Rev. Paulo Brocco

Pregação no culto de encerramento do Presbitério Piratininga.

Batismo da irmã Raimunda Goveia"

"E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará"!

Fachada da IPC de Bonfim

Rua A Quadra A, nº 48, Casas Populares - Senhor do Bonfim - BA

Igreja em festa: Confraternização

IPC de Senhor do Bonfim em festa.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Buscando o Vivo entre os mortos!



O cristianismo de nossos dias tem vivido uma situação paradoxal. Por um lado, há uma radiante celebração pelo número de convertidos, por outro, uma insistente e cansativa reclamação vinda dos púlpitos pela inexpressividade do testemunho cristão neste mundo tenebroso. Como explicar tal situação?

Houve um tempo, muito distante, em que as Escrituras eram a primeira referência quando o assunto era a vida cristã. Questões como “é certo namorar com descrentes?”, “um cristão pode beber vinho?”, “o homossexualismo é certo ou errado?”, entre outras, eram logo tratadas da seguinte maneira: “Vejamos o que a Bíblia diz”.

É certo que muito do que é (e foi) dito “de acordo com a Bíblia”, na verdade, não passava de preferência ou preconceito de líderes e suas denominações. Talvez por isso, muitas das respostas “de acordo com a Bíblia” foram ignoradas, quando não rejeitadas por completo.

E aí? Bem, quando a Bíblia não fala o que as pessoas querem, restam duas opções: submeter-se humildemente à sua autoridade ou rebelar-se.

Se adotarmos o critério de considerarmos cristãos apenas aqueles que se submetem humildemente à autoridade bíblica, talvez os números não provocassem tanta comemoração. Contudo, no que diz respeito ao testemunho, à influência cristã neste mundo em trevas, certamente, seríamos reconhecidos como luzes e sal da terra.

Tristemente, portanto, o paradoxo pode começar a ser respondido a partir desse ponto. Embora haja muitos crentes, nem todos são praticantes da verdade (Tg. 1.22). Dos púlpitos, ouvimos muitas dicas extraídas da psicanálise, da psicologia, da filosofia, da sociologia. Jamais duvidei da capacidade que Freud teve para analisar certos comportamentos humanos. Mas não acho que ele saiba algo sobre a depravação total, a necessidade de justificação e a natureza da maravilhosa graça divina.

Conversando com adolescentes e jovens cristãos sobre o futuro, dificilmente se ouve de um deles o desejo de estudarem Teologia e se tornar pastor. Querem cursar Engenharia, Medicina, Direito. Estão certos. Estão totalmente certos. Não se pode aprender a amar algo que se desconhece. Muitos cristãos de hoje, infelizmente, desconhecem a Palavra de Deus.

Creio que as palavra do anjo que recebeu as mulheres que foram ao túmulo de Jesus deveriam ser consideradas pelos pregadores modernos antes de sentarem em seus escritórios para escreverem um sermão: “Por que buscais entre os mortos ao que vive?” (Lc. 24.5). Tais palavras precisam ser levadas a sério por aqueles que preferem usar o púlpito para tagarelar sobre atualidade, comportamento ou auto-ajuda.


À lei e aos profetas!

Se todos os pregadores lessem mais a Bíblia, estudassem Teologia mais seriamente e deixassem a sabedoria deste mundo em segundo plano, possivelmente, perderíamos muitos animadores de auditório, mestres de auto-ajuda, psicanalistas de sessões coletivas, em compensação, ouviríamos com temor e tremor verdadeiros atalaias.

É isso.

Rev. Renato Arbués.

domingo, 22 de abril de 2012

2 Crônicas 34.1-7



O rei Josias foi uma pessoa fantástica. Filho de Amon, um homem terrivelmente corrupto, Josias, pela misericórdia divina, conseguiu escapar da péssima influência paterna e “fazer o que era reto perante o Senhor” (2 Cr. 34.2).

Há duas coisas a se considerar nessa passagem. Primeiramente, pobre da família que tem pais ausentes ou irresponsáveis na condução da vida religiosa. O culto doméstico é obrigação dos pais. Eles precisam “ensinar aos filhos no caminho em que devem andar”. Nenhum pai merece aplausos por mandar os filhos à igreja, enquanto ficam em casa ocupados em lazer ou trabalhos de menor importância. O rei Josias, se dependesse do pai, seria mais um idólatra, corrupto e desobediente a Deus.

Em segundo lugar, pobre dos filhos que culpam os pais. É cômodo para o adolescente cabeça-dura dizer que erra porque não foi ensinado pelos pais. Josias também não foi, no entanto, orientou sua vida para a Lei do Senhor. Mudou a sua história e a história de Judá. A responsabilidade é pessoal. A salvação também.

Josias não foi perfeito, mas fez o que era bom, apesar do erro do seu pai.

Não queira isso para sua família. O padrão bíblico para um lar feliz pressupõe pais responsáveis pela Aliança e filhos abençoados pelo sacerdócio deles. Que nossas famílias sejam assim.

Amém!


Rev. Renato Arbués.

terça-feira, 17 de abril de 2012

MOCIDADE DEBATE


No próximo sábado, 20, a UMPC de Senhor do Bonfim se reunirá no salão social da igreja para um trabalho bem interessante: Iremos debater a proibição ou não do aborto. O mediador será o Rev. Renato Arbués. Haverá, ainda, brincadeiras e um lanche delicioso.
Venha participar. Você é nosso convidado especial!
Horário: 19h30.

Rev. Renato Arbués.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Luta pelo bem!




Tiago 4.17: “Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando”.

A epístola que Tiago escreveu é considerada a mais prática de todo o Novo Testamento. Nela, o autor não formula doutrinas, nem faz exposições demoradas a fim de esclarecer dúvidas quanto a pontos difíceis do Antigo Testamento. Nada disso. Tiago estava escrevendo para pessoas simples, que buscavam se estabelecer em segurança em terras estranhas. Eram peregrinos, forasteiros. Fugiam da perseguição e precisavam se adaptar em meios a pessoas que tinham hábitos e religiões diferentes.

O velho pastor Tiago se preocupou com essas pessoas. E encheu-as de conselho sobre como conviver e sobreviver numa sociedade diferente no quesito fé, mas necessária no que diz respeito às expectativas sociais.
Em meio aos diversos conselhos, destacamos este, contido no verso 17 do capítulo 4: “Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando”.

A omissão é um pecado terrível. Tanto para os crentes como para os demais cidadãos, praticantes de qualquer religião. Omitir-se é virar as costas para os problemas, as mazelas sociais, a violência, a corrupção, enfim, é ignorar que o mal que há no mundo prejudica não apenas as outras pessoas, mas a nós também.

Nosso país passa por um momento em que a sociedade civil está se articulando. Alguns anseios são nobres e importante para nossos valores cristãos, como a Marcha Contra a Corrupção, a Caminhada em prol do Hospital Regional; outros, porém, não são tão importantes assim quando avaliados à luz da Palavra de Deus, como a marcha pela liberação da Maconha ou a Passeata Gay.

Enfim, o fato é que estamos em guerra o tempo todo contra o mal. E omitir-se é a única atitude indigna de um filho de Deus. Procure se informar sobre as reivindicações, sobre os motivos, sobre as causas por trás das lutas sociais. Mas não se permita não fazer o bem.

Como sal da terra, é parte do nosso dever temperar o mundo em que vivemos. E não há melhor maneira de fazer isso do que apresentando nosso discurso, nossa presença, nossos talentos e recursos na defesa de interesses que podem melhorar o mundo que vivemos.

Jesus se posicionou contra os males deste mundo. Combateu Satanás abertamente, denunciou autoridades corruptas com Suas santas palavras, promoveu o amor ao estender a mão aos excluídos. Todos os homens de Deus fizeram algo pelo reino de Deus mas jamais se esqueceram do mundo no qual viviam.

O pastor batista americano Martin Luther King disse que a coisa que ele mais temia não era o atrevimento dos ímpios, mas o silêncio dos justos. Se ficarmos calados diante do roubo, da corrupção, da falta de ética, da destruição dos valores da família, perderemos nossa dignidade e não honraremos o nome de Cristo.

Pecar é errar o alvo. Deus tem um alvo para nós, um objetivo. Você já encontrou o seu? Vive de tal maneira que honre os planos de Deus para sua vida? Lembre-se que durante toda a sua vida você construirá um legado, uma herança para seus filhos. Não estou falando de dinheiro, de bens, de patrimônio material, não.

O principal legado que deixaremos para nossos filhos é a nossa dignidade, a nossa luta por um mundo melhor, uma cidade melhor, dias melhores para nós e para aqueles que amamos.

Rev. Renato Arbués.

A Páscoa chegou



Nas igrejas só se fala disso. A ressurreição de Jesus é cantada pelos corais. Os grupos de louvores fazem o mesmo. Os solistas escolhem os hinos que “contam a bela história”. Enfim, o clima pascal é contagiante e inunda a mente e o coração dos filhos de Deus.

Não?

Rev. Renato Arbués.


quarta-feira, 28 de março de 2012

Você tem valor!


Isaías 43.1: “Mas agora, assim diz o SENHOR, que te criou, ó Jacó, e que formou, ó Israel: Não temas, porque eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és meu”.

Há um cântico bem conhecido de todos. Ele diz assim: “Quero que valorize o que você tem, você é um ser você é alguém tão importante para Deus...”. De fato, uma verdade deve ser afirmada: Todo ser humano tem valor. Seja um valor monetário (escravos, empregados), seja valor sentimental (amor de mãe pelos filhos), seja um valor sensual (amantes), enfim, todos têm o seu valor.

O que há de discutir é qual o critério para avaliar algo ou alguém? Em que consiste a importância de uma pessoa? Especificamente, para Deus, há alguém importante? Se há, em que consiste essa importância?
Somos Criaturas de Deus!

v. 1a: “Assim diz o SENHOR que te criou” ð Existem várias perspectivas acerca dos homens. Elas estão baseadas em argumentos humanos e não consideram o que dizem as Escrituras.

Há quem fale dos homens como máquinas. Eles são avaliados pelo que produzem, pela energia e pela sua força, por suas habilidades ou capacidades. As pessoas são vistas como “coisas”, como meios para alcançar fins. Elas têm valor enquanto são úteis.

Outros pensam nos seres humanos como animais, racionais, porém, nada mais do que animais. Os homens surgiram por meio do mesmo tipo de processo pelo qual passaram todos os outros animais e terão um fim semelhante.

Em contrapartida, a Bíblia afirma que DEUS NOS CRIOU. O homem não é fruto de evolução, mas de um ato consciente, proposital de Deus. Nisso consiste o nosso valor: EM TERMOS SIDO CRIADOS POR DEUS!

Esse fato implica que a existência do homem só encontrará significado em Deus. Nós ganhamos vida porque Deus desejou que existíssemos e agiu para trazer-nos à existência. Isso devia nos fazer perguntar o motivo de nossa existência. Por que existimos?

As Escrituras declaram: “Deus criou o homem”! Não estaríamos vivos, a não ser por Deus, tudo o que temos e somos vêm dele. Infelizmente, passamos a vida andando por todos os mercados da vida, barateando nosso próprio valor, pretendendo que pessoas mal preparadas nos valorizem. Cada um de nós é especial, pois foi Deus quem nos fez. Isso significa que nós, homens, não somos o valor maior. Nosso valor é derivado e a nós conferido por um valor superior: Deus. Assim, a pergunta essencial ao avaliar qualquer coisa não é se aquilo contribui para nosso prazer e conforto, mas se contribui para a glória de Deus e para o cumprimento de seu plano.

Talvez pessoas tenham dito que você não tem muito valor. Talvez você se sinta inútil, com um viver insignificante. Mas considere para que ou por que você está vivendo?

Você vive como uma máquina ou trata as pessoas que trabalham com você ou que vivem como você como máquinas? Não somos máquinas. Você não é uma máquina!

Da mesma forma, não somos animais. Não importa o que diz a Biologia ou outras Ciências. Não somos diferentes dos animais apenas porque pensamos. Não. Somos mais que bichos!

Você é uma criatura de Deus, e nisso consiste o seu valor. Você foi criado por Deus para um propósito nobre: refletir sua imagem! Não viva como um robô, apenas trabalhando, juntando coisas, correndo atrás do vento; NÃO VIVA COMO UM ANIMAL, preocupado apenas com o que beber ou comer; NÃO VIVA COMO UM INÚTIL, sem acreditar que Deus pode abençoar o seu esforço, fazer o seu caminho prosperar... VIVA COMO ALGUÉM QUE FOI CRIADO POR DEUS. Honre ao Senhor, portanto, com a Sua vida!

O valor de um homem não é dado por ele mesmo. Não valorize o que você têm; valorize o que você é! Alguém criado por Deus de maneira especial. Lembre-se: OS HOMENS SÃO GRANDES, MAS O QUE OS TORNA GRANDES É O FATO DE DEUS OS TER CRIADO.


Rev. Renato Arbués.

segunda-feira, 26 de março de 2012

GRAÇAS A DEUS?


O que parece uma frase comum, dita a todo momento em alusão a algo que acontece como se espera, na verdade, tem se tornado uma das mais graves blasfêmias do homem moderno. Dessa vez, foi dita pelo representante de uma empresa denunciada pelo Fantástico por corrupção. Lá pelas tantas, acreditando estar falando com um interessado nos seus “serviços” quando, na verdade, o interlocutor era um repórter, o moço é questionado: “Tem problema?”. A resposta: “Graças a Deus, até aqui tudo certo!”

Admito que quando vi pessoas orando, agradecendo a Deus o “sucesso” na divisão da propina, acreditei já ter visto tudo. Mas faltava ainda o “Graças a Deus, tudo certo”.

Com crentes assim, quem precisa do Príncipe das Trevas fazendo oposição?


Rev. Renato Arbués.