Rev. Paulo Brocco

Pregação no culto de encerramento do Presbitério Piratininga.

Batismo da irmã Raimunda Goveia"

"E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará"!

Fachada da IPC de Bonfim

Rua A Quadra A, nº 48, Casas Populares - Senhor do Bonfim - BA

Igreja em festa: Confraternização

IPC de Senhor do Bonfim em festa.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

O amor de Deus!

As Escrituras nos dizem três coisas a respeito da natureza de Deus. Primeira, “Deus é espírito” (Jo. 4.24). Como é espírito, Deus é incorpóreo, não tem substância visível. Se Ele tivesse um corpo não seria onipresente, mas, sendo espírito, Ele enche os céus e a terra.

Segunda coisa, “Deus é luz” (1 Jo. 1.5), o oposto de trevas. Nas Escrituras, as “trevas” representam o pecado, o mal, a morte; a “luz”, por sua vez, representa a santidade, a bondade, a vida. Dizer que “Deus é luz” significa que Ele é a soma de todas as excelências.

Terceira coisa, “Deus é amor” (1 Jo. 4.8). Não é simplesmente que Deus ama, porém, que Ele é amor mesmo. O amor não é meramente um dos Seus atributos, mas Sua própria natureza.

Muitos hoje falam do amor de Deus, mas são completamente alheios ao Deus de amor. Essa verdade transparece no baixo nível de espiritualidade atual que lamentavelmente se evidencia entre cristãos professos. Quanto melhor conhecermos o Deus de amor mais os nossos corações serão impelidos a amá-lO.

Vamos considerar um pouco o amor de Deus.

1. O amor de Deus é imune de influência alheia:
O amor de Deus é gratuito, espontâneo e não causado por nada nem por ninguém. O amor que uma pessoa tem por outra se deve a algo existente nelas. Mas não há nada naqueles que são objetos do amor de Deus que possa movê-lo a amá-los.

A única razão pela qual Deus ama alguém se acha em Sua vontade soberana. Dt. 7.7-8: “Não vos teve o SENHOR afeição, nem vos escolheu porque fôsseis mais numerosos do que qualquer povo, pois éreis o menor de todos os povos, mas porque o SENHOR vos amava...”.Deus amou o Seu povo desde a eternidade e, portanto, a criatura nada tem que possa ser a causa daquilo que se acha em Deus desde a eternidade.

Um amigo uma vez me disse: “Renato, eu tenho de orar muito para que Deus me ame”. Assim como meu amigo, outras pessoas pensam que devem orar, dar esmolas, fazer o bem, para despertar o amor de Deus.

Mas não é isso que a Bíblia ensina. Se Deus nos tivesse amado em resposta ao nosso amor, ou a qualquer coisa feita por nós, então, Seu amor não seria espontâneo, não seria de graça, não seria livre. Ao contrário, o apóstolo João escreveu: “Nós o amamos a Ele porque Ele nos amou primeiro” (1 Jo. 4.19). Deus nos amou quando nós sequer existíamos: “Assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para Ele, para a adoção de filhos...” (Ef. 1.4-5); Deus nos amou quando nós nem nos interessávamos por Ele: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm. 5.8); Ora, se Deus nos amou quando nós não o amávamos, é claro que o Seu amor não foi influenciado.

Pense um pouco comigo. Pense na pessoa que você mais ama. Seu pai, mãe, filho, marido, esposa... Pense nessa pessoa agora. Reflita sobre o quanto é difícil amá-la. Como é difícil, em algumas ocasiões, amar um filho rebelde e desobediente, ainda que filho; como é difícil amar uma mãe intransigente e sem carinho, ainda que seja mãe. Pois bem, agora pense em você. Você acha que é fácil para as pessoas que convivem com você te amarem?

O que havia em mim ou em você que atraiu o coração de Deus? Absolutamente nada. O que há em nós hoje que pode fazer com que Deus nos ame? Ao contrário, há em nós tudo para afastar o Senhor, tudo na medida para levá-lO a nos detestar, sendo nós pecadores, depravados, corruptos.

Mas Ele nos amou gratuitamente, e enviou o Seu Filho para que todo o que nele crê não pereça mas tenha vida eterna (Jo. 3.16).

2. O amor de Deus é eterno:
O raciocínio é simples. Deus é eterno. Deus é amor. Ora, necessariamente, então, o amor de Deus também é eterno, uma vez que Deus é o próprio amor!

Vamos ao testemunho das Escrituras. Deus disse a Jeremias: “Com amor eterno eu te amei; por isso, com benignidade te atraí” (31.3). É maravilhoso saber que Deus amava o Seu povo antes do céu e da terra terem sido chamados à existência.

Deus amou o homem antes de o homem ter sido formado do pó da terra. O NT também apresenta essa preciosa promessa. Vou repetir Ef. 1.4-5: “assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo...”. Essa verdade tranqüiliza o coração. Saber que uma vez que o amor de Deus por mim não teve começo, certamente não terá fim.

Se a Bíblia me diz que Deus me amou antes da fundação do mundo, também posso descansar na certeza de que Deus também me amará quando esse mundo acabar: “Nunca mais haverá qualquer maldição. Nela, estará o trono de Deus e do Cordeiro. Os seus servos o servirão, contemplarão a sua face, e na sua fronte está o nome dele. Então, já não haverá noite, nem precisam eles de luz de candeia, nem da luz do sol, porque o Senhor Deus brilhará sobre eles, e reinarão pelos séculos dos séculos” (Ap. 22.3-5). Deus me salvou antes que eu fosse criado. Isso quer dizer que eu estava salvo antes da existência do mundo, durante a existência do mundo e depois da existência do mundo. É a Palavra de Deus que diz isso!

Os crentes costumam se alegrar na seguinte verdade: “uma vez salvo, salvo para sempre”. Salvo para sempre porque Deus existirá para sempre. Se for certo que “de eternidade a eternidade” Ele é Deus, e é amor, então é igualmente certo que “de eternidade a eternidade” Ele ama a Seu povo. Portanto, “não há nenhuma condenação para os que estão em Cristo Jesus” (Rm. 8.1).

Meu amigo, se você não tem certeza do amor de Deus, leia a Bíblia e ore. Certamente, o Espírito Santo falara a você por meio da Palavra e a aplicará ao seu coração. Desfrute a verdadeira paz, a paz que têm aqueles que são amados por Deus, eternamente!

Rev. Renato Arbués – adaptado.



O cuidado de Deus!

Conta-se que uma senhora muito telefonou para um programa evangélico de rádio pedindo ajuda. Um bruxo, que ouvia o programa, resolveu pregar-lhe uma peça (só para se divertir com sua reação).
O bruxo telefonou para a emissora de rádio e obteve o endereço da senhora. O homem, então, chamou seus "secretários" e ordenou-lhes que passassem num supermercado e fizessem um compra generosa e levassem-na a casa daquela mulher, com a seguinte orientação: Quando ela perguntasse quem a estava presenteando, eles deveriam responder que o diabo estava lhe enviando tudo aquilo!
Assim que aquelas pessoas chegaram à casa da mulher, ela os recebeu com alegria e foi logo guardando os alimentos na sua prateleira, mas... não perguntou quem lhe havia enviado.
Os "secretários" do bruxo, sem saber o que deveriam fazer, provocaram a pergunta:
- A senhora não quer saber quem lhe enviou estas coisas?
A mulher, na maior simplicidade da sua fé, respondeu:
- Não, meu filho. Não é preciso. Quando Deus manda, até o diabo obedece!

Texto bíblico: “Do Senhor é a terra e a sua plenitude; o mundo e todos os que nele habitam” (Sl. 24.1).

Domínio público.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Um bom líder!

Todos conhecem a história do homem que, por amor ao Seu Deus, foi jogado numa cova com leões. A boa mão do Seu Deus o salvou e ele foi retirado com vida, sem nenhum arranhão da cova dos leões.
O que pouca gente conhece são as razões que condenaram Daniel àquele castigo. Daniel foi levado para a Babilônia no ano 605 a. C. Ele era israelita, e seu país havia se tornado escravo da Babilônia. O rei da Babilônia era Nabucodonosor. Este rei morreu e foi sucedido por seu filho, Belsazar, que, após morrer, foi sucedido por Dario.
O rei Dario era um sábio administrador. Ele dividiu o reino e nomeou governadores para cada um dos distritos criador. Naquela época e região, o governador era chamado de sátrapa,  um homem poderoso na Pérsia Antiga. Dario escolheu 120 governadores e colocou três presidentes sobre eles. Ou seja, esses 120 governadores tinham que dar satisfação a 3 presidentes, e esses 3 presidentes dariam satisfação ao rei Dario.
Daniel era um dos 3 presidentes. Ele não era um bom presidente apenas; ele era “excelente”. O rei, então, pensou em nomeá-lo chefe geral da nação, o segundo homem mais importante de todo o reino. E por quê? O verso 3 nos dá a resposta: “Então, o mesmo Daniel se distinguiu destes presidentes e sátrapas, porque nele havia um espírito excelente...”.
A ideia da expressão “espírito excelente” está relacionada com a dádiva que Deus concedeu a Daniel, e está registrada no cap. 1.17 (... Deus deu a esses 4 jovens conhecimento e inteligência...”). Isso quer dizer que Daniel era um homem preparado para dirigir um país. Ele era sábio e inteligente. Qualquer um que deseje dirigir uma empresa, uma instituição, deve se preparar para isso. Ora, o que dizer de um homem que dirige uma nação? Ele deve ser capaz, apto, habilidoso, inteligente e sábio para ser guia, chefe, senhor de um povo.
A capacidade de Daniel acabou despertando a fúria dos demais governadores. Discretamente, decidiram afastá-lo do posto. Mas, como fazer isso? O texto nos diz: “Então, os presidentes e sátrapas procuravam ocasião para acusar a Daniel a respeito do reino; mas não puderam achá-la, nem culpa alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum erro nem culpa” (Daniel 6.4).
Que tipo de homem era esse Daniel? Além de inteligente e sábio, era fiel. A ideia hebraica é a de retidão exterior, visível, aparente. Daniel vivia cercado por uma multidão de pessoas; todas querendo devorá-lo, destruí-lo, encontrar nele algum erro. E não acharam nele erro nenhum!
Eis um líder. Não paira sobre ele nenhuma dúvida acerca de sua conduta. E, se houver uma acusação, logo será desfeita. José no Egito foi acusado de assédio sexual. Mas a acusação não se provou. É impossível não ser vítima de suspeitas quando se vive uma vida pública. O caso de Daniel, porém, é extraordinário. Ele era tão diferente que nem acusação puderam levantar contra ele.
E quando levantaram, tiveram que constatar: “não se acha nele erro nem culpa”.
O homem que exerce uma função de liderar deve ser fiel. Nenhuma acusação deve se manter contra ele. Sua palavra tem de se manter.
Para você que é líder, que lidera uma família, uma escola, um pequeno grupo de trabalhadores, ou que lidera apenas a sua vida, procure fazer como Daniel, seja correto, fiel, íntegro.
Saiba que será difícil ser honesto num mundo tão traiçoeiro e corrupto como o nosso. Mas, a recompensa virá do Senhor. E isso é tudo que importa para nós!

Rev. Renato Arbués.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

De quem é a culpa?

O caso do estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos no Rio de Janeiro despertou reações em vários segmentos da sociedade. Para as feministas, a culpa é da cultura machista predominante em nossa sociedade, que faz da mulher um relés objeto de prazer para “predadores educados numa mentalidade patriarcal”, escreveu uma socióloga. Feminista, claro.
Obviamente, a maior parte das críticas se voltou contra os estupradores. “Um bando de criminosos, sem respeito à vida, sem humanidade, que amam apenas a deliquência”, observou outro sociólogo. Um colega dele especulou sobre a possibilidade de que eles, os estupradores, além de culpados, também sejam “vítimas de uma sociedade excludente, que não oferece oportunidades de emancipação econômica, cultural, cidadã.”
Não se pode levar a sério quem tentou atribuir culpa à menina ou a sua família.
Afinal, então, de quem é a culpa por aquela barbárie?
“Da sociedade”. Essa parece ser a resposta consensual entre os “especialistas” do momento. Ou seja, invoca-se esta entidade abstrata, que ao mesmo tempo nos abrange e nos exclui, que nos aproxima e nos distancia do ato, que nos criminaliza, enquanto permite que durmamos em paz: A sociedade! Sou eu? É você? Somos nós? “Sim e não”, pois, apesar de sermos parte da sociedade, não somos “dessa parte” que comete crimes. “O inferno são os outros”, escreveu Sartre.
O que é essa sociedade? Quem a compõe? Quais são os seus valores? O que ela quer? Como impedir que ela continue produzindo cenas terríveis como essa? Como responsabilizá-la?
Lamento não ter a resposta.
Mas a Bíblia tem.
“E, por haverem desprezado o conhecimento de Deus, o próprio Deus os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem coisas inconvenientes, cheios de toda injustiça, malícia, avareza e maldade; possuídos de inveja, homicídio, contenda, dolo e malignidade; sendo difamadores, caluniadores, aborrecidos de Deus, insolentes, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais, insensatos, pérfidos, sem afeição natural e sem misericórdia. Ora, conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem.” (Rm. 1.28-32).
Ia me esquecendo.
Os sociólogos em geral não leem a Bíblia.

Rev. Renato Arbués.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Pra que ler a Bíblia?

“Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se veem pelas coisas que estão criadas” (Rm. 1.20).

Por que precisamos da Bíblia? Salmo 19.1-4: “Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos. Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite. Não há linguagem, nem há palavras, e deles não se ouve nenhum som; no entanto, por toda a terra se faz ouvir a sua voz, e as suas palavras até aos confins do mundo”.

O texto afirma que o universo e o mundo que nos cercam, criados por Deus, revelam muitas coisas sobre Ele, de um modo compreensível, a pessoas de todas as línguas e culturas. Porém, apesar de a criação falar claramente sobre Deus, deixando os homens sem desculpas para ignorá-lo, há dois problemas.

1º) Pelo fato da humanidade ter-se afastado de Deus, ela agora está insensível às manifestações da Criação sobre Deus, o Criador: Rm. 1.21: “Porquanto, os homens, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato”; 1 Co. 1.21: “Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar os que creem pela loucura da pregação”; 1 Co. 2.14: “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente”.

2º) Embora a criação fale sobre a existência e o poder de Deus, ela não fala sobre a coisa mais importante para a humanidade perdida e caída: a salvação do pecado e suas consequências: Rm. 10.14, 17: “Como, porém, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem nada ouviram? E como ouvirão se não há quem pregue? [...] E, assim, a fé vem pelo ouvir, e o ouvir a Palavra de Deus”..

Por isso, Deus, em Sua graça, revelou-se em Sua Palavra registrada na Bíblia, a Escritura Sagrada: Sl. 19.7-8: “A lei do Senhor é perfeita e restaura a alma; o testemunho do SENHOR é fiel e dá sabedoria aos símplices. Os preceitos do SENHOR são retos e alegram o coração; o mandamento do SENHOR é puro e ilumina os olhos”; Mt. 4.4: “Jesus, porém, respondeu: Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus”; 1 Pe. 1.23-25: “Pois fostes regenerados não de semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a palavra de Deus, a qual vive e é permanente. Pois toda carne é como a erva, e toda a sua glória, como a flor da erva; seca-se a erva, e cai a sua flor; a palavra do Senhor, porém, permanece eternamente. Ora, festa é a palavra que vos foi evangelizada”.

Leia a Bíblia!

Rev. Renato Arbués.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

De graça!

Nós reclamamos da inflação. Não aceitamos pagar mais caro pela eletricidade, água, combustível ou pelos produtos da cesta básica. Dizemos que é culpa da corrupção, do mau governo, da falta de vergonha dos empresários. Puxa, está tão difícil ganhar algum dinheiro, mas, para que o salário do mês desapareça de nossa carteira, basta uma ida ao supermercado. Puf! A féria do mês vira fumaça!
Nós não gostamos de coisa barata. Quando o governo anuncia uma redução na conta de luz, de água ou dos produtos da cesta básica, desconfiamos que trata-se de um golpe. “Se prepare!”, diz alguém. “Daqui a pouco, a conta será cobrada!” Ameaça outro. No supermercado, entre duas marcas, se possível, escolhemos a mais cara, afinal, “coisa muito barata não presta”, é o que comentamos.
E se o governo decidisse não cobrar mais por nada. Conta de luz: zero; água: zero; combustível: zero. O que você diria?
É improvável que isso aconteça. Pelo que vemos, os preços tendem a subir cada vez mais. É o velho e bom capitalismo: Cada produto tem seu preço!
Interessante, porém, é que a coisa mais valiosa para nós, muito mais preciosa do que luz, água, cesta básica ou combustível, aquilo que mais necessitamos e que, sem ela, morreríamos, é de graça! Não custa nada, a não ser um “sim” de nossa parte. É óbvio que estou falando da salvação.
O perdão dos pecados, a segurança eterna, a amizade com Deus, a libertação do domínio de Satanás, tudo isso nos vem totalmente de graça (Is. 55.1-2).
Meu amigo, não fique dando murro em ponta de faca, procurando pagar por algo que Deus nos dá gratuitamente. Renda-se a Cristo. Enterre seu orgulho, sufoque sua vaidade, abandone a luxúria. Aceite a oferta de salvação: De graça!
“Porque pela graça sois salvos!” (Ef. 2.8).

Rev. Renato Arbués.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Se confessares

Em 1985, o político brasileiro Tancredo Neves declarou com veemência: “Nem Deus me impede de assumir a presidência”. Em 1966, John Lennon, em uma entrevista, declarou: “O cristianismo vai acabar, vai encolher, desaparecer. Eu não preciso discutir sobre isso. Eu estou certo. Jesus era legal, mas suas disciplinas são muito simples. Hoje, nós somos mais populares que Jesus Cristo". A atriz americana Marilyn Monroe recebeu a visita do missionário Billy Graham, em 1962. Ao final da conversa, ela disse ao pastor: “Não preciso do seu Jesus”.
É impressionante o que a vaidade e a arrogância humana podem fazer. Todas essas pessoas eram famosas, bem-sucedidas em suas respectivas áreas. Importantes. Entretanto, nenhuma delas levou a sério as palavras do rei Salomão: “Não consintas que tua boca te faça culpado” (Ec. 5.6). E todas essas pessoas revelaram ao mundo a sua estupidez por meio de palavras.
Alguns cristãos costumam falar de “palavras de poder”. Procuro na Bíblia algo que fundamente esse ponto de vista e não encontro. O que encontro na Bíblia são palavras que revelam o poder de Deus. Deus é o todo-poderoso. Sua Palavra é poderosa. Mas, as palavras dos homens o máximo que conseguem é dar vazão a toda insensatez que existe em nosso coração.
Jesus alertou: “Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no Dia do Juízo; porque, pelas tuas palavars, serás justificado e, pelas tuas palavras, serás condenado.” (Mt. 12.36-37). Veja que, embora não haja poder na palavra humana, todo ser humano será recompensado ou punido pelas palavras que pronunciarem.
No texto de Romanos 10.9, encontramos uma sublime orientação de Paulo a respeito de nossa vida com Deus: “Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo”. Ora, quando amamos alguém com todo o nosso coração, a primeira providência que tomamos é declarar este amor, tanto para a pessoa amada quanto para todos que estiverem ao nosso redor.
É assim que Paulo vê a importância de confessarmos o nosso amor por Jesus Cristo. Esse é o meio de sermos redimidos, de fazer real em nossa vida o sacrifício de Cristo na cruz sangrenta em nosso lugar. Você crê que Jesus morreu por você? Você crê que Ele ressuscitou dentre os mortos e está assentado à direita do Pai, todo-poderoso? Se sim, confesse isso, meu amigo. Não tenha vergonha do que as outras pessoas irão dizer. Quem pode recriminar um amor verdadeiro? Quem pode afastar você do amor de Deus, revelado em Jesus Cristo.
Não, não seja tão imprudente como as pessoas que foram mencionadas no início dessa mensagem. Tancredo Neves, que disse que nem Deus o impediria de assumir a presidência do Brasil, subiu a rampa dentro de um caixão. Ele morreu no dia 21 de abril de 1985, antes de tomar posse. John Lennon, que se julgava mais importante que Jesus, foi morto a tiros por um fã. Marilyn Monroe, que afirmou não precisar de Jesus, morreu no mesmo ano que proferiu essas palavras malditas.
Cuidado com o que você diz. Pode ser a última coisa! Então, aproveite que ainda pode falar, e declare o Seu amor por Jesus, confessando-o como o seu Salvador, Aquele que morreu, porém, ressuscitou dentre os mortos e nos garante a vida eterna.
Lembre-se, caro leitor: “Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo”.
Creia nisso!
E confesse!

Rev. Renato Arbués.