Rev. Paulo Brocco

Pregação no culto de encerramento do Presbitério Piratininga.

Batismo da irmã Raimunda Goveia"

"E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará"!

Fachada da IPC de Bonfim

Rua A Quadra A, nº 48, Casas Populares - Senhor do Bonfim - BA

Igreja em festa: Confraternização

IPC de Senhor do Bonfim em festa.

sábado, 15 de fevereiro de 2014

CONSIDERAÇÃO 1

Considere a sua separação de Deus:
Assim que pecaram, Adão e Eva se esconderam. Fugiram para trás das árvores. A vergonha e o medo empurraram a humanidade, criada com dignidade real, para trás, para o meio da floresta. A que condições o pecado submete o povo de Deus!
Mas Deus os questionou (v. 9): “Onde estás?”. Essa pergunta está carregada de significação. Ela seria repetida várias vezes, não apenas por Deus, mas pelo próprio povo de Deus. Há dois momentos que são marcantes. O primeiro se deu com o filho pródigo (Lc. 15.11-32). Quando estava ajoelhado entre os porcos, comendo, ele pensou: “Os empregados do meu pai desfrutam de uma vida melhor que esta. Vou voltar”. O jovem havia trocado a segurança da casa paterna pela aventura. Ele julgou que a companhia de estranhos, de mulheres, que bebidas e festas fossem mais importantes que o convívio familiar. Escolheu separar-se.
O segundo, marcante, se deu com Pedro. Enquanto Jesus estava sendo interrogado, por 3 vezes ele negara qualquer aproximação com o Cristo. Quando ouviu o canto do galo, chorou amargamente, julgando-se separado da companhia do Mestre.
Nos dois casos, houve arrependimento. Com muita dor e vergonha, mas houve. Essa foi a intenção da pergunta de Deus a Adão e Eva: “Onde estás?”. Adão e Eva não estavam meramente escondidos em sentido físico. Eles tinham se separado da comunhão com Deus. Tinham se afastado da comunhão entre eles.
A primeira consideração de Deus era para que eles refletissem sobre o seu verdadeiro “lugar”. Certamente não foram criados para andar escondidos atrás de árvores.

Rev. Renato Arbués.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

CONSIDERE

Ao criar a humanidade à Sua própria imagem, Deus a presenteou com atributos por meio dos quais ela poderia refletir certos aspectos dEle mesmo. Isso é bem ressaltado pelos termos “imagem” e “semelhança”, os quais devem ser entendidos numa perspectiva bíblica adequada. Sabemos que uma imagem (estátua) de um herói morto é diferente do herói real: a imagem é feita de pedra, ao passo que o herói consiste de carne e sangue.

Quando Gn. 1.26 fala de “imagem” e “semelhança”, está se acentuando uma dimensão de identidade, personalidade. Como Deus é pessoa, assim a humanidade também o é e, sendo pessoa, reflete “qualidades” divinas, como sua “retidão e verdadeira santidade” (Ef. 4.24) e seu “conhecimento” (Cl. 3.10). A humanidade foi criada real. O Criador Soberano criou a humanidade como membro da família real divina (Gerard van Groningen).

Foi assim, para que uma relação fosse estabelecida. Uma relação entre Deus e a humanidade. Essa relação é um aspecto essencial do pacto. Aliás, a ideia fundamental do pacto é ligação. Deus ligou-se a Si mesmo ao homem como ligou a humanidade a Si mesmo. Infelizmente, a Queda trouxe separação. A confiança, indispensável para comunhão íntima, foi quebrada. Quando pecaram, Adão e Eva morreram para Deus; Sua vontade, para eles, tinha sido posta de lado.

As consequências da desobediência de nossos primeiros pais foram danosas: Estabeleceu-se um senso de vergonha e medo em relação a Deus. Eles não poderiam mais defrontá-lo, tinham medo de serem vistos por Ele. Esta incapacidade afetou as relações entre homem e mulher.

Em resumo: tendo rejeitado seu “status” real, eles o perderam; tendo recusado sua posição real, tornaram-se prisioneiros do pecado e de Satanás; desobedecendo a Deus, tornaram-se escravos de Satanás. A humanidade caída tornou-se realeza destronada e escravizada.

Mas Deus não os abandonou. Ele providenciou meios para que essa imagem fosse restaurada. Começou por confrontá-los. Três perguntas foram feitas. Vamos considera-las.

(continua)

Rev. Renato Arbués.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

ORAR PRA QUÊ?

Orar é falar com Deus. Nenhuma novidade, certo? Mas, falar o quê? Sim, porque ao conversar com alguém, é bom termos um assunto interessante, aprazível para os dois interlocutores. Nesse caso, que tipo de assunto pode interessar a Deus?

Paulo, como sempre, nos ajuda a responder à pergunta acima. Ele escreveu: “Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra” (Cl. 3.1-2). Pensar é uma atividade, até onde se sabe, exclusivamente humana. Raciocinar, comparar, abstrair, aplicar, discutir. Eis o que uma pessoa que pensa, faz. Para isso, faz-se necessário conhecer, e bem, a vontade de Deus.

O grande objeto da oração é conhecer a vontade de Deus, o nosso Pai. Não oramos para falar com Deus, oramos para ouvir a Deus. O cristão precisa ser sensível à voz do Senhor. É isso que lhe permitirá desenvolver um pensamento “lá do alto”.

Ore. Comece a semana não falando com Deus, mas ouvindo atentamente o que Ele tem para lhe dizer. É para isso que serve a oração. É por isso que temos de orar sem cessar.

Pense nisso.

Rev. Renato Arbués.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

FÉLIX: JÁ VAI TARDE!

Durante meses, o Brasil acompanhou a novela “Amor à vida”. Trama envolvente, atores do primeiro escalão da Rede Globo, produção caríssima. Entendidos do assunto afirmaram que houve muitos pontos falhos no roteiro, mas, quem se importa? Afinal, o “padrão Globo de qualidade” garante o sucesso prévio. Não assisti e, portanto, não poderia emitir juízo de valor sobre o folhetim. No entanto, de um personagem posso falar, porque ouvi sobre ele o tempo todo em que a novela esteve no ar: Félix.

É desnecessário ressaltar a distinção entre o ator e o personagem. Mateus Solano, intérprete do tal Félix, demonstra ser uma pessoa culta, discreta e de boa índole. Não poderia dizer mais do que isso. Agora, a criatura a quem ele deu vida, infelizmente, a meu ver, não mereceria o destaque que teve.

Não me consternaram as maldades que o dito cujo praticou ao longo da trama, tampouco sua “opção” sexual, censurada veementemente pelas Escrituras Sagradas. De um bom vilão, o mínimo que se espera são maldades. Em um Estado laico, nenhuma cosmovisão deveria ser posta como superior às outras. Nem inferior.

E é aqui que começa o meu desconforto com o Félix. Não acompanho novelas, no entanto, é impossível não saber alguma coisa a respeito delas. Ainda mais quando uma se destaca, como foi o caso de Amor à vida. Foi assim que soube das “frases maldosas” do filho do Dr. César.

Com a intenção de fazer rir, assumiu a postura batizada de “politicamente incorreta”, em especial, contra o cristianismo: criticou a burrice das pessoas, a feiura, a gordura, a vaidade. E todo mundo ria. Afinal, era ficção, brincadeira, passatempo. Então, resolveu descer um degrau e voltou suas tiradas contra a religião. Na verdade contra o cristianismo. Falou debochadamente da Santa Ceia e da Cruz. E todo mundo riu. Inclusive cristãos e cristãs, que saiam do culto, em que louvavam a Deus, e corriam para a tv, a fim de rirem com o Félix da mais importante obra do Deus Redentor em favor deles: A morte sangrenta de Cristo. Como se fosse pouco, o sacramento que lembra e honra o sacrifício de Cristo também foi alvo do “engraçado” Félix.

Não sei como alguém consegue ler a Bíblia de manhã e, à noite, sentar-se em sua sala para ser cúmplice de escárnio praticado contra ela. Não sei como um cristão consegue gostar de uma figura deliberadamente construída para afrontar a ideia de santidade bíblica. Talvez porque fosse engraçado. Talvez porque não se conseguia ver maldade nenhuma. Talvez porque fosse apenas uma novela.

A Rede Globo, me parece, segue um padrão facilmente percebido quando se trata de vilipendiar o evangelho. Nas novelas, os primeiros homossexuais eram engraçados, espalhafatosos, caricatos. Divertiam todo mundo. Até que a coisa mudou de ares e, hoje, vemos romances homossexuais, beijos gays, discursos em defesa da liberdade sexual etc. Agora, essa estratégia se volta contra os valores cristãos, por meio de “frases maldosas”, mas engraçadas. Você pode deduzir onde isso vai chegar.

Eu não ri com ou do Félix. Pra mim, ele não era engraçado, nem útil ou compatível com a minha ideia de diversão e entretenimento. Pra mim, já vai tarde. Aliás, nem devia ter vindo!

Rev. Renato Arbués.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

UM GUIA SEGURO PARA O CÉU!

Relendo o clássico “Um Guia Seguro Para o Céu”, de Joseph Alleine, deparei-me com a fantástica descrição que o autor faz de um cristão, logo no início do livro. Para ele, um cristão é um convertido. Óbvio, não é? Mas, e o que é conversão? É ser batizado e professar a fé? É manifestar sinais miraculosos? É “sentir” a presença de Deus em momentos de êxtase espiritual?

Joseph Alleine começa dizendo o que NÃO é conversão. Segundo ele, conversão não é:

- Professar o cristianismo: O cristianismo é mais que um nome. Paulo disse que o cristianismo não se fundamenta na palavra (declaração de que se é cristão), mas no poder: 1 Co. 4.20. Quando contrapomos 2 Tm. 2.19 ó Tt. 1.16 teremos uma visão do que Paulo entendia como sendo uma “falsa” conversão.

- Conformidade exterior às normas da piedade: Pessoas podem ter uma aparência de piedade (2 Tm. 3.5), fazer longas orações (Lc. 18.12), ouvir de bom grado a Palavra (Mc. 6.20) e serem zelosas no serviço de Deus, e mesmo assim não serem convertidas. Não há serviço religioso exterior que um hipócrita não possa fazer!

A conversão, por sua vez, é uma obra que:

Modifica a Mente: Deus e Sua glória excedem o peso de todos os interesses carnais e mundanos. A atitude é a mesma dos ouvintes de Pedro (At. 2.37). O convertido olhará para Deus como o mais desejável e conveniente bem: Lm. 3.24; Sl. 73.25-26.

Modifica a inclinação da Vontade: Tanto quanto aos meios como quanto ao fim. O crente tem novos alvos e projetos: Sl. 119.173.

Modifica os Sentimentos: Suas alegrias foram mudadas, seus sentimentos são outros, seu amor tem um novo curso. Até suas tristezas são diferentes: 2 Co. 7.9-10. Ver ainda Gl. 2.20.

Converte-nos, Senhor!

Rev. Renato Arbués.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

"E foram batizados todos os que creram"

No último dia 12, a IPC de Senhor do Bonfim “ganhou” mais um membro. Trata-se da irmã Maria Raimunda Goveia de Oliveira, que recebeu o batismo e professou a fé, no culto solene. Apesar do mês de janeiro ser de férias, a igreja estava cheia, com amigos e familiares da referida irmã, que foram assistir a cerimônia e, consequentemente, ouviram a Palavra de Deus. Rogamos a Deus que confirme o chamado de nossa irmã com muitos frutos do Espírito Santo. “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo. 8.32).

Rev. Renato Arbués.

domingo, 19 de janeiro de 2014

AS ESCRITURAS SAGRADAS!

Quando usamos muito uma palavra ou expressão, corremos o risco de, ao nos acostumarmos, desprezar a sua beleza e banalizar o seu sentido. Receio que isso esteja acontecendo com essa expressão tão linda, designativa da revelação verbal de Deus: As Escrituras Sagradas.

Desde o início da carreira cristã, aprendemos que Deus Se revelou ao homem de várias maneiras (Hb. 1.1). Quem não se lembra das expressões “Revelação Geral” e “Revelação Especial”? Os teólogos dizem que há, no homem, um conhecimento inato de Deus. Infelizmente, há, também, no homem, o maldito pecado, que distorce, exagera, mutila e destrói esse bendito conhecimento. Felizmente, as Escrituras preservam a verdade sobre Deus e a torna acessível a nós, em qualquer lugar e a qualquer momento.

Hoje em dia, porém, as pessoas estão muito “ocupadas na sala de jantar”, se me permite uma alusão à música panis et circenses, dos Mutantes. A televisão, o dvd, o joguinho eletrônico, o rádio, tudo isso tem recebido mais atenção do que os livros. Em nossa época, as pessoas menosprezam o valor das palavras em prol de imagens e sentimentos (Cheung). E as Escrituras Sagradas acabam esquecidas em cima da mesa, na estante ou no banco da igreja.

Entretanto, a Bíblia é a revelação de Deus ao homem. É Deus falando conosco. Não há nenhum outro modo de se conhecer a Deus superior ao estudo das Escrituras Sagradas.  Cada palavra da Bíblia foi “soprada” pelo Senhor e, por isso, cada palvra é importante para o fiel. Ler a Bíblia, portanto, é uma das maiores demonstrações de amor e de gratidão a Deus.

Portanto, leitor, se você quiser tem alguma informação precisa sobre Deus, a sua única fonte confiável é a Bíblia. Aliás, a sua única fonte autorizada é a Bíblia. Digo isso para rechachar qualquer suposta revelação direta alegada pelos gnósticos modernos que têm a pretensão de substituir a leitura cuidadosa e sistemática do Livro Sagrado. Conheci uma senhora que todo dia, de acordo com ela, recebia uma “revelação” do Espírito Santo. Ora, era para fulano parar de ver televisão, ora, alguma vitória estava para acontecer na vida de alguém. Todo dia. Era uma espécie de linha direta com Deus. Uma vez, durante uma conversa, alguém pediu para que ela abrisse a Bíblia no livro do profeta Elias, capítulo 2, verso 13. Ali haveria uma promessa de vitória para ela. Apesar dos risos e do constrangimento no ambiente, essa “antena parabólica do Espírito Santo” não se tocou de que, na Bíblia, nem na versão católica, existe o livro do profeta Elias! Era ignorante acerca das Escrituras Sagradas.

Não se pode ignorar a Bíblia, pois, ao fazer isso, assume-se a arrogante postura de ignorar a própria orientação de Deus. Abre-se, assim, espaço para a superstição cristã, que nada mais é do que o paganismo revisitado e trazido para dentro de nossa religião. Um absurdo.

Finalizo essa pastoral, citanto um texto da Teologia Sistemática, de Vincent Cheung, sobre a Escritura: “A Escritura é necessária para definir todo conceito e atividade cristã. Ela governa cada aspecto da vida espiritual, incluindo pregação, oração, adoração e instrução. A Escritura é também necessária para que a salvação seja possível, visto que a informação necessária para tal está revelada na Bíblia, e deve aquela ser levada ao indivíduo, para por ela receber a salvação. Paulo escreve, “as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus” (2 Timóteo 3:15)”.

Leia a Bíblia.

Rev. Renato Arbués.