Rev. Paulo Brocco

Pregação no culto de encerramento do Presbitério Piratininga.

Batismo da irmã Raimunda Goveia"

"E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará"!

Fachada da IPC de Bonfim

Rua A Quadra A, nº 48, Casas Populares - Senhor do Bonfim - BA

Igreja em festa: Confraternização

IPC de Senhor do Bonfim em festa.

domingo, 25 de março de 2012

AMOR A DEUS OU ÀS COISAS DE DEUS?

Romanos 14.7-8: “Por que nenhum de nós vive para si mesmo, nem morre para si. Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor”.

O apóstolo Paulo está escrevendo suas últimas recomendações aos cristãos romanos. Ele estava preocupado com a tendência que os seres humanos têm de se separarem por qualquer motivo. Não era diferente naquela Igreja. Alguns cristãos simplesmente deixavam de relacionar-se com outros por questões sobre o comer carne,  beber vinho ou guardar este ou aquele dia da semana.

O argumento de Paulo passa por frases marcantes como as dos versos 7-8: “Porque nenhum de nós vive para si mesmo, nem morre para si. Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor”. Quer dizer, somos parte de algo maior; somos parte de uma família, da família de Deus. E tudo que fazemos deve levar em conta essa relação harmoniosa e fraternal com os demais filhos de Deus.

De fato, a realidade que importa é a de que todos os crentes não pertencem a si mesmos, nem uns aos outros primeiramente: eles pertencem a Deus. Eles são do Senhor, quer estejam vivendo quer estejam morrendo!

Essas palavras de Paulo foram dadas para confortar e consolar  os filhos  de Deus que seriam perseguidos e teriam, dentro em breve, de enfrentar torturas e condenações. Essas palavras foram tão poderosas que, ao longo da história, elas amenizaram a dor e o sofrimento de diversos cristãos à beira da morte. Tal consolo, infelizmente, não é desfrutado pelos sábios e poderosos, pelos proeminentes e eruditos. Não, essas palavras são para os que fazem parte da família de Deus.

A escritora Rachel de Queiroz escreveu: “Morrer, só se morre só. O moribundo se isola numa redoma de vidro, ele e a sua agonia. Nada ajuda nem acompanha”. Coitada. Dá pra sentir a tristeza e a decepção dessa senhora quando escreveu essas palavras. Para que você, meu caro amigo, perceba a diferença de atitude ante a morte, vou citar um trecho de um discurso de Benjamin Franklin: “O homem fraco teme a morte, o desgraçado a chama; o valente a procura. Só o sensato a espera”.

Há um antigo e conhecido Catecismo da Igreja Protestante, o Catecismo de Heidelberg, que afirma: “O meu único conforto é que - corpo e alma, na vida e na morte – não pertenço a mim mesmo, mas ao meu fiel Salvador, Jesus Cristo, que, ao preço do seu próprio sangue pagou totalmente por todos os meus pecados e me libertou completamente do domínio do pecado...”.

Martinho Lutero, diante da dieta de Worms, foi pressionado a negar sua fé e acatar a antiga tradição que ele professava. Sua resposta, dada diante do imperador, de autoridades da Igreja, de soldados e de uma grande platéia, foi: “A não ser que os senhores me provem pela Escritura e pela razão que eu estou errado, não poderei e não me disporei a voltar atrás. Minha consciência está sujeita à Palavra de Deus. Ir contra a consciência não é direito nem seguro. Aqui fico. E que Deus me ajude. Amém”. Na noite anterior, Lutero não conseguira dormir, de tanta apreensão. Mas, naquele momento, foi tomado pela paz, pela certeza de vivo ou morto, ele era do Senhor.


Você dirá: belos casos de heroísmo. Eu direi: Não foi apenas o heroísmo, mas a confiança em Deus que sustentou todos esses homens e continua sustentando o povo de Deus hoje.

Eu sei que muitos crentes deixaram de pensar em coisas como o céu ou o inferno. Eles estão interessados na vitória contra o desemprego, contra as crises, contra a solidão. Eles não estão dispostos mais a sofrer por Cristo, quanto mais a morrer por Ele. Que pena! O amor a Deus foi substituído pelo amor às coisas de Deus. Espero que você não enfrente nenhuma dessas situações, nem que precise ficar doente como Jó e perder todos os bens. Mas, se você, meu amigo, estiver enfrentado uma doença, se você estiver triste por algum problema, se você estiver chorando, sentindo-se pressionado pelas circunstâncias da sua vida, console-se nas palavras de Deus, ditas por meio do apóstolo Paulo: “Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor”.

Deus nos protege tão bem que, contra a vontade do Pai celestial, não perderemos sequer um fio de cabelo, porque tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus. Conheçamos a verdade, e a verdade nos libertará da ignorância, da tristeza, do medo. Amém!


Rev. Renato Arbués.

sexta-feira, 23 de março de 2012

RESPEITO AO DIA DO SENHOR


Um empregado foi despedido por seu patrão por afirmar que não poderia trabalhar aos domingos, por motivo de consciência:
- Ainda que conheça o regulamento da casa, ainda que o sustento da minha pobre mãe dependa do meu emprego, sinto que não posso trabalhar aos domingos. O senhor me desculpe!
Então vá ao Departamento de Pessoal segunda-feira, para receber suas contas – disse o patrão.
Certo dia, conversando com um banqueiro que precisava de um empregado, o ex-patrão indicou o nome daquele que tinha sido despedido por não querer trabalhar aos domingos. Recomendou-o considerando-o ideal para ser caixa no banco.
- Mas você o despediu, disse o amigo.
- Sim, eu o despedi, porque não queria trabalhar aos domingos, mas um homem que pode perder o emprego para não violentar a sua consciência e princípios, servirá muito bem como caixa e pessoa de confiança.
"Quem é fiel no mínimo, também é fiel no muito; quem é injusto no mínimo também é injusto no muito. Pois, se nas riquezas injustas não fostes fiéis, quem vos confiará as verdadeiras? E, se no alheio não fostes fiéis, quem vos dará o que é vosso?" (Lc. 16.10-12).
Fonte: Ilustrações Selecionadas. Alcides Conejeiro Peres, CPAD.

Rev. Renato Arbués.



quinta-feira, 22 de março de 2012

O QUE EU QUERO OU O QUE EU DESEJO?


Meditação baseada em Marcos 2.1-12.
O livro “O Peregrino” narra a viagem do cristão desde a Cidade da Destruição até a Jerusalém Celestial. Trata-se de um clássico da literatura cristã. A narrativa foi elaborada por John Bunyan enquanto estava preso, na Inglaterra em 1678.

Após vencer diversos obstáculos, o viajante finalmente chega ao Paraíso. É o ápice do livro. Porém, há uma informação que poucos leitores atentam para o real significado: Ao lado da porta do Céu está a porta da Perdição. Bunyan está nos advertindo acerca do perigo de caminharmos sem o olhar fixo no objetivo final.

Você precisa de tudo que deseja?

Na fase inicial do Seu ministério, Jesus concede bênçãos que inauguravam a era messiânica, tais como o perdão dos pecados. Após ensinar em áreas pouco povoadas, Jesus retorna a Cafarnaum. Lá, entra numa casa e volta a dedicar-se ao Seu ministério fundamental: O ensino da Palavra.

A essa altura, a casa já estava tomada por diversas pessoas. Era impossível entrar, muito menos sair. Isso torna ainda mais dramática a situação do paralítico. Como entrar? Por onde entrar? “Pelo teto!”, deve ter dito alguém. “Então, tá”, respondeu outro. Tente imaginar a surpresa de Jesus. Enquanto pregava, baixam um homem paralítico pelo telhado. A cena chamou a atenção de Jesus, que manifestou Sua admiração com a atitude do paralítico e de seus amigos (v. 5).

É impossível não atentar para o fato de que a primeira bênção que o paralítico recebe é o perdão dos seus pecados, conforme o verso 5. O homem que estava sofrendo recebeu o que mais precisava. Mas será o que ele mais queria? Imagino que ele tenha ficado extremamente decepcionado com as palavras de Jesus.

O perdão dos pecados restaurava a comunhão do pecador com Deus. Fora precisamente para isso que Cristo veio. Ele veio para restaurar a relação entre o homem e Deus. Mas a questão é: ERA ISSO QUE O HOMEM QUERIA?

Aqui está um ponto importante da vida cristã. Será que as pessoas que buscam a Cristo estão à procura do que precisam ou do que desejam? Será que precisamos de prosperidade ou a desejamos? Será que é mais importante ter muito dinheiro ou uma consciência tranquila? É melhor ser rico ou ser servo no Reino de Deus?

Pessoas estão sempre insatisfeitas e por isso estão sempre à procura de algo. Infelizmente, muitas delas não sabem exatamente o quê estão procurando. A razão disso é que nem todas sabem o que, de fato, precisam. Confundir DESEJO com NECESSIDADE é um erro muito comum, mas, que pode provocar uma tragédia.

Veja o caso de Judas. Ele confundiu desejo com necessidade e acabou se perdendo por pouco. Andou o tempo todo no caminho certo, mas como procurava pela coisa errada, deu com a porta que conduz à perdição.

Qual é a nossa real necessidade? Talvez não tenhamos conseguido o que mais desejamos, por estar buscando o que não precisamos. Pessoas com crise conjugal buscam paz, e precisam. Mas, antes, precisam corrigir a relação! Pessoas doentes buscam cura, e precisam. Mas, às vezes, precisam mesmo é de conforto, força, paz.

Como em “O Peregrino”, ao lado da porta do paraíso está localizada a porta da inferno. A menos que saibamos bem o que buscamos, corremos o sério risco de desejar o que não necessitamos e encontrar o que não queríamos.

Rev. Renato Arbués.


domingo, 18 de março de 2012


Jean Le Rond d'Alembert, escritor, filósofo, e matemático francês,  frequentava com assiduidade o palácio de Lorena. Querendo atrair a atenção sobre si, irreverentemente afirmou:
- Eu sou o único neste palácio que não crê em Deus e por isso não o adora.
- Engana-se - respondeu a princesa - o senhor não é o único neste palácio que não crê em Deus e nem o adora.
- Quem são os outros? - perguntou o sábio.
- São todos os cavalos e os cães que estão nas cavalariças e nos pátios deste paço - respondeu a princesa.
- Assim, estou sendo comparado aos animais?
- De modo algum, tornou a princesa. Embora os animais não tenham conhecimento nem adorem a Deus, não têm a imprudência de se vangloriar disso.

Fonte: Ilustrações Selecionadas. Alcides Conejeiro Peres, CPAD.

Rev. Renato Arbués.


terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

TODOS IGUAIS?




Acabo de ouvir que um homem acusado de ter assassinado sua ex-namorada e que estava foragido da justiça há quase um ano pode ser posto em liberdade. É que ele é advogado. E advogados, promotores e juízes, ao (e se) forem presos, têm direito a cela especial. Como nos presídios de São Paulo não há uma cela com as especificações garantidas por Lei, o acusado deve ser solto.

Interessante a noção de igualdade entre os homens. Desde o século XIII, na Inglaterra, quando se começam a produzir de fato documentos que se preocupam com os Direitos Humanos, a noção de igualdade é relativizada. Ora a Lei defende os cidadãos livres; ora a Lei protege os nascidos em tal lugar. Enfim, quando a Lei será igual para todos?

Quando? Quando o Julgador for o Santo Deus. Sim, para Deus não há acepção de pessoas (Rm. 2.11). É assim porque para o SENHOR há algo que nivela toda a humanidade: o pecado! Ele diz: “Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Rm. 3.23). “Todos”, nesse texto, inclui bacharéis, licenciados, secundaristas, analfabetos. Todos pecaram!

Mas, deve-se ressaltar, o SENHOR providenciou em CRISTO o perdão para todos os tipos de pecadores, não importa se são cultos ou não, se sabem muito ou pouco. Em Cristo, todos podem alcançar perdão: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome” (Jo. 1.12).

Ah, mais uma coisa: O Inferno também aceita todos os tipos de pecadores!

Rev. Renato Arbués.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

FOGO X GELO


“O Evangelho deve ser pregado”. Você saberia dizer quantas vezes já ouviu essa frase? Durante séculos, os cristãos têm se dedicado a árdua, porém, gratificante, tarefa de levar a toda criatura um pouco do conhecimento de Deus, tal qual revelado nas Escrituras Sagradas.

A julgar pelos números, o trabalho está sendo bem realizado. De acordo com o estudo “Tendências Demográficas: uma análise da população com base nos resultados dos Censos Demográficos de 1940 a 2000”, do IBGE, saímos de 2,6% da população brasileira para 15,4%, quer dizer, crescemos quase 7 vezes!

Apesar de ser daqueles que entendem que os números não dizem tudo, mas dizem alguma coisa, confesso que os números, nesse caso, enganam.

Enganam porque o compromisso com o Reino de Deus parece não ter aumentado 7 vezes. Enganam porque a ética cristã parece não ocupar um posto tão relevante na sociedade, uma vez que uma parcela considerável da população a professa e jura viver por ela.

O que está acontecendo? Será que fogo demais queimou alguns de nossos neurônios, especialmente aqueles responsáveis pela busca da verdade? Ou seria o caso de que o frio em excesso tenha congelado nossa disposição em manifestar a glória de Deus na nossa vida?

Sugestões?

Rev. Renato Arbués.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012



Um célebre ateu, concluindo uma conferência em certa povoação, desafiou qualquer pessoa presente a rebater os argumentos que acabara de apresentar. Quem havia de levantar a luva do desafio senão uma velha, arcada sob o peso de muitos anos, a qual disse ao conferencista:

- Senhor, tenho a lhe fazer uma pergunta.

- Pois não, minha boa senhora.

- Há dez anos tive a infelicidade de enviuvar, ficando sem arrimo no mundo, tendo oito filhos, todos pequenos, para sustentar e criar, na pobreza mais aflitiva que se pode imaginar. Salvo umas coisas velhos, o único objeto de valor que possuía era a minha Bíblia. Animada pelas promessas divinas deste Livro, revesti-me de forças, e pude sustentar e criar perfeitamente os meus oito filhos. Já sou velha, com o pé na cova, poucos dias me restam de peregrinação neste mundo, mas ando com perfeita alegria, porque tenho experimentado o amor de Deus e sei que Ele existe, e morro na firme esperança de uma vida de imortalidade no Céu com Jesus. Agora diga-me: O seu modo de pensar, que benefícios lhe tem trazido?

- Ora essa!, - volveu o conferencista - não quero de modo nenhum desmanchar o conforto que a senhora diz ter achado na sua religião; mas...

- Ah! - interrompeu a velha - não é disso que se trata; faça o favor de não se afastar do ponto em discussão. Quero saber que benefício lhe tem reportado seu ateísmo?
De novo o ateu quis desviar a discussão, porém os assistentes perceberam a coisa e romperam em aplausos frenéticos à mulher.

O conferencista, desorientado, retirou-se do lugar.

Do livro “Mil Ilustrações Selecionadas”, 1966.