Rev. Paulo Brocco

Pregação no culto de encerramento do Presbitério Piratininga.

Batismo da irmã Raimunda Goveia"

"E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará"!

Fachada da IPC de Bonfim

Rua A Quadra A, nº 48, Casas Populares - Senhor do Bonfim - BA

Igreja em festa: Confraternização

IPC de Senhor do Bonfim em festa.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Pensando sobre Deus

As pessoas gostam de dizer que conhecem a Deus. Elas dizem que Deus é grande em sabedoria, maravilhoso em poder, cheio de misericórdia, amor; contudo, são poucos os que chegam a um conhecimento adequado do Ser de Deus, de Sua Natureza, de Seus atributos, como estão revelados nas Escrituras Sagradas. Os autores bíblicos sabiam bem quem era Deus. Como Moisés que escreveu: “Ó Senhor, quem é como Tu entre os deuses? Quem é como Tu glorificado em santidade, terrível em louvores, operando maravilhas?” (Êx. 15.11).

Você já pensou sobre Deus? Você acha que conhece o Senhor? Se você alguma vez pensou sobre quem é Deus, você deve ter considerado que houve tempo, se é que se pode chamar “tempo”, em que Deus habitava só! Não existia o céu, não existia a terra, não existiam os anjos, nem o universo. Não havia nada, nem ninguém, senão Deus.

Durante uma eternidade passada, Deus esteve só: Completo, suficiente, satisfeito em Si mesmo, de nada necessitando. Se universo, seres humanos, anjos, lhe fossem necessários, teriam sido chamados à existência desde toda a eternidade. Ao serem criados, nada acrescentaram a Deus essencialmente. A glória de Deus não pode ser aumentada nem diminuída: “Eu o Senhor não mudo...” (Ml. 3.6). Pense comigo: O que é perfeito, já é completo. Se pode ser melhorado, ainda não é perfeito. Como alguém pode pensar que Deus é perfeito se lhe falta alguma coisa? Como Deus poderia ser melhor porque nós o adoramos? Ora, se Deus puder ser melhorado, Ele não seria perfeito, concorda?

Isso significa que Deus não estava sob coação, nem obrigação, nem necessidade alguma de criar o mundo. Resolver criar o mundo foi um ato puramente soberano de Sua parte. Se você estiver pensando: “Bem, então diga por que Deus criou o mundo, se Ele não ganhou nada com isso?”. Calma, não fique nervoso. Quem vai responder a essa pergunta será o próprio Deus. Leia atentamente o que Ele mandou Paulo escrever sobre esse assunto: “nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho de sua vontade” (Ef. 1.11).

Entendeu? Deus criou por um ato de vontade. Se você quiser ouvir de maneira mais clara: Deus criou porque quis. E pronto! Você vai dizer: “Ainda não estou convencido!”. Tudo bem, então leiamos mais um texto. O salmista Davi escreveu: “Tudo o que o Senhor quis, Ele o fez, no céu e na terra, no mar e em todos os abismos” (Sl. 135.6). Prestou atenção? O que foi que Deus fez? Ele fez tudo o que quis.

Deus não ganha nada, nem sequer com a nossa adoração. Deus não precisava das glórias dadas pelos crentes. Ele já era suficientemente glorioso em Si mesmo antes da criação do mundo!

É impossível submeter o Todo-poderoso a quaisquer obrigações para com a criatura. Deus não ganha nada da nossa parte. Preste atenção no próximo texto bíblico. Anote-o e, depois, leia com calma: “Se fores justo, que darás a Deus, ou que receberá Deus da tua mão? A tua impiedade faria mal a outro tal como tu; e a tua justiça aproveitaria a um filho do homem” (Jó 35.7-8).

Nada que o homem faça pode afetar a Deus, que é bem-aventurado em Si mesmo. Nossa obediência não dá nenhum proveito a Deus.

É estranho ouvir alguém dizendo: “Deus me abençoou por que viu que eu mereço”! Deus viu o que a pessoa merece? Como assim? Eu louvo a Deus porque Ele nunca me deu o que eu merecia. Pelo contrário, Ele sempre me deu o que eu não merecia! Deus me deu vida (o que eu fiz pra merecer nascer?); Ele me deu a salvação em Cristo (o que eu fiz pra merecer ser salvo?); Ele me deu saúde (o que eu fiz pra ser saudável?).

Falando direta e claramente: Você é um pecador? Você comete pecado? Não tenho certeza do que você falou. Mas, pelo que dizem as Escrituras, e pra mim elas são a Palavra de Deus, todo homem é pecador.

Pois bem, e o que o pecador merece? Veja: “porque o salário do pecado é a morte...” (Rm. 6.23). Viu? Sabe o que todo pecador merece? A morte, o inferno! Louvo sempre ao meu Deus porque Ele não me dá o que eu mereço. Ele derrama suas bênçãos incontáveis sobre mim!

Aprenda isso sobre Deus. Ele não ganha nada cuidando de você e de mim. No entanto, Ele o faz. Se o faz, faz por amor, por bondade, por prazer!

Louve a Deus, meu amigo. Louve sempre a Deus. Porque é Ele quem enche de bênçãos nossas vidas.

Rev. Renato Arbués.

Adaptado.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Sobre a Bíblia

O nome "Bíblia" vem do grego "Biblos", e era o nome da casca de um papiro do século XI a.C.. Os primeiros a usarem a palavra "Bíblia" para designar as Escrituras Sagradas foram os discípulos de Cristo, no século II d.C.;

É o livro mais vendido do mundo. Estima-se que foram vendidos 11 milhões de exemplares na versão integral, 12 milhões de Novos Testamentos e ainda 400 milhões de brochuras com extratos dos textos originais;

Foi a primeira obra impressa por Gutenberg, em seu recém inventado prelo manual, que dispensava as cópias manuscritas.

A divisão em capítulos foi introduzida por professor universitário francês, Stephen Langton, em 1227, que viria a ser eleito bispo de Cantuária pouco tempo depois. A divisão em versículos foi introduzida em 1551, também por um francês, o impressor Robert Stephanus. Ambas as divisões tinham por objetivo facilitar a consulta e as citações bíblicas, e foi aceita por todos, incluindo os judeus;

A Bíblia foi escrita e reproduzida em diversos materiais, de acordo com a época e cultura das regiões, por exemplo, tábuas de barro, peles, papiro e até mesmo cacos de cerâmica.

Com exceção de alguns textos do livro de Ester e de Daniel, os textos originais do Antigo Testamento foram escritos em hebraico, uma língua da família das línguas semíticas, caracterizada pela predominância de consoantes.

A palavra "Hebraico" vem de "Hebrom", região de Canaã que foi habitada pelo patriarca Abraão em sua peregrinação, vindo da terra de Ur;

Os 39 livros que compõem o Antigo Testamento (sem a inclusão dos apócrifos) estavam compilados desde cerca de 400 a.C., sendo aceitos pelo cânon Judaico, e também pelos Protestantes, Católicos Ortodoxos, Igreja Católica Russa, e parte da Igreja Católica tradicional.

A primeira Bíblia em português foi impressa em 1748. A tradução foi feita a partir da Vulgata Latina e iniciou-se com Dom Diniz (1279-1325).

Mais uma coisa: João Ferreira de Almeida, nome do tradutor da maioria das Bíblias em Português (confira a sua), era um português, pastor presbiteriano.

Rev. Renato Arbués.
Fontes diversas.

Catecúmeno

Catecúmeno vem do latim e significa “aquele que recebia instrução preliminar em doutrina e moral para ser admitido entre os membros de uma igreja” (Houaiss). Abaixo a simulação de uma conversa entre um pastor (professor) e um catecúmeno:

Catecúmeno: Pastor, o senhor disse que uma das marcas do protestantismo era o sacerdócio universal dos crentes. Isso significa que o crente pode, sozinho, falar com Deus, ler as Escrituras e entendê-las, correto?
Pastor: Exatamente. Todas as coisas necessárias à salvação e concernentes à fé e à vida são ensinadas na Bíblia com suficiente clareza para que o crente comum as encontre e compreenda.
Catecúmeno: Então, qual o papel dos pastores hoje em dia?
Pastor: O mesmo dos profetas e sacerdotes do AT. A função dos profetas e sacerdotes não era a de acrescentar algo à lei ou mesmo esclarecê-la; antes, aplicavam-na às pessoas que eram pecaminosamente indiferentes.
Catecúmeno: O senhor pode ser mais claro?
Pastor: Vou ler dois textos bíblicos, em Deuteronômio. O 1º diz: “Esta Lei, escreveu-a Moisés para que ouçam, e aprendam, e temam o SENHOR, vosso Deus, e cuidem de cumprir todas as palavras desta lei” (Dt. 31.12). O 2º, “Aplicai o coração a todas as palavras que, hoje, testifico entre vós, para que ordeneis a vossos filhos que cuidem de cumprir todas as palavras desta lei. Porque esta palavra não é para vós outros coisas vãs; antes, é a vossa vida” (Dt. 32.46-47).
Catecúmeno: E quais os elementos que o senhor destaca nessas passagens?
Pastor:  1º) A palavra de que Moisés falou era escrita;
              2º) O povo podia e devia ouvi-la e aprendê-la;
              3º) Nessa palavra, o povo pode encontrar vida.
Catecúmeno: Logo, podemos concluir que o povo não precisa de qualquer instituição adicional para interpretar a Palavra.
Pastor: Isso mesmo. Os sacerdotes, profetas e pastores de hoje devem agir para ajudar o povo ministerialmente, ou seja, servindo à comunidade, aplicando a Palavra à vida do povo, exortando, auxiliando. Mas a Palavra de Deus, por si só, é suficiente para a salvação.
Catecúmeno: Quer dizer, a Bíblia precisa ser lida e estudada pelo povo e para o povo.
Pastor: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.

Rev. Renato Arbués.


quarta-feira, 8 de julho de 2015

O Deus que Se revela

A palavra portuguesa “revelar” vem do latim revelare, que significa “tirar o véu” ou “descobrir”. Essa é precisamente a idéia expressa pelos vocábulos hebraico e grego que são traduzidos na Bíblia por “revelar”. A Bíblia nos mostra Deus desvendando – Deus revelando-nos coisas que antes estavam ocultas para nós; Deus trazendo à luz coisas que antes estavam fora do alcance de nossa visão; Deus nos levando e capacitando a ver aquilo que, até aquele momento, não podíamos ver.

Isso quer dizer que Deus compartilha confidencialmente conosco os seus segredos. Deus nos encontra ignorantes e nos confere conhecimento. É isso que significa revelação.

Essa explicação levanta três questionamentos:
Primeiro: Qual a necessidade da revelação?
Resposta: Certas realidades vitais estão escondidas de nós, ocultas aos nossos olhos, enquanto Deus não as desvenda.

Segundo: Qual o propósito da revelação?
Resposta: Proporcionar-nos o conhecimento dessas realidades; Deus deseja compartilhá-lhas conosco.

Terceiro: Qual deve ser a nossa atitude face à revelação?
Resposta: Devemos atentar respeitosamente e receber com gratidão tudo quanto Deus nos transmite.

Quando o Senhor fala, o homem precisa estar disposto a ouvir, a aprender e a responder.

Rev. Renato Arbués.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Lidando com o sofrimento

    Cedo ou tarde, quase todos os homens deparam com o sofrimento. Existe o sofrimento causado pela dor física, variando em grau mas sempre opressivo. A dor causa sofrimento, se vai além de certo ponto. Mas há muitas outras formas de sofrimento. O medo e a ansiedade podem produzir grande sofrimento. A humilhação, a injustiça, a perda de um ente querido pela morte, o remorso, a destruição do casamento, a frustração... Um sofrimento emocional pode ser tão grave como o causado pela dor física.

O sofrimento é algo muito complexo, abrangendo a mente, as emoções e o espírito do homem. A depressão profunda é uma terrível realidade para multidões de homens e mulheres.

As Escrituras têm muito o que dizer sobre o sofrimento. Em primeiro lugar, elas são muito definidas em dizer que o sofrimento entrou na raça humana depois que entrou o pecado. Tristeza e sofrimento provêm do pecado. Todas as misérias de uma humanidade sofredora são devassadas e iluminadas pelas Escrituras.

Apesar disso tudo, não há desamparo na análise bíblica da situação humana. Ao contrário, o último assunto profetizado pelas Escrituras é uma nova criação, como novos céus e nova terra, da qual o sofrimento e a dor serão banidos para sempre.

Mesmo quando o sofrimento se nos depara na terra, há também as maravilhosas promessas de Deus, que produzem esperança e geram vida. A Bíblia é realista, porém jamais pessimista.

No vale da sombra da morte, em meio aos turbilhões e à chama, quando a doença golpeia o nosso corpo mortal e este se debilita rumo ao túmulo, através dos estragos de terremotos, enchentes e desastres, a Sua promessa permanece: “Quando passares pelas águas estarei contigo, e quando pelos rios, eles não te submergirão” (Is. 43.2).

É isto que Deus se compromete a fazer. Ele nunca deixará, nem abandonará os Seus. Nessas verdades, descansa o protestante.

Rev. Renato Arbués.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

O demo precisa de Deus

Vez ou outra, cientistas sociais se debruçam sobre os regimes de governo. Monarquia, Aristocracia, Democracia? Qual seria o melhor? Com melancólica resignação, a frase mais ouvida ao fim da discussão é: “A democracia não é perfeita, mas é o melhor sistema que temos”.

A palavra democracia é oriunda da língua grega, sendo a junção dos termos demos (povo, grupo) e Kratos (poder). Democracia, portanto, é o poder do povo. A formulação clássica da ciência política ensina que, na democracia, o poder é oriundo do povo, exercido pelo povo e para o povo. Isso significa que nos países democratas – como o Brasil – todos os agentes do governo estão a serviço da população. São empregados do povo. Assim, garantir segurança, moradia, emprego, comida, lazer, saúde, educação, liberdade de culto, proteção à família e todas as demais coisas de que o povo precisa, não é favor que um governante faz, mas, sim, sua obrigação. Aliás, quando um funcionário do povo não age na defesa dos interesses do povo, deve ser substituído imediatamente.

Até aqui, tudo bem. O problema começa quando um governante bem intencionado procura ouvir as demandas do povo. Provavelmente, ele ficará maluco ao saber que o povo, na verdade, não é homogêneo. O povo são muitos. E suas necessidades e desejos também. Como exemplo simples, o povo de São Paulo quer água, mas reclama por segurança, transporte público, saúde... O povo do Nordeste sofreu tanto por falta d’água que aprendeu a viver quase sem ela. E agora quer emprego, conforto, educação superior. Já o povo de Senhor do Bonfim, bem, os bonfinenses reivindicam desde um redutor de velocidade até um hospital de verdade. Enfim, a que povo um governante deve atender? Que demanda tem prioridade? O que a democracia pode fazer por pessoas tão diferentes?

Chega-se por essa via à conclusão definitiva: Não há sistema capaz de satisfazer os homens. Nem governantes. Apenas Deus é capaz de nos dar “infinitamente mais” do que precisamos. Ele nos criou e conhece nossas diferenças. O Senhor sabe quais as nossas reais necessidades, além de saber o único modo de atendê-las. Obviamente, não está se propondo uma teocracia (Teo = Deus + Kratos = poder), na verdade, o que se faz necessário é a conversão de cada indivíduo. Conversão significa mudar o rumo. O homem precisa mudar o rumo de suas decisões, de suas prioridades, de suas relações. Sem isso, essa insatisfação continuará até nos destruir.

Não precisamos de água ou de hospitais mais do que da salvação e de uma nova vida. A água não lava pecados nem os hospitais podem remover as cicatrizes deixadas em nossa vida pelo pecado. Não há poder neste mundo que dê jeito nos estragos que a natureza corrupta produz nas relações familiares, nos grupos sociais, no ambiente de trabalho, no próprio homem.

O homem fará bem a si mesmo se aprender a confiar nas palavras do apóstolo Paulo: “Porque não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo o que crê, primeiro do judeu e também do grego” *(Rm. 1.16).

Democracia só dá certo se vier acompanhada por uma boa dose do evangelho!

Rev. Renato Arbués.

domingo, 5 de julho de 2015

Coração unificado

Talvez você ainda não tenha ouvido falar sobre a necessidade de um coração unificado. Embora seja uma expressão estranha aos nossos ouvidos, a ideia que ela encerra é comum nas Escrituras Sagradas. Ter um coração unificado significa não ter a atenção dividida entre dois objetos.

Aliás, querer duas coisas diferentes parece ser próprio da natureza humana. E isso não é bom. A palavra “dilema”, de acordo com o dicioniário Houaiss significa “a necessidade de escolher entre duas saídas contraditórias e igualmente insatisfatórias”. Perfeita definição. Quando ficamos em dúvida entre dois caminhos, o que na verdade estamos assumindo é que nenhum dos dois nos satisfaz. Uma pessoa que ora está firme na igreja, ora com os dois pés no mundo, implicitamente revela que não está totalmente feliz com as opções que o mundo oferece. E por isso não se afasta do convívio eclesiástico. Por outro lado, essa mesma pessoa também está demonstrando que não está satisfeita com o caminho que a igreja lhe oferece e, por essa razão, não consegue abandonar definitivamente o mundo. Dilema!

Eis porque se faz necessário ter um “coração unificado”: Na maior parte do tempo, o homem não sabe decidir. Isso pode ser visto nas pequenas coisas do dia a dia, como não saber se usa uma roupa branca ou preta, se troca de celular ou não, se come carne ou peixe. Entretanto, nas grandes decisões a dubiedade se manifesta também. Como escreveu Calvino, “o coração do homem está cheio de tumulto, arrebatado e, por assim dizer, disperso em mil fragmentos” (Comentário ao Livro dos Salmos).

E como ter um coração unificado? O coração, à luz da psicologia bíblica, é a sede das emoções, dos desejos, dos sentimentos. Então, o primeiro passo será enchê-lo de pensamentos santos, emoções e sentimentos cristãos. Afinal, “do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, fornicação, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias” (Mt. 15.19). Portanto, se você quiser parar de oscilar entre dois caminhos, dois estilos de vida, dois deuses, coloque no seu coração apenas um tipo de pensamento. Alimente-o com as coisas “lá do alto”. Sendo redudante: Leia a Bíblia, ore, frequente a igreja, seja batizado (se ainda for) e participe sempre da Santa Ceia do Senhor.

Em segundo lugar, para ter um coração unificado, tome a decisão de querer o bem e rejeitar o mal. “Aparta-te do mal e faze o bem”, disse o salmista (Sl. 34.14). O profeta Amós, que era boiadeiro de profissão, foi mais incisivo sobre esse ponto. Ele disse aos israelitas: “Odiai o mal, e amai o bem” (Am. 5.15). A menos que você tome a decisão de odiar o mal, seu coração jamais será unificado. Como uma pessoa que sai de uma reunião de oração e, logo que chega a sua casa, liga a tv e enche a cabeça (e o coração) de pornografia, de violência, de desonestidade, pretende agradar a Deus? Como uma pessoa dessa acha que vai alcançar um coração digno do reino dos céus?

Enfim, escolha ser uma pessoa que agrada a Deus, que viva de acordo com os santos padrões bíblicos. Ore com o salmista: “Ensina-me, SENHOR, o teu caminho, e andarei na tua verdade; dispõe-me o coração para só temer o teu nome” (Sl. 86.11).

Tenha um coração unificado para as coisas de Deus!

Rev. Renato Arbués.