Rev. Paulo Brocco

Pregação no culto de encerramento do Presbitério Piratininga.

Batismo da irmã Raimunda Goveia"

"E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará"!

Fachada da IPC de Bonfim

Rua A Quadra A, nº 48, Casas Populares - Senhor do Bonfim - BA

Igreja em festa: Confraternização

IPC de Senhor do Bonfim em festa.

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sexta-feira, 1 de novembro de 2013

DE QUE MORREM SEUS HERÓIS?

O cantor Cazuza um dia declarou: “Meus heróis morreram de overdose”. Que herói morre de overdose? Considerando o autor da frase, pode-se supor que ele se referia a músicos, cantores, artistas, pessoas que compunham o meio em que ele se destacou. Mas, como e do que morrem os heróis?

Há alguns meses, duas mortes tiveram intensa repercussão. Primeiro, fomos informados da morte de Hugo Chávez, presidente venezuelano, que lutava contra um câncer havia dois anos. No dia seguinte, o cantor conhecido como “Chorão”, líder da banda Charlie Brown Jr. Chávez tinha 58 anos; Chorão, 42.

Hugo Chávez, em nome de um socialismo populista, aliou-se às figuras mais sinistras da política atual, destacando Saddam Hussein, Mahmoud Ahmadinejad e Bashar Assad.

Chorão, cantor de rock, estava deprimido por causa de um divórcio recente. Fazia uso de medicamentos pesados e, suspeita-se, era usuário de drogas.

A comoção tomou conta da população venezuelana. Pessoas choravam, demonstrando desespero e desalento pela perda do “papai”. Líderes de diversas nações manifestaram pesar com a perda dos venezuelanos. “Era um dos principais líderes da região” (América do Sul), declarou a presidente Cristina Kirchner. O corpo foi velado de terça à sexta-feira. Agora será embalsamado e ficará em exposição “para sempre”.

Já o corpo do “Chorão”, encontrado morto na madrugada de quarta-feira, foi sepultado no dia seguinte. Fãs choraram, apresentadores de programas populares se revelaram admiradores das músicas da banda Charlie Brown Jr. “Uma perda lastimável para o POP brasileiro”, disse um comentarista de cultura da Globo News. Chorão era conhecido como poeta de rua, devido a temática de suas músicas. Frases simples que descreviam namoros, brigas, aventuras e skates. Tudo devidamente recheado com um monte de palavrões. Porque palavrão, segundo dizem, é a linguagem da rua.

Não consegui evitar o paralelo com a morte de Abner. Lembra dele? Ele era um dos soldados de confiança do rei Saul. Quando o rei morreu, Abner declarou apoio ao filho de Saul, Is-Bosete. Numa luta entre as forças de Is-Bosete contra o exército de Davi, Abner matou um irmão de Joabe, general de Davi. Muito tempo depois, Abner se desentendeu com Is-Bosete e procurou a Davi, a quem jurou lealdade. Por ser extremamente respeitado em Israel, Abner representava uma ameaça ao ambicioso Joabe, que nunca o perdoara pela morte do irmão. O que Joabe fez? Covardemente, atraiu Abner e o matou.

Quando essa história aconteceu, não existia TV, rádio ou internet. A imprensa não repercutiu a perda de Israel. Porém, o Espírito Santo fez questão de preservar as palavras do rei Davi sobre o ocorrido: “Então, disse o rei aos seus homens: Não sabeis que, hoje, caiu em Israel um príncipe e um grande homem?” (2 Sm. 3.38).

Antes de ser traído por Joabe, Abner recebeu de Davi a missão de conseguir o apoio da tribo de Benjamim, numa tentativa de unir Israel em torno do reinado davídico. Após a sua morte, Israel aceitou Davi como rei, ou seja, Abner deu a vida por Seu povo.

Abner não foi presidente nem pop star. Foi apenas um soldado fiel e temente a Deus. Para Davi e para o Espírito Santo, no entanto, Abner foi um herói. E sua morte é digna de ser lembrada.

E seus heróis, morrem de quê?

Rev. Renato Arbués.

sábado, 28 de maio de 2011

NOSSO CONFORTO!


Romanos 14.8: “Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor”.

O apóstolo Paulo está escrevendo suas últimas recomendações aos cristãos romanos. Ele estava preocupado com a tendência que os seres humanos têm de se separarem por qualquer motivo. Não era diferente na Igreja. Alguns cristãos simplesmente deixavam de relacionar-se com outros apenas por questões sobre o comer carne ou beber vinho ou guardar este ou aquele dia da semana.

O argumento de Paulo passa por frases marcantes como a do verso 7: “Porque nenhum de nós vive para si mesmo, nem morre para si”. Quer dizer, somos parte de algo maior; somos parte de uma família, da família de Deus. E tudo que fazemos deve levar em conta essa relação harmoniosa e fraternal com os demais filhos de Deus.

De fato, a realidade que importa é a de que todos os crentes não pertencem a si mesmos, nem uns aos outros primeiramente: eles pertencem a Deus. Eles são do Senhor, quer estejam vivendo quer estejam morrendo!

Essas palavras de Paulo foram dadas para confortar e consolar os filhos de Deus que seriam perseguidos e teriam, dentro em breve, de enfrentar torturas e condenações. Essas palavras foram tão poderosas que, ao longo da história, elas amenizaram a dor e o sofrimento de diversos cristãos à beira da morte.

Tal consolo, infelizmente, não é desfrutado pelos sábios e poderosos, pelos proeminentes e eruditos. Não, essas palavras são para os que fazem parte da família de Deus.

A escritora Rachel de Queiroz escreveu: “Morrer, só se morre só. O moribundo se isola numa redoma de vidro, ele e a sua agonia. Nada ajuda nem acompanha”. Coitada. Dá pra sentir a tristeza e a decepção dessa senhora quando escreveu essas palavras. Para que você, meu caro amigo, perceba a diferença de atitude ante a morte, vou citar um trecho de um discurso de Benjamin Franklin: “O homem fraco teme a morte, o desgraçado a chama; o valente a procura. Só o sensato a espera”.

Há um antigo e conhecido Catecismo da Igreja Protestante, o Catecismo de Heidelberg, que afirma: “O meu único conforto é que - corpo e alma, na vida e na morte – não pertenço a mim mesmo, mas ao meu fiel Salvador, Jesus Cristo, que, ao preço do seu próprio sangue pagou totalmente por todos os meus pecados e me libertou completamente do domínio do pecado...”.

Na próxima semana, comemoraremos 490 anos da Reforma Protestante. Dentre as várias realizações daqueles grandes homens que eu poderia considerar, escolhi compartilhar com você, meu amigo, um pouco da confiança que eles tinham, confiança que lhes permitiu enfrentar reis, príncipes, exércitos. Simplesmente, porque sabiam que vivendo ou morrendo, eram do Senhor.

Martinho Lutero, diante da dieta de Worms, foi pressionado a negar sua fé e acatar a antiga tradição que ele professava. Sua resposta, dada diante do imperador, de autoridades da Igreja, de soldados e de uma grande platéia, foi: “A não ser que os senhores me provem pela Escritura e pela razão que eu estou errado, não poderei e não me disporei a voltar atrás. Minha consciência está sujeita à Palavra de Deus. Ir contra a consciência não é direito nem seguro. Aqui fico. E que Deus me ajude. Amém”. Na noite anterior, Lutero não conseguira dormir, de tanta apreensão. Mas, naquele momento, foi tomado pela paz, pela certeza de vivo ou morto, ele era do Senhor.

Um outro reformador, inglês, Thomas Cranmer, o arcebispo de Henrique em Cantuária, foi preso pela rainha Maria, a Sanguinária. Foi condenado à fogueira com mais 330 protestantes ingleses. Foi colocado na prisão e torturado durante meses, até que concordou em escrever um documento no qual renunciava à fé. Os perseguidores prometeram que iriam soltá-lo. Mentira. Quando ele soube que seria morto, pediu papel e caneta e escreveu outro documento pedindo desculpas aos cristãos. Quando foi levado à fogueira, estendeu a mão direita na direção das chamas e gritou: “Posto que a minha mão ofendeu, escrevendo contrário ao meu coração, minha mão será punida primeiro por isso; pois seja eu levado ao fogo, será queimada primeiro”.

Você dirá: belos casos de heroísmo. Eu direi: Não foi apenas o heroísmo, mas a confiança em Deus que sustentou todos esses homens e continua sustentando o povo de Deus hoje.

Eu sei que muitos crentes deixaram de pensar em coisas como o céu ou o inferno. Eles estão interessados na vitória contra o desemprego, contra as crises, contra a solidão. Eles não estão dispostos mais a sofrer por Cristo, quanto mais a morrer por Ele. Que pena! O amor a Deus foi substituído pelo amor às coisas de Deus.

Mas, você que está lendo essas palavras, atente para as palavras de Paulo. Espero que Deus não precise que você enfrente nenhuma dessas situações, nem que precise ficar doente como Jó e perder todos os bens. Mas, se você, meu amigo, estiver enfrentado uma doença, se você estiver triste por algum problema, talvez maior do que suas forças, se você estiver chorando, sentindo-se pressionado pelas circunstâncias da sua vida, console-se nas palavras de Deus, ditas por meio do apóstolo Paulo: “Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor”.

Deus nos protege tão bem que, contra a vontade do Pai celestial, não perderemos sequer um fio de cabelo, porque tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus.

Conheçamos a verdade, e a verdade nos libertará da ignorância, da tristeza, do medo. Amém!
Rev. Renato Arbués.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O acidente da semana passada!

Em acontecimentos trágicos, é difícil manter a frieza necessária para uma análise equilibrada. Quando envolve várias mortes, então, é praticamente impossível. A tragédia que aconteceu na última sexta (3/12), em Senhor do Bonfim, envolvendo um ônibus e uma van, nos desafia a uma reflexão bíblica quanto à vida humana.

Pra começo de conversa, é mister lembrar que a vida é um dom de Deus. Ela pertence a Ele, portanto. Assim como não pedimos para nascer, também não decidimos a hora da nossa morte. Infelizmente, vida e morte são percebidas como acontecimentos naturais. Não são. São causadas por um propósito. Ana, mãe do profeta Samuel, entendeu isso e expressou essa verdade maravilhosamente: “O SENHOR é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz subir” (1 Sm. 1.6).

Dito isso, surge naturalmente a pergunta: “Por que Deus nos criou?”. Há várias respostas para essa indagação. Desde as mais simples e óbvias (porque Ele quis; para o Seu louvor) até as mais complexas e, por isso, não aceitas por todos (para revelar a Sua glória; para adorá-lO). Todas essas sentenças são encontradas nas Escrituras Sagradas em diferentes contextos. Isso nos permite afirmar que não há uma causa simples ou única para a criação do homem. Ele foi criado à imagem de Deus e isso diz muito. Diz que o homem é propriedade do Seu Criador e a Ele deve contas.

“Como devo viver?” deve ser a outra pergunta feita por nós. Ao admitirmos que o homem tem origem divina – criado por Deus – fica mais fácil responder a essa dúvida: Devemos viver da maneira como Deus determinou! A lógica é simples: Criados por Ele, somos dEle e devemos satisfações a Ele. Logo, nada nos resta senão viver para Ele. Novamente aqui as Escrituras nos oferecem uma quantidade considerável de passagens que afirmam esse ponto, dentre as quais destacamos apenas uma frase do apóstolo Paulo: “Pois nEle vivemos, e nos movemos, e existimos[...]” (At. 17.28).

O que é a vida? Sim, esta é uma pergunta aceitável, afinal, tem muita gente que não faz a mínima idéia da resposta. Vive como se fosse uma máquina de comer, beber, dormir e trabalhar. São pessoas que automatizaram comportamentos e os repetem indefinidamente, sem considerar na finalidade do que fazem. E você, você sabe o que é a vida?

De acordo com Tiago (4.14), a vida é “como neblina que aparece por instantes e logo se dissipa”. Você já ouviu falar de neblina de cinco dias? Geralmente, elas duram uma manhã. Perceba que elemento de comparação o Espírito Santo foi buscar! Mas, a bem da verdade, não apenas Tiago, Jó também tinha uma versão interessante da vida humana: “O homem, nascido de mulher, vive breve tempo, cheio de inquietação” (Jó 14.1). Pois é, meu amigo, não há como evitar essa verdade: A vida é um bem precioso, porém, curto, breve demais.

É o que comprovam as tragédias. Temos a tendência de esquecer que a vida é breve. Esperamos que as pessoas morram só depois dos 100 anos. Aí, vem um ônibus e bate numa van, um avião cai, um teto desaba, um barco afunda... E várias vidas terminam de forma abrupta, deixando-nos sem graça, cheios de inquietações e dúvidas.

Eu sei que essas palavras não consolam. Esta pastoral não teve o propósito de consolar ninguém acerca da morte. Meu objetivo foi fazê-lo refletir sobre as perguntas levantadas aqui e tratadas de forma devocional. Para que você vive? Quem é você? Até quando vai viver? Você já ocupou alguma parte de sua existência com essas questões? Não? Então faça isso.

O acidente de sexta-feira deve nos fazer pensar seriamente sobre tudo.

Pense Nisso.

O acidente da semana passada!

Em acontecimentos trágicos, é difícil manter a frieza necessária para uma análise equilibrada. Quando envolve várias mortes, então, é praticamente impossível. A tragédia que aconteceu na última sexta (3/12), em Senhor do Bonfim, envolvendo um ônibus e uma van, nos desafia a uma reflexão bíblica quanto à vida humana.

Pra começo de conversa, é mister lembrar que a vida é um dom de Deus. Ela pertence a Ele, portanto. Assim como não pedimos para nascer, também não decidimos a hora da nossa morte. Infelizmente, vida e morte são percebidas como acontecimentos naturais. Não são. São causadas por um propósito. Ana, mãe do profeta Samuel, entendeu isso e expressou essa verdade maravilhosamente: “O SENHOR é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz subir” (1 Sm. 1.6).

Dito isso, surge naturalmente a pergunta: “Por que Deus nos criou?”. Há várias respostas para essa indagação. Desde as mais simples e óbvias (porque Ele quis; para o Seu louvor) até as mais complexas e, por isso, não aceitas por todos (para revelar a Sua glória; para adorá-lO). Todas essas sentenças são encontradas nas Escrituras Sagradas em diferentes contextos. Isso nos permite afirmar que não há uma causa simples ou única para a criação do homem. Ele foi criado à imagem de Deus e isso diz muito. Diz que o homem é propriedade do Seu Criador e a Ele deve contas.

“Como devo viver?” deve ser a outra pergunta feita por nós. Ao admitirmos que o homem tem origem divina – criado por Deus – fica mais fácil responder a essa dúvida: Devemos viver da maneira como Deus determinou! A lógica é simples: Criados por Ele, somos dEle e devemos satisfações a Ele. Logo, nada nos resta senão viver para Ele. Novamente aqui as Escrituras nos oferecem uma quantidade considerável de passagens que afirmam esse ponto, dentre as quais destacamos apenas uma frase do apóstolo Paulo: “Pois nEle vivemos, e nos movemos, e existimos[...]” (At. 17.28).

O que é a vida? Sim, esta é uma pergunta aceitável, afinal, tem muita gente que não faz a mínima idéia da resposta. Vive como se fosse uma máquina de comer, beber, dormir e trabalhar. São pessoas que automatizaram comportamentos e os repetem indefinidamente, sem considerar na finalidade do que fazem. E você, você sabe o que é a vida?

De acordo com Tiago (4.14), a vida é “como neblina que aparece por instantes e logo se dissipa”. Você já ouviu falar de neblina de cinco dias? Geralmente, elas duram uma manhã. Perceba que elemento de comparação o Espírito Santo foi buscar! Mas, a bem da verdade, não apenas Tiago, Jó também tinha uma versão interessante da vida humana: “O homem, nascido de mulher, vive breve tempo, cheio de inquietação” (Jó 14.1). Pois é, meu amigo, não há como evitar essa verdade: A vida é um bem precioso, porém, curto, breve demais.

É o que comprovam as tragédias. Temos a tendência de esquecer que a vida é breve. Esperamos que as pessoas morram só depois dos 100 anos. Aí, vem um ônibus e bate numa van, um avião cai, um teto desaba, um barco afunda... E várias vidas terminam de forma abrupta, deixando-nos sem graça, cheios de inquietações e dúvidas.

Eu sei que essas palavras não consolam. Esta pastoral não teve o propósito de consolar ninguém acerca da morte. Meu objetivo foi fazê-lo refletir sobre as perguntas levantadas aqui e tratadas de forma devocional. Para que você vive? Quem é você? Até quando vai viver? Você já ocupou alguma parte de sua existência com essas questões? Não? Então faça isso.

O acidente de sexta-feira deve nos fazer pensar seriamente sobre tudo.

Pense Nisso.

O acidente da semana passada!

Em acontecimentos trágicos, é difícil manter a frieza necessária para uma análise equilibrada. Quando envolve várias mortes, então, é praticamente impossível. A tragédia que aconteceu na última sexta (3/12), em Senhor do Bonfim, envolvendo um ônibus e uma van, nos desafia a uma reflexão bíblica quanto à vida humana.

Pra começo de conversa, é mister lembrar que a vida é um dom de Deus. Ela pertence a Ele, portanto. Assim como não pedimos para nascer, também não decidimos a hora da nossa morte. Infelizmente, vida e morte são percebidas como acontecimentos naturais. Não são. São causadas por um propósito. Ana, mãe do profeta Samuel, entendeu isso e expressou essa verdade maravilhosamente: “O SENHOR é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz subir” (1 Sm. 1.6).

Dito isso, surge naturalmente a pergunta: “Por que Deus nos criou?”. Há várias respostas para essa indagação. Desde as mais simples e óbvias (porque Ele quis; para o Seu louvor) até as mais complexas e, por isso, não aceitas por todos (para revelar a Sua glória; para adorá-lO). Todas essas sentenças são encontradas nas Escrituras Sagradas em diferentes contextos. Isso nos permite afirmar que não há uma causa simples ou única para a criação do homem. Ele foi criado à imagem de Deus e isso diz muito. Diz que o homem é propriedade do Seu Criador e a Ele deve contas.

“Como devo viver?” deve ser a outra pergunta feita por nós. Ao admitirmos que o homem tem origem divina – criado por Deus – fica mais fácil responder a essa dúvida: Devemos viver da maneira como Deus determinou! A lógica é simples: Criados por Ele, somos dEle e devemos satisfações a Ele. Logo, nada nos resta senão viver para Ele. Novamente aqui as Escrituras nos oferecem uma quantidade considerável de passagens que afirmam esse ponto, dentre as quais destacamos apenas uma frase do apóstolo Paulo: “Pois nEle vivemos, e nos movemos, e existimos[...]” (At. 17.28).

O que é a vida? Sim, esta é uma pergunta aceitável, afinal, tem muita gente que não faz a mínima idéia da resposta. Vive como se fosse uma máquina de comer, beber, dormir e trabalhar. São pessoas que automatizaram comportamentos e os repetem indefinidamente, sem considerar na finalidade do que fazem. E você, você sabe o que é a vida?

De acordo com Tiago (4.14), a vida é “como neblina que aparece por instantes e logo se dissipa”. Você já ouviu falar de neblina de cinco dias? Geralmente, elas duram uma manhã. Perceba que elemento de comparação o Espírito Santo foi buscar! Mas, a bem da verdade, não apenas Tiago, Jó também tinha uma versão interessante da vida humana: “O homem, nascido de mulher, vive breve tempo, cheio de inquietação” (Jó 14.1). Pois é, meu amigo, não há como evitar essa verdade: A vida é um bem precioso, porém, curto, breve demais.

É o que comprovam as tragédias. Temos a tendência de esquecer que a vida é breve. Esperamos que as pessoas morram só depois dos 100 anos. Aí, vem um ônibus e bate numa van, um avião cai, um teto desaba, um barco afunda... E várias vidas terminam de forma abrupta, deixando-nos sem graça, cheios de inquietações e dúvidas.

Eu sei que essas palavras não consolam. Esta pastoral não teve o propósito de consolar ninguém acerca da morte. Meu objetivo foi fazê-lo refletir sobre as perguntas levantadas aqui e tratadas de forma devocional. Para que você vive? Quem é você? Até quando vai viver? Você já ocupou alguma parte de sua existência com essas questões? Não? Então faça isso.

O acidente de sexta-feira deve nos fazer pensar seriamente sobre tudo.

Pense Nisso.