Rev. Paulo Brocco

Pregação no culto de encerramento do Presbitério Piratininga.

Batismo da irmã Raimunda Goveia"

"E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará"!

Fachada da IPC de Bonfim

Rua A Quadra A, nº 48, Casas Populares - Senhor do Bonfim - BA

Igreja em festa: Confraternização

IPC de Senhor do Bonfim em festa.

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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

DE ONDE VEM A SUA FORÇA?

Anteu. Filho de Poseidon (deus do mar) e Gaia (terra), Anteu era extremamente forte e quase invencível. Quase, porque, como todo bom herói, ele também tinha um ponto fraco. Bastava levantá-lo da terra e sua força diminuía consideravelmente. Por ser filho de Gaia (Terra), sempre que caía, Anteu recebia da mãe a força necessária para continuar lutando e vencer seus adversários. Assim, toda vez que alguém o jogava no chão, pensando em subjuga-lo, na verdade, o estava fortalecendo.



Super-Homem é outro ser quase invencível. Como Anteu, ele também tem um ponto fraco. Você pensou na kryptonita, não foi? Aquela pedra fictícia, verde, que tem o poder de minar a energia do homem de aço. Pois é, embora a kryptonita tenha o poder de enfraquecer o nosso herói, o que poucos sabem é que a sua força vem do sol. Mais precisamente do sol amarelo(?), o nosso sol. É dele que Clark Kent recebe o seu poder. Se algum vilão conseguir cobrir o sol, mata o Super-Homem. Um dia, Darkseid, um supervilão, deu um soco tão forte no homem de aço que este entrou em órbita. Resultado: Chegou perto do sol, recarregou a bateria e “pei”, acabou com as pretensões do inimigo.



E o Aquaman? A ficha dele registra a capacidade de se comunicar com a vida marinha, respiração debaixo d’água, resistência sobre-humana (pode levar tiros de metralhadora que não morre), pode nadar na velocidade de 3.000 m/s, ver na escuridão e ouvir qualquer som no fundo do mar. Só não pode ficar muito tempo longe da água, fonte de sua força, senão morre.



Talvez você não tenha lido essas histórias durante a infância ou, talvez, nem goste desses personagens. Mas, eu os citei com uma intenção clara de fazer uma analogia entre eles e nós, cristãos.



Não somos heróis, portanto, esse não é o elemento de comparação. Porém, assim como eles, fomos chamados para uma missão, uma grande missão, diga-se de passagem. E, também à semelhança deles, recebemos uma força, uma energia sobrenatural, que nos capacita a grandes realizações. Não é por acaso que os cristãos antigos são chamados de “heróis da fé”. Mais cedo ou mais tarde, eu e você, espero, também seremos chamados assim.



Um dos heróis da fé um dia declarou: “Eu te amo, ó SENHOR, força minha” (Sl. 18.1). Um outro, muito tempo depois, afirmou com confiança: “Que diremos, pois, à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm. 8.31). Resta claro que, para esses homens, a força deles tinha uma origem comum: Deus! Por isso, não se afastavam do SENHOR. Longe dEle, eles se enfraqueciam!



Você e eu não fomos chamados para fazer um trem parar com a palma da mão ou conversar com baleias no fundo do mar. Não obstante, nossa missão não é fácil: Ser luz para o mundo e pregar o evangelho a toda a criatura! Jamais teremos êxito se fraquejarmos. Assim, devemos permanecer firmes na fonte de nossa força: “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que, no Senhor, o vosso trabalho não é vão” (1 Co. 15.58).



Amém!

Rev. Renato Arbués.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Eu sou bom?

Num mundo competitivo como o nosso, é natural que as pessoas se sintam cada vez mais pressionadas para conquistar espaço. O resultado disso é percebível a olhos nus: stress, brigas, rivalidade, ambiente de trabalho hostil, pressão, pressão, pressão. Afinal, ninguém pode vacilar. Há sempre alguém tão bom ou melhor que nós ansioso pelo nosso lugar.

Essas circunstâncias se repetem na família também. Certamente você já se questionou se é tão bom pai quanto deveria ser ou uma boa esposa, um bom filho. Estamos nós cumprindo bem o nosso papel familiar?

E como cidadãos, somos exemplos para nossos filhos? O ministro Antônio Palocci multiplicou por 20 o seu patrimônio em quatro anos. Você se importa com isso? O deputado federal Jean Willys prometeu dedicar o seu mandato na luta contra a influência do cristianismo na sociedade até, se possível, eliminá-la. Isso é da sua conta? Em nossa cidade, Senhor do Bonfim, não há médico legista. Você sabia?

Tudo isso e outras coisas nos fazem pensar na pergunta título desta reflexão: eu sou bom? Antes de responder, pense no significado do adjetivo “bom”.

Na narrativa bíblica da criação, ao final de cada dia, Deus imprimia um selo de qualidade à Sua obra. Ao concluir a obra diária, o texto sagrado diz: “Viu Deus que tudo era bom”. Ou seja, a coisa criada (a luz, os céus, os animais, as árvores) correspondia à idéia divina, por isso era bom.

Teologicamente, portanto, pode-se dizer que “bom” é aquilo que cumpre o propósito para o qual foi criado, projetado. Uma boa cadeira não é necessariamente uma cadeira nova, mas, sim, uma cadeira que serve ao propósito de dar-nos um assento; um carro bom é um carro que “anda”, quer dizer, que me leva de um ponto ao outro. Enfim, tomando emprestada uma forma filosófica de expressão,  diga-se que bom é aquilo que é o que deve ser.

Chegamos ao ponto em que a Teologia é a única disciplina que pode nos conduzir com segurança a uma resposta adequada à pergunta “eu sou bom?” E a Teologia, para nos auxiliar, recorrerá ao texto sagrado. Vamos a ele, pois.

Em Gênesis 1.26 está escrito: “Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam pela terra”. Uma palavra, como você percebeu, precisa ser enfatizada: Domínio. O homem foi criado para dominar o mundo que Deus criou.

O domínio ao qual o Gênesis se refere implica a idéia de administrar, governar, cuidar, preservar. É isso o que os homens têm feito? Você tem cuidado do mundo da forma como Deus desejou?

Mais à frente, lê-se: “Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea” (Gn. 2.18). O plano de Deus para o homem inclui as relações familiares. O Senhor viu que não seria bom que o homem vivesse só e lhe deu a família. A idéia de Deus, portanto, era de comunhão, felicidade, cumplicidade, amor. Essas coisas são prioridades em suas relações familiares?

O profeta Miquéias é bem didático ao nos informar o que Deus intentava ao nos formar: “Ele te declarou, ó homem, o que é bom e o que é o que o Senhor pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus” (Mq. 6.8). Creio que o texto fala por si: Deus quer que o homem seja justo, misericordioso e humilde. Você é assim?

Se sua resposta foi sim, parabéns, você é realmente um homem bom, uma pesoa boa! Se a resposta foi não, calma, ainda há tempo para tentar melhorar. Querer já é um bom começo.

Pense nisso.

Rev. Renato Arbués