Rev. Paulo Brocco

Pregação no culto de encerramento do Presbitério Piratininga.

Batismo da irmã Raimunda Goveia"

"E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará"!

Fachada da IPC de Bonfim

Rua A Quadra A, nº 48, Casas Populares - Senhor do Bonfim - BA

Igreja em festa: Confraternização

IPC de Senhor do Bonfim em festa.

domingo, 20 de abril de 2014

FELIZ PÁSCOA!

O apóstolo Pedro era um homem simples, do povo. Pescador, vivia entre outros homens para os quais a vida era relativamente simples de ser entendida. Quão difícil deve ter sido para ele entender o plano divino para a salvação do pecador mediante a morte e ressurreição de Cristo!

Mas, Pedro entendeu. Entendeu tão bem que o explicou para os seus contemporâneos no discurso registrado em Atos 2.14-40. Jesus era filho de Deus? Sim, Seus milagres e maravilhas atestavam isso (At. 2.22). Jesus tinha de morrer? Sim, pois foi entregue pela presciência e pelo determinado desígnio de Deus (At. 2.23a). Os pecadores tinham responsabildade na morte de Cristo? Claro, afinal, foram eles que o entregaram para a crucificação (At. 2.23b). A morte venceu a Jesus Cristo? Não, pois não era possível que Ele fosse retido por ela (At. 2.24).

Tudo muito simples. Então, por que será que tantos homens eruditos não entendem? Na verdade, entender, entendem. E bem. Não querem é aceitar. Porque, se aceitarem, eles terão de mudar de vida, subjugando seu querer e todo o seu ser “Ao único que possui imortalidade, que habita em luz inacessível, a quem homem algum jamais viu, nem é capaz de ver” (1 Tm. 6.16).

Aliás, o próprio Senhor Jesus afirmou que essas verdades foram escondidas dos sábios e entendidos, e reveladas aos homens simples (Mt. 11.25). O que importa, porém, é refletir sobre o que Pedro ensinou acerca da ressurreição. Ela foi o fim de um ciclo, de um programa estabelecido pelo eterno propósito de Deus. A coroa da obra sacrificial de Cristo foi-lhe colocada pelo Pai no dia da ressurreição.

E com a ressurreição, o último inimigo foi derrotado, a saber, a morte. Nas palavras de Pedro, “rompendo os grilhões da morte” (At. 2.24). Como a morte é assustadora! Como são terríveis suas marcas. Basta ligar a tv por alguns instantes e veremos a dor da perda estampada no olhar perdido de uma mãe, na desolação de um amigo, na perturbação de uma criança. Mas, como é tremenda a ressurreição! Nela, encontramos a vitória sobre a morte. Nela, veremos nossos amigos e irmãos. Por ela, estaremos seguros ao lado de Cristo e ouviremos dEle: “Vinde, bendidos do meu Pai!”

É fantástico saber essas coisas e viver por elas. Dá vontade de gritar com Paulo que todas as demais coisas são refugo, quando comparadas à excelência do conhecimento de Cristo. O nosso cordeiro Pascal deu-nos o maior de todos os presentes. Colocou um cântico novo em nossa boca e encheu a nossa vida com a doce presença do Espírito Santo.

Assim, a exemplo de Pedro, resta-nos compartilhar essas verdades de maneira bem simples, desejando-lhe com toda a sinceridade uma Feliz Páscoa!

Rev. Renato Arbués.

domingo, 13 de abril de 2014

DESÇAM DAS ÁRVORES

Eu amo os hinos cristãos. Sou tradicional nesse ponto. Aliás, tradicionalíssimo. Prefiro cantar “Mais perto quero estar” a “como Zaqueu quero subir...”. Não há nada de sagrado nos hinos clássicos. São letras e músicas compostas por cristãos sinceros e dedicados, mas que, de maneira nenhuma, estavam livres de cometerem erro. O mesmo se pode afirmar dos “cânticos espirituais” hodiernos. No entanto, eu prefiro os hinos. São mais inteligentes, tocam mais profundamente a alma e conseguem nos fazer pensar mais detidamente nas “Maravilhas Divinas” (Hino n.º 33).

Como exemplo, vejamos a maneira como alguns hinos falam do amor sacrificial de Jesus. Cristo deu a Sua vida por mim, é a mensagem do evangelho. Às vezes, meditando no que levou o Deus eterno a me amar de tal maneira a dar o Seu único Filho em meu lugar, eu me pego cantarolando: “Meu Deus que amor! Meu Deus que antigo amor!” (Hino n.º 88).

Sobre esse antigo amor de Deus por mim, aprendi com minha mãe. Ainda criança, eu a ouvia ler “A história de Jesus”, “O anjo Gabriel”, “A fuga para o Egito”. Hoje, sou eu quem conta essas histórias para minha filha. Mas, sempre que ouço a congregação cantando “conta-me a velha história, que fala ao coração, de Cristo e Sua glória, de Cristo e seu perdão!” (Hino n.º 227), me bate uma saudade dos tempos de infância. Tive o privilégio de ouvir excelentes pregadores, entretanto, a “velha história” foi minha mãe que me contou.

Obviamente, mesmo sabendo do amor de Deus por mim, de vez em quando sinto abatimento em meio às crises. Nessas horas, como um desabafo e reconhecimento de minha pequenez, declaro: “De ti, Senhor, careço! Do teu amparo, sempre! Oh! Dá-me tua bênção! Aspiro a ti” (Hino n.º 120). Penso que o autor dessas letras experimentava a mesma sensação que eu. Ele deu voz poética à minha necessidade de proteção.

Proteção essa que se renova a cada vez que entoo: “Oh! Não temas! Oh! Não temas! Pois eu contigo sempre serei. Oh! Não temas! Oh! Não temas! Porque eu nunca te deixarei! (Hino n.º 146). Não poderia deixar de mencionar a paz sentida ao ouvir um irmão me lembrando que “Deus cuidará de ti! Na tua dor, com todo amor, jamais te deixará! Deus cuidará de ti!” (Hino n.º 165).

Cantar hinos também me faz lembrar do tempo em que eu, com dezessete anos, matriculei-me pela primeira vez como aluno numa Escola Bíblica Dominical, lá em Barra do Garças, no estado do Mato Grosso. O presb. Sandoval, que servia como nosso pastor, “sacramentalizou” que, o encerramento da EBD devia ser obrigatoriamente com o Hino 400: “Grande Deus! Em paz, agora, despedimo-nos, Senhor. Certos de fruir as bênçãos que provêm do teu amor. Dá-nos forças, dá-nos forças, neste mundo de amargor”. Se por alguma “negligência”, alguém terminasse a EBD sem cantar esses versos, à noite, durante o sermão, ouvíamos protestos do Sr. Sandoval: “Cuidado com a modernidade entrando na igreja!”. “Os jovens de hoje só querem fazer as coisas do seu jeito” etc, etc, etc. Imagine o que aconteceria se o Sr. Sandoval soubesse que hoje a igreja não quer mais saber dos hinos!

Enfim, eu amo os hinos. Não consigo descrever para você, caro leitor, a sensação que senti quando, num culto doméstico, minha filha mais nova, Luísa, pediu para cantarmos o Hino 110-A (com ênfase no A), pois, ela disse, “eu amo esse hino, papai”.

Se você escrevesse essa pastoral, certamente, os hinos citados seriam outros. Se eu escrever outra pastoral com a mesma temática, os hinos que citarei também serão outros. Uma constatação, porém, continuaria rigorosamente igual: Como é bom cantar os hinos! A essa altura, seria bom pedir para os irmãos que subiram em árvores, “como Zaqueu”, que desçam delas, abram seus hinários e cantem com os anjos: “Oh! Que belos hinos cantam lá no céu...” (Hino n.º 335).

Rev. Renato Arbués.

terça-feira, 25 de março de 2014

ESTREITEZA

Um dos homens mais fascinantes da história, pra mim, foi Moisés. Chamado por Deus para representá-lo diante de Faraó, alegou não ser capaz de tal missão, pois, segundo ele, “era pesado de língua”. Para muitos, isso significa que era gago. Depois, recebeu a incumbência de liderar o povo. Quase ficou louco com tantos problemas e reclamações. Foi preciso que seu sogro, Jetro, lhe orientasse a dividir a responsabilidade com outros homens capazes de ajudá-lo. Foi elogiado por ser o “homem mais manso do mundo”. Teve de fugir do Egito por matar um soldado que estava discutindo com um hebreu. Era o principal líder religioso do seu povo. Quase foi morto por Deus por não ter circuncidado seus filhos. Enfim, Moisés era a contradição em pessoa.

Por que Moisés era assim? É difícil fazer uma análise psicológica precisa de um personagem que viveu há tanto tempo. Para esta pastoral, arriscarei uma hipótese, dentre tantas outras já conhecidas: a estreiteza mental.

Acredito que, por alguns momentos, Moisés foi vencido por uma reduzida visão de mundo. Ele não se concentrou na grandeza da tarefa confiada a ele por Deus, preocupando-se apenas com o seu esforço, sua responsabilidade, seu fardo, sua missão. Resultado: sempre que agiu assim, se deu mal e fracassou.

No caso de Moisés, Deus providenciou meios para que ele se livrasse da pequenez de sua visão. O Senhor o fez passar 40 anos no Egito, estudando outra cultura, outros saberes, interagindo com outras pessoas. Deu-lhe um sogro estrangeiro, porém, sábio, que lhe ensinou lições preciosas sobre gerenciamento de pessoas e de recursos. Por fim, presentou Moisés com um irmão eloquente, que lhe serviu de porta-voz nas entrevistas com o Faraó. Isso resgatou Moisés da mediocridade em que estava preso, devido a sua estreiteza cultural e, de quebra, ampliou consideravelmente sua capacidade de liderança, tornando-o o homem que todos admiramos.

Acredito que algo parecido esteja acontecendo com um número considerável de pessoas. Pessoas que vivem presas a seu pequeno universo, preocupadas com seus problemas e sofrendo apenas por suas angústias, estão lotando igrejas, consultórios de psicanálise, sessões de terapia, além de enriquecerem fabricantes e vendedores de medicamentos para ansiedade e depressão.

Como ajudar pessoas assim? Em primeiro lugar, é preciso leva-las a Cristo. Ele disse: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” (Mt. 11.28). A menos que elas deixem com Cristo a ansiedade, a tristeza, as pressões do dia a dia, jamais encontrarão descanso.

Em segundo lugar, creio que seria de grande ajuda o mesmo treinamento que Deus infligiu a Moisés: sair de si, por meio do estudo, da leitura, da interação com outras pessoas, de ouvir conselhos, de aprender algo novo ou um modo novo de fazer uma coisa velha. Enfim, é fundamental que ajudemos alguém que padece de estreiteza mental a alargar suas fronteiras culturais e inter-relacionais.

Pessoas presas em seu próprio universo, jamais conseguirão ser sal e luz deste mundo. Nunca serão capazes de “ir por todo o mundo, pregando o evangelho a toda a criatura”. Elas passam a maior parte do tempo fechadas em si.

Moisés sofre bastante para aprender. Mas aprendeu. E você?

Rev. Renato Arbués.

domingo, 23 de março de 2014

JUSTIFICATIVAS

Saul foi o primeiro rei de Israel. Foi escolhido por ser alto, forte e corajoso. Sua figura destacava-se de longe da dos demais hebreus. De acordo com o livro de Samuel, “estando ele (Saul) no meio do povo, era o mais alto e sobressaía de todo o povo do ombro para cima” (1 Sm. 10.23). Rapaz novo, representava a esperança de que Israel pudesse deixar a condição tribal e tornar-se um império, suplantando as nações rivais.

Acontece que, como diz o ditado, “quem vê cara, não vê coração”. O espírito de Saul não estava à altura de seu físico. Saul era mais forte do que nobre. Parece que o cultivo do físico não permitiu-lhe tempo para desenvolver o caráter. Se os hebreus podiam confiar na força do seu rei, infelizmente, não podiam esperar muito de sua personalidade.

A Bíblia descreve Saul como um homem desobediente a Deus. Mas, ressalve-se que, a desobediência tanto pode ser causa como efeito do pecado. Há momentos em que, por desobedecerem a uma ordem clara, os homens pecam. Nessa categoria encontra-se a maior parte dos fracassos humanos.

Contudo, há os pecados aos quais o homem é conduzido devido à sua personalidade. Por exemplo, um homem iracundo facilmente é levado a desobedecer o mandamento de amar e perdoar. De igual maneira, uma pessoa tímida deve lutar contra a tentação de não obedecer ao mandamento de “ir pelo mundo e evangelizar”. Perceba, caro leito, que, nesses casos, a desobediência é efeito de uma falha no caráter.

Na minha opinião, na maior parte das vezes, Saul foi derrotado por defeitos em sua personalidade. Tão logo se viu rei, revelou sua condição. Primeiro, impaciente com a demora de Samuel, resolveu, ele mesmo, oferecer sacrifício, privilégio exclusivo dos sacerdotes. Confrontado por Samuel, Saul justificou assim a sua desobediência: “Vendo que o povo se ia espalhando daqui, e que tu não vinhas nos dias aprazados, e que os filisteus já se tinham ajuntado em Micmás, eu disse comigo: Agora, descerão os filisteus contra mim a Gilgal, e ainda não obtive a benevolência do SENHOR; e, forçado pelas circunstâncias, ofereci holocaustos” (1 Sm. 13.11-12, grifos meus).

Repare, leitor, que Saul não admitiu ter errado! Ele tomou para si algo que apenas sacerdotes podiam fazer. Saul era fazendeiro, não pertencia a uma família sacerdotal. Ponto. Ele não deveria, sob nenhuma circunstância, realizar aquela cerimônia. Ele desobedeceu. De acordo com o manual de Deus, ele deveria ter-se arrependido, confessado o pecado e alcançaria a misericórdia. Mas, o que ele fez? Justificou.

“Eu disse comigo”, quer dizer, ninguém me entende, só eu! Se eu ganhasse um real por cada vez que já ouvi algo parecido como justificativa de pecado, provavelmente, teria um carro melhor. Saul não precisou conversar com ninguém, não procurou nenhum conselho. Pra quê, se suas convicções já estavam estabelecidas?

Num segundo momento, Samuel incumbe Saul de uma tarefa determinada por Deus: O rei deveria punir os amalequitas (se você quiser conhecer a história, leia 1 Sm. 15). A missão estabelecia que tudo devia ser destruído, homens, gado, casas, tudo. Saul cumpre a tarefa ao pé da letra. No entanto, resolve poupar Agague (o rei dos amalequitas) “e o melhor das ovelhas e dos bois, e dos animais gordos, e os cordeiros, e o melhor que havia e não os quiseram destruir totalmente” (1 Sm. 15.8-9).

Novamente, cabe a Samuel repreender o rei. A cara de pau de Saul é tão grande que, ao ouvir que havia desobedecido a Deus, ele justificou assim: “Pelo contrário, dei ouvidos à voz do SENHOR e segui o caminho pelo qual o SENHOR me enviou; e trouxe a Agague, rei de Amaleque, e os amalequistas os destruí totalmente; mas o povo tomou do despojo ovelhas e bois, o melhor do designado à destruição para oferecer ao SENHOR, teu Deus, em Gilgal” (1 Sm. 15.20-21).

É nesse ponto que eu fico indignado. Saul insiste que obedeceu a Deus desobedecendo! Você entende? Deus mandou matar Agague, Saul achou melhor deixá-lo vivo. Deus mandou destruir o gado. Saul preferiu poupá-lo. E descaradamente diz ter feito exatamente o que Deus mandou!

Pobre Israel! Escolheu pela aparência, pela fala bonita, pelo sorriso no rosto, pelo porte físico, pelo tapinha no ombro, pelas palavras bonitas... Se deu mal. Caráter tem a ver com a presença do Espírito Santo, com vida devocional, com honra, com compromisso. Saul não conseguia nada disso.

Só para contrastar, o segundo rei de Israel pensava ligeiramente diferente. Para ele, um homem de Deus é aquele que “vive com integridade, e pratica a justiça, e, de coração, fala a verdade [...] o que jura com dano próprio e não se retrata” (Sl. 15).

Se você pretende se casar, contratar um funcionário, firmar uma sociedade, eleger um oficial (pastor, presbítero e/ou diácono), namorar, por favor, examine o caráter e não a aparência. John Piper disse que essa é a pior geração de cristãos de todos os tempos. Penso que a resposta está no fato de terem escolhido Saul como exemplo!

Rev. Renato Arbués.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

CONSIDERAÇÃO 3

3. Considere a gravidade do pecado:
A terceira pergunta de Deus foi tão constrangedora quanto às demais. Porém, ela acrescenta um grau de desconforto terrível, pois Deus ignora, momentaneamente, o peso da ação da Serpente e de Satanás, e responsabiliza Adão pelo erro.
É fato que os homens gostam de compartilhar a culpa ou atribuí-la a outros. O adúltero sempre culpa as circunstâncias pela queda; O ladrão justifica seus delitos a partir da situação social; O pecador em geral costuma dizer: “fiz porque todo mundo faz”. É impressionante a capacidade que os homens têm para tentar amenizar a responsabilidade por seus atos. E isso, ressalte-se, bem antes de Freud!
Contudo, Deus é objetivo e direto. Confronta a mulher, tête-à-tête, como diriam os franceses: “Que é isso que fizeste?” (Gn. 3.13).
Esta é uma pergunta que requer uma confissão. Eles haviam quebrado o pacto. Tinham colocado a sua própria vontade acima da vontade de Deus. O momento era de humilhação, de reconhecimento, de penitência.
O pecado traz, ao longo de nossa existência, várias consequências ruins: alienação, dor, medo, vergonha, conflitos. O pecado é um inimigo tão terrível, que o rei Salomão disse que “apenas os loucos zombam do pecado” (Pv. 14.9). Mas a pior consequência, de longe, é a confrontação com Deus! É inevitável.
Nesse sentido, um dos textos que mais me impressionam, é o que narra a advertência de Deus, feita por meio de Amós aos israelitas: “Prepara-te para te encontrares com o teu Deus” (Am. 4.12). O autor de Hebreus diz-nos que “terrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hb. 10.31).
Por tudo isso, eu considero uma bênção quando a Palavra de Deus nos confronta hoje. Porque podemos considerar a gravidade de nosso pecado e confessá-lo e abandoná-lo, enquanto ainda é tempo de perdão!
O pecado faz separação entre nós e Deus. Separou Adão e Eva de tudo o que o SENHOR havia preparado para eles. É bom que consideremos quão terrível é escolher o pecado!

Assim, pergunto:

I.  Você se encontra separado de Deus? Adão e Eva procuraram se esconder atrás de árvores. Será que você também não está procurando “árvores” para se esconder de Deus? No mundo moderno, o trabalho, o lazer, o cansaço, o stress – tudo isso cumpre o papel de “árvore” para que o homem se esconda de Deus. Será esse o seu caso?
II. Você tem considerado as consequências de suas escolhas? Você recebeu de Deus muita dignidade. Você recebeu o Seu Espírito Santo, recebeu um novo coração, recebeu um novo nome, recebeu uma nova família, recebeu, afinal, a vida eterna. No entanto, algumas escolhas podem tirar de você a alegria e a segurança de desfrutar de todas essas bênçãos. Considere os amigos que você escolhe, as palavras que você usa, os caminhos que você trilha, considere suas escolhas. Quem te fez saber certas coisas? Quem te fez escolher certas coisas?
III. Você tem considerado a gravidade do pecado? Dizem que o mal do século é a depressão. Ela não é nada comparada com o mal do homem: o pecado. A depressão pode levar você para um consultório ou para uma cama e, em casos extremos, para uma cova. O pecado, porém, pode levar você para longe de Deus, durante toda a eternidade. Não se engane. O pecado não é seu amigo. Ele não quer o seu bem. Ele pode saciar um desejo momentâneo seu, mas o preço é alto demais. Considere o perigo do pecado e fuja dele.
Quem conhece a história dos 4 primeiros capítulos de Gênesis deve se impressionar com o enredo. Da mais alta posição, de imagem e semelhança de Deus, o homem foi derrubado para um nível baixo demais. Mas não foi deixado lá. Quase o mesmo que aconteceu com Cristóvão Colombo, de “ídolo” a “esquecido” numa vida.
Mas, no caso de Adão, Deus veio até ele a fim de levá-lo a considerar seus caminhos, sua vida e experimentar a restauração divina. Considere, pois, as questões levantadas por Deus. Elas podem salvar a sua alma da destruição!

Rev. Renato Arbués.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

CONSIDERAÇÃO 2

2. Considere o que suas escolhas fizeram de você:
A ocasião para esse questionamento foi a segunda pergunta de Deus: Gn. 3.11. A humanidade foi a última criação de Deus. Quando todo o mundo estava pronto, Deus decidiu criar a Sua obra-prima, o homem. Deus lhe deu uma terra bem diferente da nossa. Era perfeita. Tudo lindo, tudo funcionando. E Adão recebeu autoridade sobre todas as coisas.
Deus lhe deu orientação para cultivar e guardar o jardim. Mandou-lhe que desse nome aos animais. Fez-lhe uma ajudadora idônea. Abençoou sua semente. Enfim, era “status” real. Adão era REI. Os teólogos preferem a expressão “vice-gerente”. Não importa que expressão adotemos, o fato único é que Adão era REI!
Mas Adão e Eva ignoraram tudo isso. Colocaram as palavras de Deus num canto e se encantaram com a sedução da Serpente. A pergunta de Deus foi feita exatamente para prová-los, para mostrar a eles a loucura da escolha que fizeram: trocar Deus pelo Diabo!
Notaram o pronome usado por Deus? “Quem” te fez saber?
Em seguida, a culpa de Adão é evidenciada: “Comeste” da árvore? E, a fim de salientar ainda mais a insensatez de Adão, o SENHOR ressalta: “que te ORDENEI que não comesses”?
Adão e Eva estavam envergonhados e com medo. Tinham perdido seu senso de bem-estar e segurança. Não podiam mais permanecer diante de Deus como vice-gerentes. Até seu relacionamento conjugal seria prejudicado numa sequência de acusações e fugas.
Os homens costumavam fazer escolhas malditas. Esaú trocou a bênção da primogenitura por um prato de lentilhas. O governador de Nova York, Eliot Spitzer, casado, pai de três filhos, teve de renunciar ao cargo após seu envolvimento com prostitutas virar notícia. Quantas vezes somos surpreendidos com casos de jovens que trocam a segurança da família pelo mundo das drogas ou da prostituição!
A intenção de Deus foi a de Adão e Eva considerassem o seu “status”, toda a dignidade real que deixaram pra trás devido a uma escolha infeliz. Uma escolha que satisfez um desejo momentâneo da carne e que, ao final, trouxe vergonha e dor.

Rev. Renato Arbués.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

ESCOLHAS E CONSEQUÊNCIAS

Veja o que é a vida! Meio-dia de uma quinta-feira, um jovem almoça com os amigos. Ele tem 22 anos. Pelo modo como fala, aparenta ser uma pessoa articulada, atenta à situação política do país. Insatisfeito com o aumento do preço das passagens de ônibus, ele resolve participar de uma manifestação no dia 6 de fevereiro. A manifestação foi marcada para uma praça importante da cidade do Rio de Janeiro.

No mesmo dia, algures, um outro rapaz da mesma idade decide também participar do protesto. Eles dizem que não se conheciam, que se encontraram lá. Muita gente desconfia. O fato é que, no protesto, os dois colocaram fogo num rojão e atiraram, segundo eles, a esmo. Como consequência, um pai de família, que estava trabalhando, morreu.

Veja o que é a vida! Uma escolha equivocada de uma pessoa pode mudar a vida de várias outras. Esaú, vencido pela fome, escolheu um prato de lentilhas em lugar da bênção da primogenitura. Doegue escolheu a amizade de Saul e matou, num único dia, 85 sacerdotes. Judas andou com Jesus, como um dos discípulos queridos. Escolheu 30 moedas de prata e condenou-se ao inferno.

Mas, a bem da verdade, às vezes as escolhas podem promover um final diferente. Rute escolheu o Deus de Noemi e entrou na genealogia de Jesus. Salomão escolheu a sabedoria e ganhou dinheiro, poder e fama. O carcereiro escolheu Cristo e ganhou a salvação de toda a sua família.

Não se está defendendo aqui o Existencialismo Filosófico, que preconiza que não há nada determinado ou estabelecido por um Deus, sendo o homem o responsável por sua vida e seu destino, o que faz ao escolher essa ou aquela estrada.

De fato, cremos no que as Escrituras afirmam: “Eu sei, ó SENHOR, que não cabe ao homem determinar o seu caminho, nem ao que caminha o dirigir os seus passos” (Jr. 10.23). No entanto, as mesmas Escrituras responsabilizam o homem por suas decisões.

Conclui-se que as pessoas devem tomar muito cuidado com suas escolhas. Elas trazem consequências.

Imagine o arrependimento que os dois jovens que soltaram um rojão durante o protesto no Rio de Janeiro devem estar sentindo. Infelizmente, agora é tarde demais. Um homem morreu. E, de universitário e trabalhador, ambos passaram à categoria de criminosos.

E você? Sim, você tem feito diversas escolhas, também. Escolheu, inclusive, ler essa pastoral. Não seria absurdo supor que esteja enfrentando uma crise em família ou no trabalho por causa de uma escolha errada. Será que você não está envergonhado, decepcionado, triste, amargurado, derrotado ou humilhado por alguma escolha maldita? Ou, claro, suas escolhas podem ter feito você feliz, satisfeito, orgulhoso!

Eu oro pela família do cinegrafista morto. Mas oro também pelos dois rapazes. O erro deles trouxe miséria, dor e vergonha para suas famílias. Não dá pra voltar atrás.

No entanto, dá pra pensar bem antes de fazer escolhas!

Rev. Renato Arbués.