Rev. Paulo Brocco

Pregação no culto de encerramento do Presbitério Piratininga.

Batismo da irmã Raimunda Goveia"

"E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará"!

Fachada da IPC de Bonfim

Rua A Quadra A, nº 48, Casas Populares - Senhor do Bonfim - BA

Igreja em festa: Confraternização

IPC de Senhor do Bonfim em festa.

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segunda-feira, 16 de maio de 2016

Perdendo o medo

Você tem medo? Medo é um substantivo cujo sentido não é pleno, precisando de um complemento nominal. Ou seja, quem sente medo, sente medo de alguma coisa: Medo de morrer, de ficar sozinho, de perder o emprego, de assombração, de fracassar. A intensidade e o objeto do medo podem variar de pessoa para pessoa, de situação para situação, mas, ele está sempre presente em nossa vida.
Os dicionários ensinam que o medo é uma perturbação diante da ideia de que se está exposto a algum tipo de perigo, que pode ser real ou não. Apesar de ser uma boa definição, prefiro uma mais simples, que afirma que o medo é uma sensação. O medo é a sensação que temos de que algo de ruim vai acontecer conosco ou com alguém que amamos. Se você concordar com esse conceito, fica mais fácil aceitar o tratamento indicado pela Bíblia para quem tem medo.
Coisas ruins acontecem o tempo todo, com todas as pessoas. Desde coisas simples, como quebrar uma unha, até coisas complexas, como lutar contra um câncer. E é aqui que se encontra a chave para lidar com o erro. Eu e você precisamos aceitar definitivamente de que não há nada que aconteça em nossa vida – boa ou ruim – que não esteja dentro da esfera do controle do nosso Deus: “Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face? [...] Ainda lá me haverá de guiar a tua mão, e a tua destra me susterá” (Sl. 139.7, 10).
Portanto, se você, primeiramente, crer que Deus está em todos os lugares, controlando cada situação da nossa existência, você deixará de classificar as coisas como boas ou ruins, porque entenderá que todas elas vêm de Deus. E Deus não faz nada de mal para os Seus filhos.
Então, para que temer as circunstâncias? Sozinho, você nunca estará: Deus está em todo lugar! Desamparado, não ficaremos: Deus é nosso amparo! Assustado, um crente jamais será: Se Deus é por nós, quem será contra nós? Doente? O SENHOR é quem te sara (Êx. 15.25).
Ora, então quem deve ter medo? Resposta: Quem não ama a Deus sobre todas as coisas, pois: “No amor não existe medo; antes, o perfeito amor lança fora o medo. Ora, o medo produz tormento; logo, aquele que teme não é aperfeiçoado no amor” (1 Jo. 1.18).
Esqueça o medo!

Rev. Renato Arbués.

quinta-feira, 22 de março de 2012

O QUE EU QUERO OU O QUE EU DESEJO?


Meditação baseada em Marcos 2.1-12.
O livro “O Peregrino” narra a viagem do cristão desde a Cidade da Destruição até a Jerusalém Celestial. Trata-se de um clássico da literatura cristã. A narrativa foi elaborada por John Bunyan enquanto estava preso, na Inglaterra em 1678.

Após vencer diversos obstáculos, o viajante finalmente chega ao Paraíso. É o ápice do livro. Porém, há uma informação que poucos leitores atentam para o real significado: Ao lado da porta do Céu está a porta da Perdição. Bunyan está nos advertindo acerca do perigo de caminharmos sem o olhar fixo no objetivo final.

Você precisa de tudo que deseja?

Na fase inicial do Seu ministério, Jesus concede bênçãos que inauguravam a era messiânica, tais como o perdão dos pecados. Após ensinar em áreas pouco povoadas, Jesus retorna a Cafarnaum. Lá, entra numa casa e volta a dedicar-se ao Seu ministério fundamental: O ensino da Palavra.

A essa altura, a casa já estava tomada por diversas pessoas. Era impossível entrar, muito menos sair. Isso torna ainda mais dramática a situação do paralítico. Como entrar? Por onde entrar? “Pelo teto!”, deve ter dito alguém. “Então, tá”, respondeu outro. Tente imaginar a surpresa de Jesus. Enquanto pregava, baixam um homem paralítico pelo telhado. A cena chamou a atenção de Jesus, que manifestou Sua admiração com a atitude do paralítico e de seus amigos (v. 5).

É impossível não atentar para o fato de que a primeira bênção que o paralítico recebe é o perdão dos seus pecados, conforme o verso 5. O homem que estava sofrendo recebeu o que mais precisava. Mas será o que ele mais queria? Imagino que ele tenha ficado extremamente decepcionado com as palavras de Jesus.

O perdão dos pecados restaurava a comunhão do pecador com Deus. Fora precisamente para isso que Cristo veio. Ele veio para restaurar a relação entre o homem e Deus. Mas a questão é: ERA ISSO QUE O HOMEM QUERIA?

Aqui está um ponto importante da vida cristã. Será que as pessoas que buscam a Cristo estão à procura do que precisam ou do que desejam? Será que precisamos de prosperidade ou a desejamos? Será que é mais importante ter muito dinheiro ou uma consciência tranquila? É melhor ser rico ou ser servo no Reino de Deus?

Pessoas estão sempre insatisfeitas e por isso estão sempre à procura de algo. Infelizmente, muitas delas não sabem exatamente o quê estão procurando. A razão disso é que nem todas sabem o que, de fato, precisam. Confundir DESEJO com NECESSIDADE é um erro muito comum, mas, que pode provocar uma tragédia.

Veja o caso de Judas. Ele confundiu desejo com necessidade e acabou se perdendo por pouco. Andou o tempo todo no caminho certo, mas como procurava pela coisa errada, deu com a porta que conduz à perdição.

Qual é a nossa real necessidade? Talvez não tenhamos conseguido o que mais desejamos, por estar buscando o que não precisamos. Pessoas com crise conjugal buscam paz, e precisam. Mas, antes, precisam corrigir a relação! Pessoas doentes buscam cura, e precisam. Mas, às vezes, precisam mesmo é de conforto, força, paz.

Como em “O Peregrino”, ao lado da porta do paraíso está localizada a porta da inferno. A menos que saibamos bem o que buscamos, corremos o sério risco de desejar o que não necessitamos e encontrar o que não queríamos.

Rev. Renato Arbués.


domingo, 12 de dezembro de 2010

Vindo a Plenitude dos Tempos

O nascimento de Jesus é o evento mais celebrado na cultura ocidental. O Natal é a festa do amor, da comunhão, da alegria e da harmonia entre as pessoas. É momento de reflexão, de solidariedade, de sensibilidade com o próximo. Enfim, o Natal chegou. Que o menino Jesus renasça em cada coração.

Peraí. “Que o menino Jesus renasça em cada coração”? Como assim? O que isso significa?

O menino Jesus nasceu há mais de 2000 anos. Foi em Belém, na Judéia. De acordo com o apóstolo Paulo, ele nasceu na “plenitude dos tempos” (Gl. 4.4). Quer dizer que quanto tudo estava pronto, o palco preparado, Jesus nasceu.

Os teólogos entendem que Paulo estava se referindo a três coisas, quando mencionou a “plenitude” dos tempos:

1ª) A estabilidade política dos romanos:
Desde o ano 27 a. C., quando o império romano sucede a república romana, o mundo conheceu um período de estabilidade política sem precedentes. Os romanos dominavam uma parte considerável do mundo conhecido, sendo respeitados por possuírem o maior exército de então. Roma criou estradas por todo o império, e as protegeu. Era possível viajar por todo o império com relativa segurança. Isso possibilitou o extraordinário avanço do cristianismo nos seus primórdios.

2ª) A especulação filosófica dos gregos:
Se Roma dominava o mundo politicamente, a Grécia fazia o mesmo no âmbito cultural. Como sabemos, a filosofia ocidental surgiu numa antiga colônia grega, Mileto, e de lá tomou o mundo. Os gregos eram abertos a discussões sobre os mais diferentes temas, como a morte, moral, conhecimento, política, vida, cidadania etc. Quando o cristianismo apareceu oferecendo respostas coerentes a todos esses questionamentos e levantando problemas que a filosofia não podia responder, foi bem recebido. É fato que não foi recebido como a representação da verdade e, sim, como mais uma doutrina filosófica. Contudo, foi esse espaço que possibilitou aos primeiros pregadores cristãos apresentarem as boas-novas do evangelho.

3ª) O monoteísmo dos judeus:
Os judeus eram o único povo que cultuava um único Deus. Todos os demais eram politeístas. Assim, o cristianismo não representava uma religião totalmente “original” ou diferente de todas as outras. O mundo conhecia um povo que louvava também a apenas uma divindade. Estava colocado, portanto, o contexto religioso para que o cristianismo fosse apresentado como a religião verdadeira e legítima, cujo único Deus era o Criador e Governador do universo.

São essas coisas que temos de considerar e discutir nesse momento. O menino Jesus já nasceu. Ele agora está entronizado, à direita de Deus, e de lá intercede pelos Seus. Esse é o verdadeiro sentido do Natal. Essa é a nossa celebração.

Feliz Natal!

Pense Nisso.