristianismo. E resolvi aceitar que fui vítima de um complô.

O dicionário Houaiss define complô como “trama secreta combinada entre diversos indivíduos contra uma autoridade, um personagem público, uma instituição”. Como não sou autoridade nem personagem pública, fico com a segunda acepção do mesmo dicionário, que retrata um complô como “qualquer projeto tramado secretamente entre duas ou mais pessoas”.

Assim, decidi pensar que mentiram pra mim. Cristo não é o Filho de Deus, não morreu numa cruz para me salvar, não ressuscitou. Ele foi, na verdade, um bom judeu, cumpridor de seus deveres e que apresentou uma nova interpretação da Lei, pautada no amor a Deus e ao próximo como bens supremos.

Fiquei aliviado. Agora, certamente, seria aceito entre os intelectuais e os caras mais bacanas que há no mundo. Tanto tempo vítima de superstições de judeus que acabei perdendo o bom senso e a inteligência. Chega. A partir de agora, serei livre. Serei como Marx, Nietzsche, Sartre.

Depois da euforia de me sentir livre do erro, resolvi analisar meu novo estado. Comecei pelos meus novos heróis: Marx, Nietzsche e Sartre.

Marx era sustentado por Engels. Na maior parte do tempo, não obteve êxito com seus escritos. Passou fome, foi despejado algumas vezes. Honestamente, penso que não vale a pena defender uma ideia que fará de mim um parasita. Desisti desse herói.

Nietzsche, o professor mais famoso de toda a Europa, morreu babando, preso num quarto, dizendo-se ora Cristo, ora o Anticristo. Sua irmã chegou ao ponto de cobrar ingresso para quem quisesse vê-lo. Esse dinheiro ajudava no tratamento e sustento do meu ex-herói.

Sartre era homem fino. Amigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Taí um cara que vale a pena seguir! Mas, seguir pra onde? Ele mesmo dizia que não sabia para onde ia, que seu caminho era construído enquanto caminhava! “Casado” com uma filósofa, mantinha um relacionamento aberto, em que ambos tinham amantes. Como dizem os baianos, “não dá pra mim, não!” Caí fora.

Então, meu amigo, fiquei num mato sem cachorro. Desisti da minha fé por causa de grandes homens que, na verdade, de grande não tinham nada! Mas, se eles não eram ninguém, certamente, os inventores do cristianismo também não haveriam de ser.

Mateus, cobrador de impostos de segunda categoria. Marcos, discípulo de Pedro, e só. Lucas, médico, pesquisador. Esses três criaram os evangelhos. Dá pra confiar? Eles criaram um personagem fictício, atribuíram a ele diversos ensinamentos, deram-lhe uma família, um nome e inventaram que realizava milagres, incluindo ressurreição de mortos. Quanta bobagem!

Como fiz antes, fui analisar a vida desses caras. Como você sabe, criar um personagem não é fácil. Torná-lo conhecido, então, é difícil. Fazer as pessoas se identificarem com ele é muito raro. Levar leitores a manterem uma relação pessoal com um personagem a ponto de morrer por ele, impossível! Aí, a pulga que vive na minha orelha me incomodou. “Como um cobrador de impostos, um médico e um discípulo de alguém foram capazes da proeza de inventarem um personagem tão fascinante como Jesus?” Como fizeram isso? Dois mil anos e nunca foram contestados definitivamente! Ninguém provou que estavam errados, que Jesus não existiu, que tudo era uma farsa. Ao invés disso, o personagem que eles “criaram” mudou a vida de pessos simples e de reis, de nações ricas e pobres. Livrou viciados, restaurou famílias, consolou aflitos, amparou necessitados, acolheu os desamparados.

Então, comecei a ter dúvida sobre quem, de fato, estava promovendo um complô.

Continua!

Rev. Renato Arbués.