Rev. Paulo Brocco

Pregação no culto de encerramento do Presbitério Piratininga.

Batismo da irmã Raimunda Goveia"

"E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará"!

Fachada da IPC de Bonfim

Rua A Quadra A, nº 48, Casas Populares - Senhor do Bonfim - BA

Igreja em festa: Confraternização

IPC de Senhor do Bonfim em festa.

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quarta-feira, 8 de junho de 2016

Humildade

É preciso vencer! Seja o primeiro! Não fique atrás! Apareça!
Esses são alguns dos lemas de nossa geração. Uma geração de “vencedores”, ou de pessoas que têm na vitória sua maior meta. O mundo celebra os que vencem, ao autoconfiantes, orgulhosos, convencidos de seu poder. São eles os que se destacam, que conseguem os melhores empregos, as melhores notas no ENEM, que fazem os melhores cursos nas melhores universidades.
E a humildade? Sempre elogiada. Nos outros.
Alguém escreveu que a humildade é eficaz em produzir respeito e confiança a quem a possui. De fato, admiramos e gostamos de pessoas humildes.
Mas é importante observar que a humildade atrai a atenção de Deus! (Is. 66.2).
As Escrituras falam por diversas vezes que os “olhos de Deus” estão a passar pela Terra à procura de algo. Procurando o quê?
Leia Tiago 4.6. Ao contrário do que se diz por aí, parece que Deus não está muito interessado nos “vencedores” de hoje, nos orgulhosos, nos autoconfiantes da vida! Deus Se interessa – e muito – pelos humildes.
O que é humildade? Humildade é avaliarmos a nós mesmos honestamente à luz da santidade de Deus e da nossa pecaminosidade. Sem uma consciência honesta destas duas realidades, toda autoavaliação será distorcida e falharemos tanto em compreender quanto em praticar a verdadeira humildade.
Procure ser humilde. Não uma humildade forçada, para atrair a atenção.
Comece vendo a si mesmo diante da santidade de Deus e da sua própria pecaminosidade: Sl. 8.

Rev. Renato Arbués.

sábado, 8 de setembro de 2012

Ídolos e Idolatria


Há duas semanas, morreu Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar na Lua. Apesar do feito extraordinário, sabe-se que Armstrong era um homem modesto, avesso aos holofotes. Não gostava de aparecer em público, não dava autógrafos, detestava ser visto como herói. Para ele, o que fizera era parte de seu dever como oficial das forças aéreas americanas. Viveu assim, morreu do mesmo jeito.

Foi difícil para Armstrong ter sua vontade respeitada. Pagou um preço alto, o de ser considerado arrogante e prepotente. Se era, não sabemos. O que sabemos é que ele desejou intensamente o anonimato. Não conseguiu.

Neste ano, finalmente, depois de mais de 100 anos, o Corinthians ganhou um título. Internacional, claro. Milhares de pessoas choraram, gritaram, se emocionaram. Nas ruas, o que mais se ouvia eram frases de um idioma particular, da mesma família que o português: “Vai Curíntias”, “É nóis”, “Aí, Japão,  nóis tá aí em dezembro, mano”.

No meio de tanta euforia, chamou a atenção o tratamento dedicado ao jogador que fez os dois gols que deram o título ao time. "Iluminado”, “Guerreiro”, “Decisivo”, “Gênio”. E, quando chegou a vez do herói comentar a sua contribuição, foi modesto: “Fiz o meu. Toda a equipe ajudou.” O sorriso e a expressão desmentiam a humildade declarada.

Anos 2000. Depois de muito tentar, Luís Inácio Lula da Silva foi eleito presidente do Brasil. Segundo ele, recebeu uma “herança maldita” de Fernando Henrique Cardoso. Mas, conseguiu êxito na condução da política econômica, avançou – e muito – nas questões sociais e, quando deixou o governo, bateu o recorde de popularidade.

Dono de um carisma inigualável, aceitava de muito bom grado todos elogios. Quando não os tinha, sabia exatamente de quem era a culpa: dos preconceituosos, da elite conservadora, dos ricos. Não por acaso, seus discursos normalmente começavam assim: “Nunca na história desse país...” E lá vinha algum feito que só ele foi capaz de realizar.

Enfim, parece que os homens podem ser divididos em dois grandes grupos: ídolos e idólatras. Como seres humanos, precisamos ficar sempre alertas contra a tentação de construirmos ídolos e adorá-los ou, pior, de nos tornarmos ídolos e sermos adorados por supostas qualidades que manifestamos.

Contra isso, Tiago escreveu: “Quem entre vós é sábio e inteligente? Mostre em mansidão de sabedoria, mediante condigno proceder, as suas obras” (Tg. 3.13). A humildade cristã está na mansidão de sabedoria, no usar as virtudes doadas por Deus de forma a engrandecê-lO, a abençoar o próximo, a divulgar a mensagem real aos perdidos.

O antídoto contra a idolatria é um condigno proceder. Condigno significa proporcional ao mérito. Que méritos temos, a não ser os que nos são dados pela graça divina? “Pois quem é que te faz sobressair? E que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te vanglorias, como se o não tiveras recebido?” (1 Co. 4.6).

Cuidado com a vaidade. Foge da idolatria. Ama o Senhor Deus e faze o bem. Com humildade.

Rev. Renato Arbués.